segunda-feira, 27 de julho de 2009

27 de julho: dia do motociclista




As fotos acima foram tiradas no último dia do 6º. Bsb Moto Capital.


Viva nós. Eu e todos aqueles que em algum momento de suas vidas foram picados pelo mosquito motociclístico. Viva todos aqueles que usam a moto todos os dias, faça chuva ou sol. Todos aqueles que escolheram eliminar duas rodas de suas vidas e assim economizar tempo, estacionar em espaços exíguos, poluir menos - ao contrário do que afirmam certas "otoridades"- e contribuir cada vez menos com os congestionamentos que assolam nossas cidades. Viva todos aqueles que sobem pela manhã em suas motos e passam o dia entregando pizza, documentos, encomendas, água, gás e toda sorte de coisas que precisem chegar rápido aos seus destinos. Viva todos aqueles que se arriscam nesse trânsito cada vez mais selvagem e egoísta de nossas cidades.

É um dia excelente para se discutir opções para um trânsito mais amigável e mais pacífico. Não somos vilões. Mas muitos de nós, infelizmente, não são mocinhos. Cada um de nós precisa fazer sua parte para que o todo do trânsito possa melhorar. Devemos dar o exemplo todo santo dia, e desmentir aqueles que acham que todo motociclista é um marginal em potencial. Ao levar uma fechada, respire fundo e siga seu caminho. Revidar só vai levar a mais violência e mais incompreensão. E aos motoristas, vale lembrar que quando se fecha um outro automóvel, corre-se o risco de uma batida, danos materais. Quando se fecha um motociclista - não importa o que tenha ele feito - o risco de uma queda fatal é altíssimo. Seu retrovisor não vale uma vida. E aos meus caríssimos colegas de guidão, deixemos os retrovisores dos carros em paz. É bem verdade que muitos deles não são utilizados. Fazer o quê? Paz no trânsito. E viva a motocicleta. Viva nós, motociclistas!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O quintal da minha casa

Muita gente sabe onde fica Brasília. Muita gente conhece Brasília. Pouca gente conhece bem Brasília. Menos gente ainda tem noção de que Brasília não é só um monte de edifícios desenhados e construídos nos anos 50/60. A maioria acha que é onde ficam os políticos pilantras. Na, na, não. Político pilantra - a maioria de outros estados - fica só três dias por semana aqui...
Mas não é sobre isso que quero escrever. Vejam estas fotos:
Sabem o que é isto? O quintal da minha casa. Ahã, isso mesmo, meu quintal. Sabe o que são aquelas árvores ali? Espécies nativas do cerrado brasileiro. Não foram plantadas ali não. Nasceram ali. Os que moram no Rio têm na Floresta da Tijuca seu pedacinho de Mata Atlântica. Não sei onde fica exatamente, mas não acho que muita gente tenha a Floresta da Tijuca como seu quintal. Em Sampa nem faço idéia de onde fica a mata nativa mais próxima. Mas em Brasília não é preciso andar muito para encontrar o belo e velho e bom cerrado. Ele está ali, na entre-quadra. Está lá, no Parque da Cidade, em abundância. Está nas 900, na Asa Norte. E em alguns pedaço da Asa Sul também. Está lá pros lados do Pontão. Está no Parque Olhos d'Água, em plena Asa Sul, superquadra 412/413 se não me engano. Esse parque, aliás, é todo natural. Nativo. Originalzinho...Assim como pelo menos 70% da vegetação do enorme Parque da Cidade. Ele está também na reserva biológica do Sudoeste, protegido (ainda) da especulação imobiliária. Está logo ali, atrás da Praça dos Três Poderes e em torno dos palácios da Alvorada, do Jaburu e da Granja do Torto. E basta sair da cidade que ele está por toda parte. Quer ver? Olhaí, a menos de 30 minutos do Plano Piloto:
E pra essa foto eu fui longe, nem precisava. E a sua casa, tem quintal?



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Herói ou um policial muito estúpido?

Vocês devem ter lido algo recentemente sobre um assalto no Rio de Janeiro - ou teria sido em São Paulo? - bem não importa. Eis a situação:
quadrilha assalta banco, em pleno horário comercial, sem disparar um único tiro. Ao sair, é avistada por policial - eu disse policial, no singular - que resolve, sabe-se lá por que razão, impedir a fuga da quadrilha - eu disse quadrilha, coletivo. Segue-se troca de tiros durante a qual adolescente é baleada na barriga, vindo a falecer no hospital horas depois.
Que tipo de treinamento recebem nossos policiais? Será que não são ensinados a executar o mais básico dos procedimentos, ou seja, pensar? Não passou pela cabeça do idiota, digo, policial, que ele tinha a seu favor o fato de estar à paisana, e que ele poderia anotar a placa e a descrição do veículo de fuga e desta forma, avisar a seus colegas policiais, que poderiam por sua vez tentar cercar o veículo da fuga, quem sabe em local menos movimentado? Não teve a capacidade de pensar que contra ele pesava o fato de estar sozinho e enfrentar uma quadrilha - coletivo, lembram? Não passou pela cabeça do energúmeno que fogo seria respondido com fogo, em plena rua, cheia de civis e em horário comercial e que isso, como vou dizer, não é bom? Esse camarada vai ser visto como herói, ou como o policial estúpido e incompetente que é, que ainda por cima causou a morte de uma adolescente que fazia compras no local, inocentemente, no dia do seu aniversário. Santo Presente, hein Batman?

domingo, 5 de julho de 2009

Domingo é dia de...

Acordar tarde, ir à missa, fazer compras na feira, fazer nada...
Cada um tem seu jeito de curtir o domingo. Para alguns é dia de dormir mesmo até tarde, sem culpa, e acordar com o cheiro do frango assando na cozinha. Para outros, nada justifica ficar na cama além das sete da manhã: é dia de levantar cedo para curtir ao máximo, mesmo que seja para ficar na frente da tv o dia todo.
Para uns é dia santo, para outros dia de pequenos pecados como o da gula.
Eu, particularmente, acordo cedo todos os dias. A não ser que esteja muito frio, ou que eu esteja com muito sono. Ou de ressaca. Há anos cultivo o hábito de levantar-me cedo aos domingos. A manhã do domingo é meu momento solo. Saio para andar de moto, sem rumo, saio para fotografar, sento à frente da tv para assistir filmes ou a uma corrida. Desde os tempos do colegial já tinha esse hábito. Enquanto entre meus colegas rolava uma competição para ver quem dormia mais, eu quase abria a piscina do clube. Sempre curti muito as férias de verão, mesmo quando não viajávamos. Depois do almoço, enquanto muitos se refestelavam em seus sofás, eu pegava minha moto e saía sem rumo por aí.
Mais tarde um pouco, passei a usar essas manhãs de domingo para me "perder". Morei em São José do Rio Preto durante os anos de faculdade e saía frequentemente cedo para explorar recantos da cidade. Me perdia com vontade, para ver se achava fácil o caminho de volta.
Era como a música do Ira!: "nas manhãs de domingo, parece que todos olham pra você/Atravessando as ruas sem olhar pro farol/Nas manhãs de domingo..."
E ao escrever esta postagem, às 0715 da manhã, estou ainda indeciso sobre o que fazer: levar o cachorro pra dar uma volta, dar uma volta de moto e depois lavá-la...Bem, não tenho porque ter pressa, afinal é domingo.
E você, o que faz aos domingos?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Coisas que a cidade esquece




Vez por outra nossos administradores públicos criam leis, regulamentos e outros atos do gênero com o propósito de coibir todo tipo de prática. Normalmente a coisa toda segue padrões da moda ou reclamação geral da comunidade.
Há não muito tempo, o governador do Distrito Federal, seguindo o exemplo do prefeito de São Paulo, resolveu bolar a lei da cidade limpa. Brasília era, então, uma infestação de placas, faixas e outdoors de todo tipo e tamanho, afixados em qualquer lugar, sem o mais vago critério. Havia faixas anunciando cursos, feiras, garage sales, eventos de todo tipo, vendas de apostilas, serviços de digitação e por aí afora. Os outdoors estavam (bem, muitos deles ainda estão) por toda parte. Faixas nos canteiros centrais, em árvores, em cercas, nos gradis de pontilhões e viadutos, fachadas de edifícios, etc. A fiscalização sempre existiu, mas nunca coibiu qualquer dessas práticas. E olhem que não era difícil: todas elas continham, pelo menos, um número de telefone. Já ouviram falar em fiscalização inteligente? Pois por aqui isso não existia. As autoridades alegavam falta de recursos. Ok, vá lá.
Mas aí veio a legislação pertinente e a fiscalização, e por algum tempo as faixas - úlceras na cara da cidade - desapareceram.
O tempo passou e os "colocadores de faixa" encontraram pequenas brechas na legislação. Por exemplo: as faixas não são mais fincadas no chão, mas ficam de pé por força e obra de trabalho contratado, sabe-se lá por quanto. Duplas encarregam-se de chegar pela manhã aos locais indicados e de segurar as faixas até o fim do dia. Tecnicamente as faixas não estão "afixadas" mas somente sendo apresentadas ao público que passa. Ridículo, não? Pois é. Mas a criatividade vai mais longe. Nos setores onde se localizam as concessionárias e oficinas, caminhões - isso mesmo - caminhões com gruas são estacionados em área pública como canteiros centrais e áreas vizinhas às vias de acesso e das gruas são dependuradas faixas gigantescas que ali permanecem durante o dia todo. E a fiscalização o que acha disso? Quem sabe? Em datas espceciais como o dia das mães, os senhores deputados distritais fazem a sua parte, o desserviço de colocar faixas - pequenas, mas numerosas - por toda parte, "parabenizando" as mães pelo seu dia, ou o que quer que seja a comemoração do dia. Aparentemente a legislação não prevê punição para o senhor distrital. Ele, eleito pelo povo, e que deveria ser o primeiro a zelar pelo cumprimento de leis, é o primeiro a descumpri-las. Curioso é que isso só acontece em anos que precedem anos eleitorais. Como se com isso eles esperassem refrescar a memória do eleitorado. Seria ótimo que o eleitorado mantivesse essa memória fresca no dia da eleição e se recusasse a reeleger deputado sujão e desrespeitador de leis.
E as faixas, assim, voltam às nossas ruas, com toda força. Impunes.
Lá em cima, fotos em diversos pontos da cidade como Sudoeste e Asa Sul.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...