sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Tecnologia e a volta ao passado

Se é verdade o que se diz sobre moda, tudo o que vai, volta. Poderíamos dizer que isso não se aplica à tecnologia, certo? Não me parece que os carburadores, que se por um lado ainda não desapareceram por completo, darão uma reviravolta e ocuparão lugar de destaque nas pranchetas dos engenheiros mecânicos do mundo, substituindo as atuais e muitíssimo eficientes injeções eletrônicas. Que o diga meu Fusca 1300L 1978. Computadores, por sua vez, dificilmente voltarão aos anos não muito dourados de válvulas e monitores monocromáticos.

Entretanto, algumas coisas teimam em não sair de cena.

Esta foto, tirada com minha adorável Canon A590is digital, de 8.0 megapixels, mostra minha não menos adorável Pentax P30t. Manual. Sem autofoco. Sem motor-drive. Anacrônico? Not so fast. Prova de que o mundo moderno ainda guarda lugar para velhas e boas invenções, as câmeras "de filme" resistem bravamente. Ainda podem ser encontradas por aí. Outro dia vi um anúncio em loja de São Paulo, oferecendo uma Nikon FM2 por módicos R$ 2 mil. E os filmes? Alguns fabricantes chegam ao ponto de fabricar apenas filmes preto e branco. Há alguns anos me lembro de ouvir os sábios e entendidos de plantão decretando o fim do vinil. Não aconteceu. Não só o velho e bom LP não desapareceu como fez um retorno triunfal. Hoje, todo artista que sabe de alguma coisa, certifica-se de lançar seus novos álbuns também no velho e flexível formato.

Mas o que nos atrai nessas "velharias"? Os defensores do vinil dizem que o som digital é ruim, sem profundidade, sem cor, sem alma, sem nada. Exagero, lógico. Não defendo as velhas tecnologias ferrenhamente. Não. O novo é bom, e é bom que ele exista. Sem renovação o mundinho velho nosso de cada dia ficaria bem chatinho. Não à toa, minha coleção de CDs já passou de 1.000 há tempos. O que me atrai na minha velharia fotográfica é a sensação de solidez, só encontrada em câmeras digitais profissionais. O som que faz o obturador quando aciona a cortina e esta se abre e fecha é inigualável. Parece uma guilhotina. Sim, é chato não ter como ver as fotos na hora, nem como ter certeza de que saíram como se pretendia. Mas...a hora do clique é a que mais importa. Meu êxtase fotográfico acontece no clique. Se a foto ficou legal, é a recompensa.

Portanto acho que a mensagem aqui é: não existe velharia, nem tecnologia ultrapassada. Tudo pode ser gosto adquirido. Bom fim-de-semana.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Carnaval, folia e feriado

Houve um tempo em que a aproximação do feriado do Carnaval trazia muita expectativa. Haveria festa, muita farra, namoros, namoricos, etc. Quando peguei gosto pela coisa, na minha adolescência lá no interior de São Paulo, os Carnavais de clube ainda eram animados pelas antigas e umas (poucas) novas marchinhas.


Havia a expectativa sobre quem estaria lá, com quem "brincaria" o carnaval. Num desses (o último) "encontrei" aquela com quem acabei me casando 9 anos depois.


Esse último carnaval teve a confirmação de que aquilo não era mais para mim. A axé music (e que me perdoem os fãs, mas é chatésima) tirava o tesão da festa, pois o ritmo é completamente diferente e, na minha opinião, não se prestava àquela malemolência típica do carrossel que acompanhava as marchinhas. O carnaval perdia a graça para mim.



No exterior me perguntavam se já tinha visto o Carnaval do Rio. Dizia que não, resposta que causava espanto. Não e nem pretendo, pois acho tudo muito igual e meio chato. Coisa pra gringo ver mesmo.



Daí que Carnaval para mim hoje significa tão somente "feriado". Portanto, se você, como eu, prefere o ócio e a marcha lenta ao agito e ao samba enredo, então bom Carnaval.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Crise imobiliária chega a Brasília

Na capital federal João de Barro é expulso de casa por inadimplência. O Periquito Senhorio não quis gravar entrevista e ameaçou chamar os abutres.

Curtas

O Niemeyer desisitiu da praça da soberania (ah, vou escrever com minúscula mesmo. Idéia esdrúxula).

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O Palmeiras está invicto no Paulista e é líder com um jogo a menos.

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Chove em Brasília (novidade).

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Norteña: a melhor cerveja uruguaia do Brasil.

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O Edmar volta nas próximas eleições. Quer apostar?

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Is you is or is you ain't?

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Então tá.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

À toa e sem destino


Tem uma coisa que sempre gostei de fazer, desde que morava em Paris...pozinho. Andar de moto, sem rumo, só por andar. Domingo à tarde era isso. Logo após o almoço, em vez de me jogar no sofá para ver o domingão (eca), pegava a oitentinha e mandava brasa. Não tinha muito onde andar. Mas ficava rodando até que a moçada começava a sair, encher os barzinhos e tal. Aí dava para parar e ficar jogando conversa fora.


Mais tarde, passei a gostar - como a música do Ira! - das manhãs de domingo: "atravessando as ruas sem olhar pro farol/nas manhãs de domingo/parece que a noite valeu a pena..."


E assim, com o rosto refletindo uma grande felicidade e a cabeça em outro lugar, pegava a oitentinha e saía com o propósito firme de me perder pela cidade. E de fato eu conseguia isso às vezes. Continuei com esse esporte quando fui morar na Arábia Saudita. Às vezes batia uma solidão. Pegava o carro, um monte de cds e lá ia eu, me perder.


Me achei em muitos desses momentos.


Corta para Brasília, 2009. Estou redescobrindo o prazer de andar de moto por andar. Não tem mais o vento no rosto, pois andar sem capacete não rola. Mas o prazer ainda está lá, intacto. Tenho razões adicionais para fazê-lo hoje em dia: ao prazer de andar de moto, junto o prazer do meu hobby predileto, a fotografia (clica no link pro meu fotocoiso ali em cima à direita ). A moto dá uma liberdade que o carro não dará jamé. E domingo de manhã, como em qualquer lugar, é sinônimo de ruas e avenidas vazias. Ou quase.
Na foto, a Juju. Minha Fazer 250. A propósito, foi desse lugar que tirei a foto do post anterior.


Brasília?


Quem diria que essa foto aí foi tirada em plena Brasília?

Tarde de sábado

210 sul, sábado à tarde. Lugar e dia de roda de capoeira. Do molequinho à mulherada, um ajuntamento muito democrático em plena capital federal.

Miopia

O título do post não tem nenhum sentido figurado ou metafórico. Descobri que, após quatro anos, minha miopia voltou. E tem mais: num olho só.
Já tinha sentido algo diferente há algumas semanas. Fazia o mais simples dos testes, tapando um olho de cada vez, e constatava que o direito, já não via tão direito.
Na última quinta fui até uma clínica para os exames de renovação de minha habilitação. Minha CNH ainda é do tempo em que o exame médico, como a própria carteira, valia por 20 (v-i-n-t-e) anos. Constatação: o olho direito está mesmo míope. Miopezinho.
Passei no exame, mas com o conselho da médica de procurar um oftalmologista. Como vai ser isso? Vou usar lente só num olho?
Pensando e matutando sobre isso, acrescentei outro elemento de confirmação. Vez por outro saio para fotografar por aí. Como não sou nenhum iniciante (nem profissional), é frequente o uso de foco manual. E qual não era minha surpresa - e frustração - ao baixar as fotos e dar com desfoque em quase todas. Descia o malho na lente que comprei usada antes de vir da Holanda. Mal sabia eu que o problema era comigo. Sábado passado saí a fotografar de novo e, desta vez, procurei usar o olho bom, o esquerdo. Vejam bem, minha câmera possui regulagem dióptrica. Quequiéisso? É um sistemazinho que permite ao cidadão que usa óculos regular o visor da câmera (aquele buraquinho com lente em cima das câmeras de melhor qualidade) para seu grau de miopia, até +3, se não me engano. Ocorre que não consigo ajustar o tal do coisinho. Então, vai com o olho esquerdo mesmo. E não é que deu certo?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Internet e consumismo


Sou consumista. Não contumaz, mas sou consumista.
Como poderia não ser? Hoje estamos a um clique de encontrar exatamente o que procuramos e pelo preço que queremos. Acabo de comprar uma câmera digital compacta. Passei um dia pesquisando nas horas de folga. Quer saber? Cheguei facilmente ao modelo que queria. Em seguida bastou fuçar na internet atrás de opiniões, críticas e informações gerais, como dimensões, consumo de energia, desempenho. Sou proprietário de uma DSLR, mas acho essencial ter uma segunda câmera, não só como back-up, mas para aquelas ocasiões na quais uma DSLR vai ser um grande estorvo. Aliás, ainda possuo uma câmera de filme...Uma preciosidade chamada Pentax P30t. Toda manual. O obturador faz um ruído delicioso. Só quem já usou uma, entende.
Um dos sites que costumo checar por opiniões é o http://www.photoanswers.co.uk/ que é o site da revista britânica Practical Photography, da qual sou assinante.
A Amazon também dá uma boa noção, pois não é difícil achar as opiniões de quem comprou. Adivinha? Minha escolha pareceu acertada. Da última vez, fui por preço e me dei mal.
Por outro lado, usei a intranet do meu trabalho para anunciar a câmera que estou vendendo e, em 30 minutos, uma ligação. Quase certeza de venda feita.
Felizmente (e bate na madeira) nunca tive problemas com compras feitas pela internet. Claro, devemos sempre desconfiar. Hoje, por exemplo, encontrei a câmera que procurava por metade do preço das maioria das lojas virtuais. Estranho mesmo. E uma das coisas que me chamou a atenção foi que a loja anunciava garantia de apenas 3 meses, quando qualquer fábrica dá 12 meses. Fechei a janela rapidinho e fui navegar mares mais conhecidos.
Bem, semana que vem terei novo brinquedinho nas mãos. É como dizem: "boys with their toys".

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...