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Mostrando postagens de 2009

Resenhas

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Aguentem a onda que agora vou bancar o crítico musical. Na minha última viagem comprei três discos que, num primeiro exame, não teriam muita coisa em comum. O primeiro adquirido, ainda em São Paulo, foi "Luz Negra", de Fernanda Takai. Não comprei o anterior, "Onde Brilhem os Olhos Teus". Aliás, achei mesmo que era esse que estava comprando. Não me arrependi, pois o disco é ótimo e o repertório, testado e ampliado, é igualmente muito bom. Fernanda escolheu uma banda básica e enxuta, mas composta de multiinstrumentistas de primeiríssima linha, incluindo, claro, o maridão John Ulhôa. O disco traz algumas faixas de "Onde Brilhem Os Olhos Teus", e acrescenta outras ótimas. A versão em japonês para "O Barquinho" é um primor. Mantém o clima da canção original, mas a bateria nervosa dá uma modernizada no som. Tal arranjo não poderia ser feito por outra pessoa que não o versátil John Ulhôa, cérebro musical do genial Pato Fu. "Ben", de Michael Jac…

Con...fuso

Levei quatro dias para conseguir dormir uma noite normal de sono, após chegar a Hamamatsu. A diferença é de 11 horas, nesta época do ano, mas o pior é a viagem. Escolhemos ir pela Europa. Pessoalmente acho que não há deslocamento menos cruel. Não há rota possível que torne essa viagem mais palatável. A não ser que se durma uma noite (ou algumas horas, pelo menos) no meio do caminho. Em seguida há o estranhamento com a comida. Para nós, café da manhã signifca pão, manteiga, queijo, etc. Para eles, arroz, peixe, e por aí afora. Para as refeições normais, tudo se normaliza. Ou quase. Uma semana depois de chegar ao Japão e chegou a hora de ir para Taiwan. Tudo diferente, muito diferente. Os taiwaneses adoram o Japão. Mas a maioria não fala japonês. Existe uma Taipé moderna, de arranha-céus e ruas perfeitas. E logo ali do lado existe a outra, mais antiga, mais bagunçada, mais tradicional. Percebe-se, de cara, uma diferença brutal: o Japão é mais silencioso. Os japoneses fazem tudo mais si…

Japão e a arte de comer

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Este post culinário não vai ter nome de prato algum. E por uma razão muito simples: em Hamamatsu pouca gente ou quase ninguém fala inglês. Como o povo japonês não é de gesticular, a comunicação em um restaurante, por exemplo, fica restrita a apontar as coisas em cardápios e muitos, mas muitos acenos de cabeça. Isso feito, pode-se apreciar bons pratos da maravilhosa culinária japonesa. E o preço foi outra surpresa pois, em três pessoas, pedimos entrada mais prato principal, dois drinques cada e a conta bateu em pouco menos de setenta dólares. A experiência conta mais que tudo. Desde tirar os sapatos na entrada e depositá-los num escaninho com tranca cuja "chave" é um pedaço de madeira com dois cortes na parte inferior (a tataravó da fechadura moderna, provavelmente), até a mesa instalada num recesso no piso, onde se chega simplesmente andando por cima dos assentos. Os cubículos são separados entre si por cortinas de madeira. Não há privacidade completa, porém suficiente para po…

Fuso horário, ou que dia é hoje mesmo?

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Meio lugar comum ficar reclamando de fuso horário quando se viaja para muito longe. Hoje me lembro e acho a maior graça dos tempos em que morávamos no Mato Grosso do Sul e viajávamos para a casa de minha avó, no interior de São Paulo, que ficava "uma hora à frente"...Ah, ah, ah. Digo isso porque estou 11 horas à frente do Brasil. Fuso extremo. O problema disso tudo é que, após dezenas de horas gastas dentro de um avião, outras tantas zanzando em aeroportos, a cabeça entende a diferença, mas o corpo não. O resultado disso foi que dormi demais na primeira noite (e perdi a hora do trabalho), e muito pouco na segunda. Perdi a hora no primeiro dia e perdi o sono no segundo. Hoje a coisa foi ainda pior, pois consegui dormir, mas fui acordado por um colega à meia-noite. Not cool. Felizmente o tempo anda bom, ainda que um pouco frio. O Japão é um paraíso de compras para quem quer o mais moderno e recente. Quem procura preço tem que olhar em outro canto. O país tem um custo de vida el…

Gaijin

Estrangeiro. É assim que estou me sentindo. Ah, mas é normal, afinal de contas estou mesmo no exterior. Sim, verdade. Mas quando se é minoria a gente se sente ainda mais estrangeiro. Não fosse o povo japonês extremamente discreto e educado, acho que teria reações diferentes. O cansaço que essa viagem nos causa é algo monstruoso. O organismo enlouquece e fica-se com a sensação de estar permanentemente "do avesso".Ainda tenho horas para esperar até por os pés no hotel e poder tomar um bom banho (o último foi sexta-feira). I'll keep posting.

Mais um continente

Ásia. Extremo Oriente. Não sei dizer por quê, mas nunca me senti atraído por aquelas partes do mundo. Pelo menos nunca me vi planejando uma viagem para qualquer país asiático. A não ser o óbvio: adoraria conhecer Bali ou Bora Bora, ou qualquer daqueles lugares paradisíacos, onde pudesse passar umas semanas fazendo n-a-d-a. Eis a oportunidade de ir para aquelas bandas se apresenta. Lá vou eu integrar uma missão que completará a modernização consular no Japão (uma equipe já fez Tóquio e Nagóia), passando por Hamamatsu e seguindo depois para Taipé. Nada me deixa muito animado com essa viagem. Longas horas de voo, longas horas em aeroportos, 11 horas de diferença, inverno por lá, multidões nas ruas (não sou muito fã de multidões) e culinária nem sempre palatável. Hamamatsu é uma cidade industrial. Já tentou obter informações turísticas na internet? Não consegui sequer encontrar hotéis no Booking.com. Pelo menos não como eu queria. A comunidade brasileira por lá gira em torno de 100.000, o…

Sexta-feira 13. Você tem medo?

E aí? Você acredita? Abre e-mails com cuidado? Não deixa calçados virados? Não passa debaixo de escadas? Tem horror a gato preto? Calça sempre o pé direito do sapato primeiro?
Conte aí suas superstições e tenha uma ótima sexta-feira 13!

Fotos.

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Como prometido, fotos de Pirenópolis. Começando com a ponte sobre o rio das Almas, bem no centro histórico da cidade.
Acima a igreja Matriz, reconstruída após um incêndio que a destruiu totalmente.
Exemplo do belo e muito bem conservado casario.
Tão encantadora à noite quanto de dia. O movimento todo deve-se ao feriado prolongado.






Tirando férias de tudo

Tiramos o fim-de-semana prolongado para um sossegado retiro na pacata Pirinópolis, estado de Goiás. Cidade tombada pelo patrimônio histórico, Pirenópolis tornou-se sinônimo de refúgio e contato com a natureza, na forma de suas inúmeras cachoeiras, pousadas e restaurantes típicos. Essa, pelo menos, era a imagem que eu tinha, pois aqui estive pela primeira vez há 12 anos, pelo menos. A cidade não cresceu muito, mas os efeitos positivos do turismo são claros. O casario está incrivelmente bem cuidado e restaurado. Há pousadas de todos os tipos e para todos os bolsos e gostos. A estrutura de apoio ao turista é muito boa. Pode-se visitar as cachoeiras (todas em áreas particulares e de preservação) por conta própria ou com guias contratados. A cidade conserva, em seu centro histórico, o encanto de uma antiga cidade que teve seu auge durante os anos em que a extração de prata sustentava a vida aqui. Com o passar dos anos, chegaram os hippies e outros "malucos de plantão", mas a cida…

Rossi e o nono ovo.

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Abandonei meu blog, eu sei. Não que muita gente tivesse sentido falta, mas abandonei assim mesmo. Uma boa dose de trabalho e outra maior ainda de falta de inspiração. Usei muito pouco meu computador na última viagem e estou agora me preparando psicologicamente para a próxima. Mas isso é conversa para outra hora. O assunto de hoje provavelmente não é do interesse de muita gente, haja vista não ser o esporte a que me referirei lá muito popular no Brasil. Estou falando de motovelocidade. MotoGP, para ser mais preciso. A categoria máxima do motociclismo mundial. A Fórmula 1 das motos, se preferir. E qual a razão de eu ter escolhido esse assunto? Para falar daquele que, se ainda não é, não está longe de ser o maior piloto do motociclismo mundial de todos os tempos: Valentino Rossi. The Doctor. Vale. Vou até me arriscar a dizer que nenhuma outra categoria de esporte motorizado tenha produzido um campeão como Rossi. Alguns podem até argumentar que o Senna foi um grande campeão. Sim. Não vou …

Turistas e lojas convenientes

Turista normalmente é um bicho preguiçoso. Talvez por essa razão as lojas de souvenirs e outras cositas "típicas" sobrevivam. Convenhamos, souvenires são, em sua quase totalidade, muuuuuito bregas. Uma coisinha ou outra ainda passa. Mas me pergunto o que leva certas pessoas a levarem para casa um prato com a cara do Mozart impresso nele? Ou uma caneca com o retrato da rainha? Eu e minha mulher temos como rotina, sempre que vamos a algum lugar novo, comprar algum ímã de geladeira. Começou há alguns anos. Mas sou chato. Não compro qualquer um e detesto aqueles de foto. Sempre busco algo que seja representativo, criativo e de boa qualidade. Mas voltemos às lojas e os turistas. Lojas de souvenires são convenientemente montadas em lugares estratégicos. Até aí tudo bem. Faz sentido, pois a grande massa turística não quer ficar rodando a cidade atrás de algo realmente típico. Acabam comprando coisas típicas, mas produzidas na China. Para mim, isso tira o encanto. É como ir ao Brasi…

O que pode dar errado?

Tudo. Agora há pouco escrevi um post bacana sobre coisas que podem dar errado no dia de um sujeito comum. Estava até virando um pequeno conto. Um comandozinho besta que saiu não sei de onde pôs tudo a perder. Que tal? Daí que desanimei e resolvi não tentar reescrever o post. Bem, vá lá. O que pode dar errado quando você está prestes a dormir a primeira noite num hotel qualquer? Você descobre que seu quarto, no sexto andar, fica junto do poço do - velho - elevador, que faz um telec-tec-tec-te-tec-telec toda vez que sobe ou desce. E é um entra e sai do caraças. Adivinha que música vai tocar para embalar seu sono?
Desejem-me uma boa noite.

On the road again

Depois de pouco mais de 30 dias de descanso, caio na estrada novamente. Desta vez, os destinos são europeus. E para atingi-los, uma verdadeira via crucis de aeroportos. Dá desânimo só de pensar. É o mesmo tipo de desânimo que dá quando se planeja ir à praia de carro. A dois mil quilômetros de casa. Sim, o deslocamento é parte da "diversão" da viagem. Mas quando se está num avião, a 10 mil metros de altitute, com pouca coisa ou nada a fazer, não podendo dar aquela paradinha para um xixi amigo e apreciar a paisagem, o desânimo bate por completo. Por isso acabamos nos sobrecarregando quando viajamos: iPod, livros, vídeos, netbook e sei mais o quê. Azar o seu se viajar com uma empresa que sequer oferece a opção de monitores de tv individuais, pois você terá que assistir o que eles quiserem naquelas telas que ficam dependuradas do teto. Raramente consigo assistir qualquer coisa naquelas coisas. As viagens de carro, hoje, estão menos traumáticas, graças aos mimos tecnológicos disp…

Dirigindo

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Minha carreira de motorista não começou cedo, sempre fui das motos. Tirei a habilitação quase um ano depois de completar dezoito anos. Fui reprovado uma vez no teste prático (uma bobagem). Só fui comprar meu primeiro carro com vinte e tantos anos. Depois disso, meio que abandonei as motos até o ano passado. Nesses anos dirigi em muitos lugares. Considero-me um bom motorista. Cuidadoso, se não habilidoso. Reflexo dos meus quarenta anos talvez. Qual o pior lugar para se dirigir? Qualquer lugar que não se conheça bem. Depois de algumas semanas dirigindo na Arábia Saudita, acabei me acostumando. Na época tinha um carro pouco comum por lá e de tamanho reduzido. Sentia-me ainda mais "reduzido" ao parar nos semáforos ao lado de singelos SUV americanos e japoneses. Já viu um Suburban da GM, com lugar para 500 passageiros e motor de 8.7 litros? Não? Bem, o número de passageiros é exagero. Cada cidade tem peculiaridades e seus moradores desenvolvem certo hábitos que se tornam meio que…

I belong

O homem tem, desde seu nascimento, a necessidade de "pertencer"a algum lugar, a um grupo. Sente, ainda que a negue, a necessidade de se identificar com alguma coisa, algum ideal, alguém. Daí nasceram o casamento, os partidos políticos, grupos de motociclistas, torcidas de futebol, clubes de truco e por aí afora.Como ser social, ele tem gravado em seu subconsciente o dever de fazer parte de alguma coisa, de ser aceito por seus pares. Às vezes não funciona. Os resultados são desastrosos. Ele confunde indentificação com submissão e a coisa se turva. Mas divago. Em certas ocasiões, essa identificação toma formas singelas: você frequenta todos os dias o mesmo bar, por semanas, até que um dia, ao entrar, o dono diz para um dos empregados "uma Skol (ou qualquer que seja sua marca preferida) pro meu amigo aqui". Você não é amigo do cara, mas cliente. Entretanto, a sensação é de amizade.Você foi aceito no círculo dos frequentadores daquele lugar. Não pediu isso, apenas conq…

A loucura do clima

Já está ficando meio batido dizer que o clima está mudando, que a previsão do tempo é "imprevisível". Brasília este ano praticamente não teve sua estação seca. Ao que parece as chuvas já começaram. Isso trouxe um efeito colateral bem bacana. A cidade que, nesta época, está normalmente marrom, poeirenta, com árvores peladas e gramados mortos, está toda florida. Ipês, paineiras e outras espécies não entenderam os aguaceiros fora de época e mandaram ver na florada. Por outro lado, aqueles que não conhecem bem Brasília perderam a chance de ver o "milagre verde", quando tudo volta ao normal assim que caem as primeiras chuvas. A saúde também agradece, pois é comum as salas de emergência dos hospitais se entupirem com pessoas, principalmente idosos e crianças, com problemas respiratórios causados pela secura. Sem falar no festival de lábios rachados de que muitos são vítimas. Enquanto as chuvas são bem-vindas por aqui, em outras regiões elas causam estragos, atrapalham o…

Redescobrindo.

Tem coisas que nos rondam a vida toda e não prestamos atenção ou não damos o devido valor. A música dos Beatles não é uma dessas coisas. Mas está ali, há anos, décadas. Muita gente conhece muita coisa deles, mas a maioria se atém aos sucessos. Eu era um desses. Bem, quase. Dentre meus cerca de mil discos (mais ou menos), entre cds e lps, há alguns bons álbuns dos Fab Four. "A Hard Day's Night", que saiu no Brasil com uma capa vermelha e o horrendo título "Os Reis do Ié-Ié-Ié" contém minha música predileta dos Beatles, "I'll Be Back". Os clássicos "White Album" e "Abbey Road", além das duas principais coletâneas, que cobrem a carreira toda, entre outras coisas. Tenho uma coletânea das músicas dos 5 filmes lançados por eles, acompanhada de um excelente encarte, cheio de excelentes fotos dos filmes e filmagens, em inglês. Das coletâneas, eu sabia cantar a vermelha todinha...Aliás, numa nota paralela, foi "catando milho" …

Botecos

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Bar. Botequim. Boteco. Pé-sujo. De responsa. Eles existem de todo tipo e tamanho, em todo canto sem exceção. São frequentados por trabalhadores, patrões, gente pobre, rica, intelectuais ou não, de esquerda, centro e direita. Botecos existem desde tempos imemoriais. Em alguns lugares e épocas faziam parte de estalagens. Em outros, essas estalagens eram chamadas "public houses", expressão que mais tarde originou o "pub". Em botecos se bebe, se come, se chora mágoas, fala-se mal da vida alheia, discute-se política, religião (tema este não recomendável) e futebol (menos recomendável ainda, porém inevitável). Em botecos nasceram idéias para livros, poemas, canções. Partidos foram fundados em bares - donde se supõe que políticos vivam em constante estado de embriaguez. E os nazistas? Loucos ou simplesmente uns bebuns? Bem, não simplifiquemos. Em bares celebramos datas, a vitória do time do coração. Também afogamos as mágoas e a frustração pela derrota do time do coração.…

40

Chegou o dia. Durante boa parte da minha vida me imaginei com quarenta anos. Parecia distante e naqueles longínquos anos eu supunha que, aos quarenta, eu já teria a vida arrumada, filhos, etc. Chegou depressa? Não. Mas também não demorou muito. É uma estranha sensação se olhar no espelho e constatar que os anos passaram e que aquele sujeito no reflexo está completando quarenta anos. Não me sinto um quarentão. Sou meio careta, mas por outro lado sempre fui. Mas não me sinto um quarentão. Os planos e os ideais são os mesmos, ou quase. As possibilidades de colocar esses planos em prática mais reais, mas ainda sobrou um pouco de falta de maturidade, que me faz ter a sensação de que ainda estou longe da marca histórica. Muita gente diz que é uma idade na qual se dá uma virada. Muda-se planos. Põe-se velhos projetos em prática. Melhor aprender a curtir cada momento e levar a vida mais na boa, sem deixar que as preocupações e o stress tomem conta. Tipo resolução de fim de ano. Por exemplo: n…

Pequenos prazeres

* Ovo frito com arroz (tem quem goste, não eu).
* Ouvir passarinho cantando de manhã.
*Comer tomate com sal de pé na beira da pia.
* Andar descalço na terra.
* Andar descalço em casa depois de um dia de trabalho.
* Enfiar-se sob as cobertas num dia de muito frio pra assistir a tudo quanto é porcaria que estiver passando na TV, com chá e bolinhos, ou chocolate quente, ou café com pão-de-queijo, ou...ah, deixa pra lá.
* tomar longos banhos quentes (ou frios). Tá, nada ecológico, mas muito prazeroso.
* Sair sem rumo num domingo de manhã.
* Sentar ao sol e calanguear.
Acrescente os seus aqui.


Interlocutório

Sei que o blog está meio abandonado. Meus (poucos) leitores são muito educados e não ficam me cobrando. Voltei de três semanas de viagem a trabalho direto para uma mudança de endereço (a coisa ainda está meio fora de esquadro) e a cirurgia da minha esposa. Jogue nesse meio um período com muito trabalho e pouco pessoal na divisão e está formado o caos. Mas é bom estar em casa.
Acredito que todo mundo que decide escrever algo, seja uma coluna, um blog, um livro, acaba trombando em algum momento com a dúvida cruel: sobre o quê escrever? Tem um bocado de coisas acontecendo na minha cidade e no meu país neste momento que assunto é o que não falta. Mas, estou nessa encruzilhada. Decidi, dessa forma, escrever um post interlocutório. Palavrinha muito utilizada no meio diplomático, significa dar uma resposta sem dar resposta alguma. Pois um post interlocutório é mais ou menos como os scripts do Seinfeld: sobre nada. Tenho até alguns rascunhos num caderno moleskine que, depois da mudança, já …

Viagem de volta

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Voltar para casa é sempre bom. O que atrapalha é a viagem de volta.Mala, avião, aeroporto, check-in, imigração, poltronas apertadas, cansaço. Quatro aeroportos em cerca de 18 horas. Mas, finally home. A viagem foi interessante, mas cansativa. Tenho alguns posts preparados, mas isso fica para depois. Cheers.

This is LA

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A viagem de Assunção para Los Angeles foi mais ou menos assim: cheguei em Sampa lá pelas duas e, após uma rápida passagem na Receita para registrar uns eletrônicos que carregava comigo (simpaticamente atendido, pela segunda vez pelos funcionários do órgão), dirigi-me para o Fast Sleep do aeroporto. No Fast Sleep você aluga uma cabine, com ou sem banheiro privativo, para passar algumas horas. Eles cobras R$ 50,00 pela primeira hora e R$ 15,00 pelas adicionais. Há pacotes específicos. Se sua cabine não tiver banheiro, você pode usar os banheiros sociais, que são constantemente limpos e higienizados. Os quartos, ou melhor, cabines, são minúsculos, mas contam com telefone, TV e internet. Tudo muito limpinho e bem organizado. Paguei R$ 115,00 por quatro horas em cabine com banheiro privativo. A experiência foi bacana, pois pude descansar e tomar um bom banho antes de encarar as doze horas e meia de vôo para LA.Delta Airlines. Não gostei. Eles usam um 767-300 ER no trajeto, que não é dos p…

Paraguay, bye, bye.

Quatro dias em Assunção. Não conheci nada, mas saí com uma impressão até que boa de lá. Não tive a chance de andar muito pela cidade, pois o tempo era escasso e tivemos muito trabalho. Reencontrei amigos que não via há anos e essa foi a melhor parte de nossa passagem por lá. O Consulado está muito bem instalado e o pessoal que lá trabalha é da melhor qualidade. A cidade, em alguns pontos - principalmente o centro - lembra muito as nossas próprias cidades. O reencontro com a cultura paraguaia foi muito bacana para mim e trouxe lembranças. Não tive a mesma sensação em Ciudad del Este de onde, apesar de ter conhecido um pessoal bem bacana no Consulado, não pude guardar uma boa impressão. Aquele lugar é, como diria o Bezerra da Silva, "macabro".Em Assunção não pude deixar de comprar um mateiro de alumínio revestido em couro e uma bomba de alpaca, para restaurar meu hábito de tomar tereré. Aproveitei a passagem por um shopping center para comprar música. Não encontrei o que procu…

Niagara x Iguaçu

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Fiz hoje um passeio que me devia há anos: fui às Cataratas do Iguaçu. Nos anos 70 meu pai nos levou para conhecer as 7 Quedas (que eram 15), que depois desapareceram com a formação do lago de Itaipu. Hoje o tempo amanheceu virado, nublado, com muito vento e frio, depois de dias de tempo bom e calor. Devo dizer que mesmo sem conhecer eu já imaginava que as nossas Cataratas eram mais imponentes, pois elas caem em vários pontos, por vários degraus e com intensidades diferentes. As do Niagara caem principalmente num único ponto, majestoso, bem verdade.

Sem bairrismos, as nossas arrasam. Altamente elogiável também é a estrutura existente hoje no parque. Muito organizado, limpo e bem mantido, o Parque das Cataratas é exemplo a ser seguido.

Sinta-se em casa.

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Veja o que a cuidadosa camareira do hotel em Foz fez todo santo dia, ao arrumar o quarto:




Ciudad del Este

Chegar a esta cidade ontem no fim da tarde foi algo de assustador. O lugar parecia uma sucursal do inferno. Muito carro, caminhão, moto, gente, lixo, bagunça, sujeira e uma desorganização generalizada. Nem vou comentar sobre o fato de eu ter vindo do aeroporto com minha mala (19kg) no meu colo, pois o carro que nos buscou não comportava todas as malas e as pessoas. A Ponte da Amizade é outra coisa de surreal - nem vou entrar no mérito de que a coisa toda é surreal - com grades altas que supostamente deveriam evitar que contrabandistas atirem mercadorias por sobre a amurada para lanchas e botas lá no rio. Bem, não funciona muito, aparentemente. Um rapaz que estava lá para nos ajudar contou histórias de horror, dignas de morro carioca, sobre assassinatos encomendados por traficantes e contrabandistas, sobre a polícia de Foz do Iguassu que após as dez da noite trata qualquer um como bandido no melhor estilo "bate primeiro e pergunta depois"...Scary. Hoje começaremos o trabalho…

On the road again

Quando eu mais preciso de um descanso, eis que sou obrigado a viajar. Muita gente sonha com um trabalho no qual viagens sejam uma constante. Creia-me, amigo meu, nem sempre você vai estar a fim de arrumar mala, reservar hotel, enfrentar aeroporto, longos vôos. Meus próximos destinos serão Ciudad del Este e Assunção e depois Los Angeles. Só de pensar que enfrentarei 13 horas no vôo para LA e depois a imigração americana, já dá um desânimo. Pior que isso é chegar num sábado pela manhã e ir direto trabalhar. Verei se consigo postar minhas impressões dessas cidades. Nasci e cresci próximo à fronteira com o Paraguai, mas ambas as cidades aí são novidade. Assim como Los Angeles. Vai ser minha primeira incursão aos Estados Unidos e minha segunda à América do Norte. Sinceramente não estou um pingo a fim de viajar. Mas...trabalho é trabalho. A reforma de nosso novo apartamento tá quase acabando e devemos nos mudar assim que eu retornar desta viagem. Mas por mim, me mudaria semana que vem. Vo…

27 de julho: dia do motociclista

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As fotos acima foram tiradas no último dia do 6º. Bsb Moto Capital.


Viva nós. Eu e todos aqueles que em algum momento de suas vidas foram picados pelo mosquito motociclístico. Viva todos aqueles que usam a moto todos os dias, faça chuva ou sol. Todos aqueles que escolheram eliminar duas rodas de suas vidas e assim economizar tempo, estacionar em espaços exíguos, poluir menos - ao contrário do que afirmam certas "otoridades"- e contribuir cada vez menos com os congestionamentos que assolam nossas cidades. Viva todos aqueles que sobem pela manhã em suas motos e passam o dia entregando pizza, documentos, encomendas, água, gás e toda sorte de coisas que precisem chegar rápido aos seus destinos. Viva todos aqueles que se arriscam nesse trânsito cada vez mais selvagem e egoísta de nossas cidades.
É um dia excelente para se discutir opções para um trânsito mais amigável e mais pacífico. Não somos vilões. Mas muitos de nós, infelizmente, não são mocinhos. Cada um de nós precisa fazer …

O quintal da minha casa

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Muita gente sabe onde fica Brasília. Muita gente conhece Brasília. Pouca gente conhece bem Brasília. Menos gente ainda tem noção de que Brasília não é só um monte de edifícios desenhados e construídos nos anos 50/60. A maioria acha que é onde ficam os políticos pilantras. Na, na, não. Político pilantra - a maioria de outros estados - fica só três dias por semana aqui...
Mas não é sobre isso que quero escrever. Vejam estas fotos: Sabem o que é isto? O quintal da minha casa. Ahã, isso mesmo, meu quintal. Sabe o que são aquelas árvores ali? Espécies nativas do cerrado brasileiro. Não foram plantadas ali não. Nasceram ali. Os que moram no Rio têm na Floresta da Tijuca seu pedacinho de Mata Atlântica. Não sei onde fica exatamente, mas não acho que muita gente tenha a Floresta da Tijuca como seu quintal. Em Sampa nem faço idéia de onde fica a mata nativa mais próxima. Mas em Brasília não é preciso andar muito para encontrar o belo e velho e bom cerrado. Ele está ali, na entre-quadra. Está lá,…

Herói ou um policial muito estúpido?

Vocês devem ter lido algo recentemente sobre um assalto no Rio de Janeiro - ou teria sido em São Paulo? - bem não importa. Eis a situação:quadrilha assalta banco, em pleno horário comercial, sem disparar um único tiro. Ao sair, é avistada por policial - eu disse policial, no singular - que resolve, sabe-se lá por que razão, impedir a fuga da quadrilha - eu disse quadrilha, coletivo. Segue-se troca de tiros durante a qual adolescente é baleada na barriga, vindo a falecer no hospital horas depois. Que tipo de treinamento recebem nossos policiais? Será que não são ensinados a executar o mais básico dos procedimentos, ou seja, pensar? Não passou pela cabeça do idiota, digo, policial, que ele tinha a seu favor o fato de estar à paisana, e que ele poderia anotar a placa e a descrição do veículo de fuga e desta forma, avisar a seus colegas policiais, que poderiam por sua vez tentar cercar o veículo da fuga, quem sabe em local menos movimentado? Não teve a capacidade de pensar que contra ele p…

Domingo é dia de...

Acordar tarde, ir à missa, fazer compras na feira, fazer nada...Cada um tem seu jeito de curtir o domingo. Para alguns é dia de dormir mesmo até tarde, sem culpa, e acordar com o cheiro do frango assando na cozinha. Para outros, nada justifica ficar na cama além das sete da manhã: é dia de levantar cedo para curtir ao máximo, mesmo que seja para ficar na frente da tv o dia todo. Para uns é dia santo, para outros dia de pequenos pecados como o da gula. Eu, particularmente, acordo cedo todos os dias. A não ser que esteja muito frio, ou que eu esteja com muito sono. Ou de ressaca. Há anos cultivo o hábito de levantar-me cedo aos domingos. A manhã do domingo é meu momento solo. Saio para andar de moto, sem rumo, saio para fotografar, sento à frente da tv para assistir filmes ou a uma corrida. Desde os tempos do colegial já tinha esse hábito. Enquanto entre meus colegas rolava uma competição para ver quem dormia mais, eu quase abria a piscina do clube. Sempre curti muito as férias de verão…

Coisas que a cidade esquece

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Vez por outra nossos administradores públicos criam leis, regulamentos e outros atos do gênero com o propósito de coibir todo tipo de prática. Normalmente a coisa toda segue padrões da moda ou reclamação geral da comunidade. Há não muito tempo, o governador do Distrito Federal, seguindo o exemplo do prefeito de São Paulo, resolveu bolar a lei da cidade limpa. Brasília era, então, uma infestação de placas, faixas e outdoors de todo tipo e tamanho, afixados em qualquer lugar, sem o mais vago critério. Havia faixas anunciando cursos, feiras, garage sales, eventos de todo tipo, vendas de apostilas, serviços de digitação e por aí afora. Os outdoors estavam (bem, muitos deles ainda estão) por toda parte. Faixas nos canteiros centrais, em árvores, em cercas, nos gradis de pontilhões e viadutos, fachadas de edifícios, etc. A fiscalização sempre existiu, mas nunca coibiu qualquer dessas práticas. E olhem que não era difícil: todas elas continham, pelo menos, um número de telefone. Já ouviram f…

Chapéus e cavalheiros

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Bons tempos aqueles em que se usava chapéu. Hoje em dia está cada vez mais difícil ver um cavalheiro usando chapéu. Damas só em ocasiões especiais. Concentremo-nos no âmbito masculino. Bem verdade que muito descoladinho por aí usa chapéu. Mas o acessório, nesses casos, perdeu o charme, na minha opinião. Vão sempre tortos nas cabeças, acompanhando tênis nos pés. Tsc, tsc. Meu primeiro chapéu comprei no Panamá. Sim, um Panamá. Os legítimos são feitos no Equador, único lugar onde se encontra aquela palhinha molinha e flexível. Depois, há alguns anos, comprei um de feltro muito bacana, marrom, de inverno, em Gent, Bélgica. Usava-o sempre que podia. Na mudança da Holanda para cá, apesar de meus reiterados pedidos, o pobre foi embalado de qualquer jeito, prensado entre objetos mais pesados. Chegou aqui todo deformado. Esse chapéu já fora arrancado da minha cabeça numa noite de vento e chuva e, numa cena típica de desenho animado, parou bem debaixo das rodas de uma van. Desconsolado, resgat…

Toronto e outras coisas

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Tenho atualizado o blog menos do que gostaria. Parece que em um momento ou outro todo blogueiro acaba usando essa desculpa. Um misto de falta de tempo - o trabalho tem ocupado largas horas - e falta de animação são os culpados. Falta de animação, não de inspiração. Toronto revelou-se uma cidade muito bacana, apesar de um tanto movimentada demais para o meu gosto. O oposto exato de Ottawa, que tem um ar quase interiorano, apesar do buxixo que rola na área do By Ward Market nos fins de tarde. Diferentemente de alguns colegas, achei o povo canadense muito simpático. O atendimento em lojas e restaurantes tem sido, do meu ponto de vista, agradável e solícito. Há pequenas variações e exceções à regra, mas isso é normal e perfeitamente aceitável. O trabalho tem corrido bem. Como acontece com toda instalação de um novo sistema, tem gente que aceita e pega rápido e tem outros que ficam mais reticentes, com medo de deixar de lado procedimentos e rotinas já bem conhecidas. Mas, felizmente, isso …

Canadá: primeiras impressões

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Minhas primeiras impressões do Canadá não poderiam ser melhores. Bem verdade que Ottawa é uma cidade que pode ser considerada pequena. Mas há uma certa vibração por aqui. Essa impressão pode ter sido reforçada pelos dias excelentes que têm feito. Dias claros e de muito calor – para os padrões canadenses, claro. Fui extremamente bem atendido em todos os lugares onde entrei. Lojas, restaurantes, bares e táxis. Táxis são conduzidos em sua grande maioria por imigrantes. Nas lojas, atendentes simpáticos e solícitos, sempre com um sorriso no rosto. Nos bares e restaurantes, garçons e garçonetes atenciosos e de bom humor, gente que aparentemente gosta do que faz. Algo que europeus poderiam aprender com os canadenses, pois em certos lugares temos a impressão de que estão nos fazendo um favor quando nos atendem. Pelas ruas, inclusive à noite, o verão provoca a subida de saias e redução de shorts. Muita pele à mostra, muita alegria e disposição, mesmo no frescor (para eles, frio para nós) da no…

Thank you.

This is the first - and most probably - the only post I'll write in English. And the reason for that is to thank my new friends at Sprint Computer, in Ottawa. Tim Warden and his cohorts were extremely helpful in trying to locate a netbook (which I am using to write this post) for me. Their offer, although pretty good, couldn't be fulfilled until next Monday. So Tim phoned and phoned until he finally secured me machine. He didn't even blink when I asked if it would be too much trouble for him to get me a cab. So, there it is guys: thank you so very much. You rock!

Aeroportos, lá vou eu.

Amanhã parto para mais uma missão, a primeira desde meu retorno no ano passado. Viajar não é tão divertido assim. Fazer mala, planos, conferir tudo, verificar se nada que poderá ser necessário para a viagem ficou para trás. O pior de tudo: decidir o que levar. Por mais que tente viajar leve, não consigo deixar de pensar em imprevistos, emergências, etc. Verdade, há fórmulas testadas para se decidir exatamente o que levar numa viagem. Mas não consigo. 15 dias fora resultaram em quase 20 kg de bagagem. Minha bagagem de mão é que está compacta: só uma bolsa do tipo mensageiro. Será que tá frio? Será que o frio continua? Levo roupa leve? Quantas calças, camisas, camisetas...Arrrrrrrrrrrrgh!!
Para completar estou tendo que viajar com uma mala maior do que queria, simplesmente porque a menor disponível não comportava minhas coisas. A intermediária...não está em casa. Bem, bem. Na pior das hipóteses, tem espaço para cositas. Quem viaja sem comprar alguma coisinha? Ainda mais que tem 4 anivers…

A praça da discórdia

E Oscar Niemeyer está realmente empenhado em construir sua bendita praça. Diminuiu seu tamanho, propôs a construção em outro lugar, insistiu no discurso de que a capital federal "precisa" de uma grande praça. A praça dos três poderes é o quê? Os jardins da torre de TV são o quê? Putzgrilo, a Esplanada é o quê? Uma grande praça, basta colocar uns bancos por ali e pronto. Brasília "precisa" sim, senhor Niemeyer, de soluções inteligentes para os problemas de cidades grandes que a afetam, como a falta de estacionamento, o trânsito caótico - que tem origem no excesso de veículos, e que por sua vez tem origem na péssima qualidade do transporte público. Sem falar no péssimo estado de conservação de alguns edifícios que o senhor mesmo desenhou. Dessa forma, em lugar de gastar dinheiro público com a construção de mais um espaço "cívico", a população de Brasília prefere que esse seja gasto com obras e melhorias que tragam realmente algum conforto para quem aqui mor…

A primeira reforma, pt. II

A reforma ainda não começou. Mas o volume do que tem para fazer aumentou. Descobrimos, na dependência de empregada, uma infiltração que vem provavelmente do banheiro da suíte. Isso requer um exame mais detalhado, pois o problema pode exigir quebra-quebra. A cozinha é original, da época da construção do apartamento - uns bons 30 anos atrás. Não está em mau estado, mas a quantidade de armários é pequena. Daí, resolvemos que uma cozinha nova não seria má idéia. Mas o piso é original: feio e não combinaria com uma cozinha branca. Bem, vamos ter que fazer o piso da cozinha. Felizmente, hoje em dia já se pode assentar um piso sobre o outro e no nosso caso isso parece ser possível. O que é bom, pois evitamos quebra-quebra, que consome tempo. Uma das paredes da cozinha, bem, essa não vai escapar. O revestimento é diferente do das demais paredes, e estranhamente igual ao dos banheiros, o que nos leva a crer que houve ali um lavabo, desmanchado a fim de se aumentar a cozinha. Por que cargas d´…

Vendedores de esquina

Eles estão por toda parte. Provavelmente na maioria das grandes cidades do Brasil. Ao chegar de volta à terra brasilis, voltei a me espantar com a sua presença. A gente se acostuma. A gente acaba se acostumando. Vendem de tudo: panos de chão, frutas da época - caquis, atualmente - jornais (procuro só comprar deles) e por aí vai. Com o tempo, dá para deixar de vê-los com desconfiança. Sim, certamente eles poderiam estar roubando ou simplesmente mendigando. Mas estão ali, o dia todo, debaixo do sol, tentando voltar pra casa com algum no fim do dia. Os vendedores de jornal são sempre simpáticos. Os panos de chão são ótima qualidade e as frutas, acredite ou não, estão sempre frescas. Poucos, mas motivos mais que suficientes para me fazer desistir de fechar a janela do carro. Não me incomodam mais. Nem mesmo os que ficam distribuindo panfletos de propaganda de tudo quanto é loja e supermercado da cidade. Eles acabam sendo úteis. Pense bem nisso, antes de fechar a janela do carro ao primeir…

Aqui começa a nossa primeira reforma

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Amanhã sairei para o primeiro levantamento de preços, antes de começar a pequena obra do nosso novo apertamento. Como mencionei, o apê é funcional. Como todo funcional, nunca é entregue perfeito. As coisas já foram piores. O primeiro que recebemos (à época dividiria com outros dois colegas, solteiros), estava totalmente destruído. Soubemos que a pessoa que o ocupava, ilegalmente, recebera ordem para vagar o imóvel e decidiu destruí-lo, para se vingar. Como prova da benevolência vigente então, nada aconteceu com a pessoa. Bem, lá fomos nós ver o tal apartamento, que possui uma vista muito bacana, pois fica no fim da Asa Norte. Nada inteiro sobrou. Armários destruídos a marreta, piso com tacos arrancados - até marcas de fogo achamos - louças de banheiros quebradas, pedra da pia destruída, paredes rachadas, vidros cheios de restos de sabe-se lá o quê, enfim, uma visão do inferno. Desta vez, fomos ver o imóvel com ambos os pés atrás. Para nossa surpresa, nem está em estado tão abominável.…

Um pequeno furacão chamado Becky Sweet Demski

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Semana retrasada ela chegou por fim. Esta é a Becky, nossa Jack Rusell Terrier. Um terror em forma de filhote. Tem dois meses e adora morder o que vê pela frente. Principalmente os pêlos da minha perna e os mindinhos dos meus pés. Não vemos a hora de poder levá-la para fora, pois energia ela tem de sobra.

Coisas que odiamos fazer

Já passei por muitas mudanças na vida. E já fiz e/ou ajudei a fazer muita mudança por aí. Mudança mesmo, de carregar móveis, geladeiras, caixas cheias de tralhas e tal. As três últimas foram minhas mesmo. Internacionais. A primeira delas foi tranqüila: tinha um colchão, uma cama, um jogo de sofás e uma porrada de cds. A segunda foi mais complicada. Já casado, acumuláramos coisas e cositas más. Container de 20 pés...atolado. A terceira. Achávamos que tudo sairia bem, afinal era uma empresa holandesa de renome. Nunca deu tanta m****! Até agora não conseguimos pôr tudo em ordem - mas isso não é mais culpa dos zola ("zolandês"). Pensei: agora estamos aqui, não há por que ter pressa. Até que resolvi, em fevereiro, pedir a cessão de um apartamento funcional, pois nosso contrato de aluguel vai até setembro e nem a mais remota possibilidade de comprar nosso cafofo nesses poucos meses em vista. Pois bem. Na quinta-feira passada recebo uma chamada do pessoal que coordena a cessão dos …

Post atrasado

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Este post era para ter saído logo após o aniversário de Brasília. Vai sair agora. Abaixo algumas fotos que tirei da maratona e dos preparativos para a festa, dia 21 de abril:
A destruição da Esplanada começou cedo. Os ambulantes não têm dó e simplesmente estacionam seus carros e reboques sobre o canteiro, recém-plantado.
A "redação móvel" da tevê grobinho também estava lá, desde cedo.
Esse aí andou o dia todo vestindo a bandeira do Brasil.
Aqui tentei um approach mais fotojornalístico, segurando a câmera bem no alto, sem ver o que estava fotografando. Usei o flash nesta. Os atletas eram das mais variadas idades, todo mundo se divertindo muito. Lógico que tinha os que estavam ali para competir. Dava pra ver a diferença nitidamente.E até Tiradentes deu as caras.Na foto abaixo, um dos muito momentos do revezamento.