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Mostrando postagens de Março, 2009

Out with the old, in with the new

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Em Brasília, o velho e o novo convivem em harmonia. Ou quase. Quem passa por aqui fica com a noção de que Brasília é só arquitetura moderna, arrojada. Houve um momento na história da cidade no qual a arquitetura reinante resumia-se a barracões de madeira e telhado de lata (acho que Eternit ainda não existia). A Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, também não era pavimentada. Pudera, o destino da cidade seria a demolição, uma vez terminadas as obras de construção da Nova Capital. A Cidade Livre era o acampamento dos trabalhadores. Os que ficaram são conhecidos como Pioneiros.




Na foto acima, o prédio dos Correios. Abaixo, foto aérea, no qual pode-se ver a Avenida Central.
Pelas ruas do Bandeirante, como é chamado carinhosamente por aqui, ainda pode-se ver alguns edifícios remanescentes daqueles anos. O Hotel Central até há pouco tempo ainda funcionava, e encontrava-se exatamente como fora construído. Das construções mais célebres da capital pode-se mencionar a Igrejinha da Vila Planal…

E outra semana se passou

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Radiohead, minha caríssima Ísis? Nah, não gosto dos caras. Aliás, gostei de muito pouca coisa que apareceu nos anos 90. Eu passei pela minha fase mais pop. Nunca tive paciência para Radiohead, Oasis, e aquele outro cujo vocalista sem graça casou com aquela atriz mais sem graça. Naqueles anos, além de explorar minha veia pop, redescobri boas coisas do blues, fui atrás de outros, como o grande JJ Cale, comprei Eric Clapton até enjoar. Não, isso já foi no século XXI. Houve um ponto em minha vida em que passei a ter desconfiança toda vez que um cantor ou banda começava a ser idolatrado. Meu tesão com a Legião Urbana durou até o quarto disco. Quando neguinho começou a chamar o RR de profeta, trovador, poeta isso e aquilo, eu disse: "parei". E comecei a comprar Gilberto Gil. Considero-me um sujeito de gosto eclético. Gosto de tudo um pouco, mas tem limites. Ouvi a palavra "axé" aí? Pra mim o axé matou o carnaval como eu o conhecia. Como não gosto de samba-enredo só me re…

Clodovil.

Uma semana sem postar nada. Não tenho desculpas a não ser desinteresse e falta de assunto. Os últimos dias, entretanto, foram muito interessantes. Escândalos nos EUA, chuvas no Brasil, a morte de Clodovil. Fico imaginando a alma dele chegando nos portões do céu e já criticando aquele robe branco sem-graça de São Pedro...Meu amor, precisamos por uma corzinha nisso aí, que está um horrrror!
Pois é. Goste-se dele ou não, o sujeito era um personagem cômico, frequentemente polêmico. Políticos no Congresso saíram a elogiá-lo em entrevistas, exaltando seu espírito, bom-humor e lembrando das polêmicas por ele deflagradas já nos seus primeiros dias de mandato. Ele deve ter sido, muito provavelmente, motivo de chacota entre os parlamentares, quando de sua eleição. Não importa. Meio milhão de votos não é para qualquer político.
Bem, os céus com certeza vão ficar um pouco mais alegres agora. Parafraseando minha amiga Marcita, vai chover purpurina.

Outras notícias que irritam

O Brasil é um país sem ídolos no momento. A imprensa em geral trabalha incessantemente em busca de um novo ídolo. Infelizmente a maioria é passageira, ou pratica esportes de pouca ou nenhuma repercussão entre nós. Após a morte de Senna, nenhum brasileiro fez muita coisa na F1. Para se ter noção, até Rubinho Barrichello está sendo bajulado pela mídia, por causa dos bons resultados nos treinos pré-temporada. O Guga durou 3 anos. Depois, mais recentemente, teve a Maureen Maggi. Cada um é objeto de bajulação e adulação incontroláveis pela mídia em geral.
Agora tem o retorno do Ronaldo. Desculpem, acho Fenômeno um exagero. Um grande jogador? Sim. Merece uma segunda chance? Lógico. Mas tem limites, né? Agora, cada jogo é uma estréia: contra o Palmeiras foi a verdadeira estréia (no Corinthians). Hoje é uma estréia: em São Paulo, praticamente em casa. Ainda falta a estréia no Parque São Jorge. Vai ter a estréia na Copa do Brasil, no Campeonato Brasileiro, na Taça Rio-São Paulo (existe ainda?…

Notícias que irritam

Nunca fui simpático ao movimento dos sem-terra. Assim mesmo, com minúsculas. Nem quando eu panfletava e bancava o cabo eleitoral petista. Nunca vi uma manifestação de qualquer um dos movimentos chamados "da terra" que me despertasse interesse ou concordância. No comecinho, eles escolhiam fazendas já declaradas improdutivas pelo governo e usavam a invasão como ferramenta de pressão. Não mais. As fazendas escolhidas são sempre de propriedade de gente famosa - políticos, em geral - quase nunca improdutivas e, o mais importante, muito bem montadas. A bandidagem começa na invasão. Os "trabalhadores sem-terra" invadem, chegam quebrando, depredando, destruindo, roubando e, não raro, atirando para matar. Depois dizem que atiraram em defesa própria. Não faz muito tempo, num dia internacional da mulher, as alas femininas de um desses movimentos, invadiu uma fazenda no sul do país, onde uma empresa produzia mudas de árvores para reflorestamento. Nesse lugar, pesquisadores tra…

De volta às aulas

Descobri já na faculdade que a vida acadêmica não é para mim. Não tenho concentração nem paciência suficientes para o estudo. Tenho a memória pouco treinada o que torna difícil a memorização de fatos e dados. De qualquer modo, pude absorver muito naqueles quatro anos. Depois disso, minha experiência com estudos resumiu-se a algumas horas por dia de estudo para o concurso (no qual acabei sendo aprovado) e, posteriormente, um curso para habilitação ao serviço exterior, necessário para os servidores do ministério que pretendem remoção (transferência) para o exterior. Uma festa em BH na véspera impediu que eu passasse no curso de serviço consular - tive que dirigir os 700km de ida, mais os 700 de volta, sozinho, em menos de 24h, incluindo o rega-bofe, que foi de responsa. A BR 040 naqueles dias não vivia seus melhores dias.
Nunca me preocupei em fazer pós ou mestrado, pois sabia que teria imensas dificuldades em conciliar meu dia-a-dia com uma volta aos estudos - sem falar na volta aos e…

Internet e seus mitos.

Inspiração: eu quero uma pra viver

Estou com falta de. Cheio de vontade de escrever, mas sem a menor inspiração. Escrever sobre o quê? É a pergunta que tenho feito a mim mesmo nos últimos dias. A coisa piora quando leio outros blogs e vejo textos super bem escritos, engraçados, articulados, etc. Fica aquela sensação de "não sou tão bom assim". Prefiro não ligar. Gosto de escrever, assim como gosto de fotografar (e também não sou tão bom fotógrafo como gostaria). Sabendo que não tenho talento para a literatura, formei-me em tradução. Nunca exerci a profissão, mas sempre tive vontade. Outro dia comecei a ler um livro traduzido por meu ex-professor (será que eles deixam de ser nossos professores algum dia?) e amigo Álvaro. Minha mulher diz que sou suspeito para falar, mas estou adorando a tradução feita por ele. Aí, bate aquela dúvida: será que sou um bom tradutor? Provavelmente não. Falta experiência.



Já escrevi sobre o trânsito, sobre a cidade onde vivo, sobre carnaval. E agora, cúmulo da falta de assunto, escr…