quinta-feira, 30 de abril de 2009

Post atrasado

Este post era para ter saído logo após o aniversário de Brasília. Vai sair agora. Abaixo algumas fotos que tirei da maratona e dos preparativos para a festa, dia 21 de abril:
A destruição da Esplanada começou cedo. Os ambulantes não têm dó e simplesmente estacionam seus carros e reboques sobre o canteiro, recém-plantado.
A "redação móvel" da tevê grobinho também estava lá, desde cedo.

Esse aí andou o dia todo vestindo a bandeira do Brasil.


Aqui tentei um approach mais fotojornalístico, segurando a câmera bem no alto, sem ver o que estava fotografando. Usei o flash nesta. Os atletas eram das mais variadas idades, todo mundo se divertindo muito. Lógico que tinha os que estavam ali para competir. Dava pra ver a diferença nitidamente.

E até Tiradentes deu as caras.

Na foto abaixo, um dos muito momentos do revezamento.

domingo, 26 de abril de 2009

Domingo de chuva

Eu já estava apostando no fim das chuvas. Bem que meu irmão me disse: "se o calor aumentar, a chuva volta". Sábias palavras. Não deu outra. Com o calor sempre presente, eis que ela volta. O fim de semana foi todo assim. Oportunidade para cuidar de assuntos domésticos. Geralmente funciona por algumas horas. Umas compras aqui, uns servicinhos ali e chega. Já o domingo foi gasto, desavergonhadamente, no sofá. Uma garrafa de café fresco pela manhã, mistos-quentes feitos naquelas formas quadradas que se leva diretamente ao fogo (fica bom, não?). Verdade que passo até tempo demais na frente da TV. Mas num dia de chuva, que mal há? Há alguns anos, ganhei de presente da minha adorável outra metade um Playstation. A condição era que eu não "viciasse" no brinquedo, que poderia usá-lo à vontade em dias de mau tempo. Morávamos em Roterdã, onde o tempo era ruim...o tempo todo. Mas, não fiquei viciado no brinquedo. Aliás, jogo mal à beça. Hoje teria sido o dia perfeito para longos e solitários campeonatos de rali (não me atrevo a jogar on-line). Em vez disso assisti a alguns bons programas e filmes na TV. Sem culpa. Boa semana.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Brasília 49 anos, parte II

Como havia dito, acordei muito cedo e às 7 da manhã estava na Esplanada, câmera em punho esperando pela Maratona que...só começou às 8 e pouco. Muita gente acordou cedo também. O que vi na Esplanada foi uma baderna total. Nas calçadas que ladeiam a avenida gente de todo canto se amontoava, montando suas barracas para os eventos do dia. Vi cenas nada agradáveis, como canteiros recém-plantados sendo destruídos por carros, carretas, reboques, gente, caixas térmicas, freezers, fogões e barracas de todo tipo e tamanho. Gostaria de saber se o GDF leva esses danos em consideração quando separa milhões de reais para a produção da festa. Gambiarras elétricas de todo tipo para suprir a demanda dos vendedores podiam ser vistas em toda parte. Pouquíssimos tiveram a preocupação de levar seus próprios geradores. Para quê, se se pode roubar eletricidade pública, não? A Maratona foi bacana, mas a organização mostrou falhas imperdoáveis num evento que previa a participação de 5000 atletas. Talvez o problema tenha surgido do fato de que vários outros eventos estavam sendo preparados ao mesmo tempo para o mesmo dia. Talvez tenha sido pura desorganização mesmo. Deixei a Esplanada por volta de 10 horas da manhã, exausto, com o cocoruto queimado de sol, e fui curtir o resto do feriado como se deve: em casa, sossegado. O saldo da coisa toda: muita sujeira e 21 pessoas feridas por esfaqueamento...Apesar de tudo foi muito bacana ver pessoas de todas as faixas etárias competindo. Fotos no próximo post.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Brasília: 49 anos

Amanhã, 21 de abril. Brasília completa 49 anos. Uma imensa e cara festa está sendo organizada para comemorar a data. Xuxa, breganejos, axé-ca, entre outras atrações estão programadas. Eu vou acordar cedo, junto com outras 5 mil pessoas e vou acompanhar a Maratona de Revezamento de Brasília. Por acompanhar quero dizer "ficar na sombra, de câmera em punho, tirando fotos". 42 quilômetros correndo? Não é para mim. Só que para isso vou ter que estar por lá antes das 7, horário programado para o início da corrida. O que não é mau. As chuvas, pelo que parece, finalmente acabaram, as alvoradas em Brasília são maravilhosas (menos que os entardeceres, verdade), o tempo é deliciosamente fresco a essa hora da manhã. Além do mais adoro acordar cedo. Condição mínima para qualquer um que se auto-intitule "fotógrafo". O dia vai ser de shows, eventos, desfiles, etc. Por outro lado, pequenas bagunças em casa, declaração de imposto de renda e prova de francês me esperam. O que também tá legal. Não gosto de multidões.

Ontem saí para fotografar. Impressionante como Brasília acorda cedo. Domingo, antes das 8 e a cidade já tem movimento por todo lado. Primeira parada, Museu da República:
um belíssimo edifício, acho que todos concordam. Pena que, olhando bem de perto notamos que a execução é péssima. As placas de concreto, de perto, estragam todo o efeito. Tenho certeza de que há tecnologia atualmente que permita que a redoma seja perfeita. Além do mais, o prédio já mostra defeitos, manchas, rachaduras, entre outras máculas, aceitáveis num prédio com mais de 15 anos, não num com cerca de 5 (tô chutando, não sei exatamento quando foi inaugurado, mas não faz muito tempo). Há manchas de infiltrações por toda parte e, vamos e convenhamos, um edifício branco, em Brasília? Mantê-lo branco é tarefa para Mandrake. Para completar a desgraceira, próximo do Museu há o prédio da Biblioteca Leonel Brizola. Putz. Precisavam mesmo homenagear esse aí? Se o Museu é da República, porque simplesmente não nomearam-na Biblioteca Nacional de Brasília? Lindo, direto, puro. Sem fisiologismos, nem babaovismos. Mas vá lá. Pelo menos Niemeyer mostrou comedimento nesse complexo. Ano que vem, Brasília 50 anos. O boato que rola é que tem gente querendo trazer U2. Verdade? Não me importo, só espero que não seja com dinheiro público. O meu e o seu dinheiro...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O tempo passa, o tempo voa.

Não sei se a poupança Bamerindus continua numa boa. mas o papo aqui é outro. Parece que foi ontem. Fiz concurso público. Passei. Fui nomeado. Tomei posse. E lá se vão 15 anos. Chavão: "puxa, parece que foi ontem". Neste caso o chavão cai bem. Parece mesmo que foi ontem. Lembro claramente de uma conversa com uma colega na Embaixada em Riade, Arábia Saudita, após quase 5 anos de trabalho, ela se espanta com minha iminente transferência. Passou rápido. Como passaram rapidamente os 5 anos e meio na Holanda. E lá se vão mais de seis meses desde minha chegada ao Brasil. Será a rotina a que somos submetidos, quer queiramos ou não, que nos tira a noção do tempo? A ansiedade pelo fim do expediente e da semana útil são vilões. O Graças a Deus acabou, ao fim da semana, embaça a sensação de tempo decorrido. Não percebemos que lá se foi mais uma semana de nossas vidas e que pouco ou nada aproveitamos daquela semana. A rotina requer outras rotinas: não perder o jornal, a novela, o jogo, a corrida...E assim tudo se embola. E assim o tempo passa. E nossos dias, meses e anos vão ficando à beira da estrada. Por isso é importante saber dosar. Mais importante, saber usar o tempo livre não apenas para o descanso físico, mas para o essencial descanso mental. A frustração da segunda-feira é tanto maior quanto menor o aproveitamento do fim-de-semana. Descanse, deite-se no sofá para assistir à TV. Mas saia com o cachorro. Dê um passeio a pé, de carro, moto, bicicleta. Vá ver o pôr-do-sol. Sente-se na praça da quadra pra ver as estrelas. Beba uma cerveja com os amigos. Pratique seu hobby seja ele qual for (assistir vídeo não é hobby, sorry). Aproveite a vida. É sua única chance.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Não aguento mais a chuva.

Sim, sei que vou me arrepender logo de ter dito isso, mas neste exato momento estou desejando que a chuva pare de uma vez. Vou me arrepender porque as estações em Brasília são bem definidas: seca e chuvosa. Quando chegamos ao Brasil no ano passado a cidade vivia seu 185º. dia sem uma gotinha sequer. Não demorou muito para as primeiras garoas caírem. Logo vieram as primeiras chuvas propriamente ditas. As primeiras trombas d'água. As primeiras mangas d'água. Diacho, teve dias aqui em que pareciam monções. Os primeiros alagamentos aconteceram e por aí foi.
Detalhe desse negócio todo é que não deixei de ir para o trabalho de moto, salvo em raríssimos dias. Ontem foi um desses dias. Minha moto estava limpa. Limpinha. Sei que é estúpido gastar água e tempo demais lavando carro ou moto nesta época, mas não podia deixar que a sujeira acumulasse. A terra em Brasília, para quem nunca veio pra cá, é vermelha. Muito vermelha. Lavei a bichinha no domingo de manhã. A segunda amanheceu chuvosa. Normalmente não me incomodo com chuva. Mas sair de casa pela manhã, para o trabalho debaixo d'água não é meu programa favorito. Peguei carona com a esposa, que me deixou no trabalho. Fim do meu expediente, lá pelas duas e meia, hora de ir pra casa. Resolvi fazer a coisa certa e pegar ônibus. N-E-V-E-R A-G-A-I-N-! Levei mais de uma hora, gastei R$ 4,00 e ainda me molhei. Se estivesse de moto teria chegado em casa em 15 minutos, 20 no máximo. E seco!! E não teria gasto uma fração desse valor aí. Resolvi que transporte público é uma complicação que não preciso na minha vida. Viva a motocicleta. E que venha a estiagem.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Núcleo Bandeirante

Domingo passado acabei saindo de manhã para minha tradicional volta de moto. Fui ao Núcleo Bandeirante, visitar meu primeiro endereço em Brasília e verificar se os prédios antigos ainda estavam por lá. Para minha decepção o Hotel Central foi demolido. Ali próximo fica o Museu da História Candanga, que tem muitos desses prédios antigos aos quais fiz referências. No Bandeirante, só achei este:

No letreiro já quase ilegível ainda se lê "Toy Clube do Brasil". Esse prédio fica na Avenida Central, próximo de onde morei um tempo. Passava aí na frente pelo menos duas vezes por dia. O Hotel Central ficava na mesma quadra onde morava, mas na Segunda Avenida. O NB mantém ainda uma "cara" de cidade do interior. Tem suas igrejas, seu mercado municipal e suas escolas. Mas está perdendo sua memória.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...