sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Brasília, Niemeyer e a praça da discórdia



Brasília discute a mais nova idéia do arquiteto Oscar Me-acho-dono-de-Brasília Niemeyer. Que me perdoem os adoradores e bajuladores, mas já passou da hora de deixarmos de lado a noção de que ON é dono de Brasília e que temos que construir tudo o que ele põe no papel. Estão chamando essa praça por aqui de "presente de Niemeyer para Brasília". A única coisa realmente que presta nessa idéia absurda é o estacionamento subterrâneo para 3.000 veículos. A impressão que tenho é que ON, ao passear pela cidade não reparou que uma das principais distorções do plano original materializa-se na forma de dezenas, se não centenas de carros que fazem uso da Esplanada como estacionamento. Brasília tem carro demais, e basta uma passadela pela Esplanada dos Ministérios em dias da semana, entre 8 e 18 horas para se confirmar isso. Carros enfeiam a Esplanada, sêo Oscar. A solução? Já foi sugerida, na forma de estacionamentos subterrâneos, sob o canteiro central da Esplanada, mas os órgãos de proteção ao patrimônio dizem que vai descaracterizar o projeto original, blá, blá, blá. Será que o grande arquiteto não conseguiria bolar uma entrada que ferisse o mínimo possível o projeto original? E por que não entregar tal projeto à iniciativa privada?
Brasília precisa mesmo de um obelisco de 100m de altura e um edifício dedicado aos ex-presidentes? Brasília precisa mesmo de mais concreto? Ou será que já não é hora de soluções inteligentes e que tragam efetivos benefícios à população?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pôr-do-sol e a fuga da rotina


Hoje não sei o que deu, mas deu vontade de ver o pôr-do-sol no Pontão do Lago Sul (sim, Marcita, vou levar vocês lá).

O lugar é muito bacana, com boa estrutura e uma vista realmente de tirar o fôlego. Para quem acha que Brasília é só concreto e politicagem, vale dar um passeio no fim de tarde. Há bons bares e restaurantes como o tradicionalíssimo Bargaço e o modernoso Mormaii (sim, o da grife de surf). Aliás, BB King já deu show aqui nesse cantinho. Tudo muito bem cuidado e seguro, contrasta fortemente com o Parque da Cidade atualmente. Renomeado Parque Sarah Kubitschek, já viu melhores dias. O parque dispõe de, entre outras coisas, pistas de hipismo, ciclovias, piscinas de ondas (isso mesmo, mas que há séculos não funcionam), banheiros públicos com azulejos de Athos Bulcão e o parque de diversões mais antigo da região, a Nicolândia. Muita coisa precisa ser feita para que o parque volte aos seus dias de glória. Mesmo assim, é muito frequentado (Sim, Marcita, vou levar vocês lá tb).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Nós e o trânsito


Não é de hoje que o trânsito da capitar federar vem se deteriorando. Contribui muito para isso o alto poder aquisitivo do povaréu e o fato de que transporte público por aqui ainda é para quem precisa meeeesmo.

Uma pena. Todos lucraríamos se a massa ignara deixasse seus carros e sua incompetência no trânsito em casa. Pequenos exemplos do que acontece por aqui:

- sinalizar conversão ou mudança de faixa? Faz cair a mão.

- manter a distância do veículo que vai à frente? Dá sapinho.

- Poupar o seu veículo, diminuindo gradativamente a velocidade ao se aproximar de radar - sim, porque é para isso que a lei obriga a que os locais onde há radares sejam claramente sinalizados - em vez de se aproximar do local a 150km/h e subir nos freios para não levar a multa e perder pontinhos preciosos na carteira? Pecado mortal.

- Last but - oh, no - definitely not least, ceder a passagem? Hein? Isso é de comer? Faz crescer cabelo na mão?


Não. É uma tristeza. Gente que se acha o máximo porque tem um carro maior que o seu, e que pensa que isso lhes dá o direito a não respeitar a velocidade máxima nem os outros veículos que trafegam à sua volta. A impressão que nos dá é a de que realmente as pessoas estão cada vez mais egoístas e se tornando, por essa razão, cada vez mais perigosas no trânsito já caótico de nossas ruas e estradas. Newsflash, galera: ser educado no trânsito não é só parar na faixa de pedestre. Isso, aliás, não é mais que a obrigação de qualquer motorista, em qualquer lugar do mundo. Ah, e já ia me esquecendo: nem todo sujeito numa moto é bandido. Aliás, muito poucos. Muito poucos mesmo.

Novo de novo. De novo?


Antes de mais nada, peço desculpas aos poucos que chegaram a passar pelo Ranzinza. Houve um problema de senha esquecida irrecuperável e tive que dar início a esta patacoada toda de novo.
Desta vez não vai dar chabu e aproveito até para tomar outra "linha editorial". Esclarecimento: "peripatético" segundo o Houaiss, significa

1 relativo ao pensamento do filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.)
2 que se ensina andando, passeando, como era o costume de Aristóteles
3 que é exagerado na expressão e nos gestos.
Não vou atacar de filósofo aqui, prometo.

E houve ainda a passagem ligeira do Peripatetices pelo zip.net, a ser desativado (ou não) graças aos pedidos insistentes e ameaças de morte de uma certa comunidade vipizenta aí. Meninas vipizóides, sejam bem-vindas.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...