domingo, 23 de agosto de 2009

Viagem de volta


Voltar para casa é sempre bom. O que atrapalha é a viagem de volta.
Mala, avião, aeroporto, check-in, imigração, poltronas apertadas, cansaço. Quatro aeroportos em cerca de 18 horas. Mas, finally home. A viagem foi interessante, mas cansativa. Tenho alguns posts preparados, mas isso fica para depois.
Cheers.

domingo, 16 de agosto de 2009

This is LA


A viagem de Assunção para Los Angeles foi mais ou menos assim: cheguei em Sampa lá pelas duas e, após uma rápida passagem na Receita para registrar uns eletrônicos que carregava comigo (simpaticamente atendido, pela segunda vez pelos funcionários do órgão), dirigi-me para o Fast Sleep do aeroporto. No Fast Sleep você aluga uma cabine, com ou sem banheiro privativo, para passar algumas horas. Eles cobras R$ 50,00 pela primeira hora e R$ 15,00 pelas adicionais. Há pacotes específicos. Se sua cabine não tiver banheiro, você pode usar os banheiros sociais, que são constantemente limpos e higienizados. Os quartos, ou melhor, cabines, são minúsculos, mas contam com telefone, TV e internet. Tudo muito limpinho e bem organizado. Paguei R$ 115,00 por quatro horas em cabine com banheiro privativo. A experiência foi bacana, pois pude descansar e tomar um bom banho antes de encarar as doze horas e meia de vôo para LA.Delta Airlines. Não gostei. Eles usam um 767-300 ER no trajeto, que não é dos piores aviões, mas não é novo. Não dispõe de monitores de tv individuais, o que hoje, num vôo com essa duração é praticamente obrigatório. O serviço de bordo, na minha opinião é ruim. Os comissários são simpáticos o bastante para americanos, mas a qualidade do que é servido perde até para a TAM em vôos mais longos. Caraca, acho que perde até para a TAP. O vôo transcorreu sem sobressaltos e até passou bem depressa.
Chegamos a Los Angeles. Nosso Consulado fica em Beverly Hills, aparentemente na parte pobre da cidade. Surpresa: em pleno sábado pela manhã, o lugar tinha cara de domingo. Tudo fechado e quase nenhum movimento. O Consulado fica no prédio onde funciona a Flynt Publications. Sim, isso mesmo, do Larry Flynt, o maluco da Hustler. O escritório dele ainda é no mesmo prédio e ele possui um monte de negócios diferentes, cassinos, empresa de aviação, o diabo.
John Wayne guarda a entrada do dito edifício. No fim da tarde, após uma tentativa de iniciar os trabalhos, resolvemos dar uma volta. Nos indicaram um passeio pelo The Grove, que compreende um shopping a céu aberto, além de um edifício inteiro - que não cheguei a explorar - e um Farmer's Market, cheio de barracas de comidas e bugigangas. Algo que não esperava encontrar em LA LA Land. O lugar é bacana e muito movimentado. Aliás, uma das barracas onde se podia ver uma longa fila era a da Pampas Grill. Bem, hoje alugaremos um carro e daremos uma banda por aí.

Paraguay, bye, bye.

Quatro dias em Assunção. Não conheci nada, mas saí com uma impressão até que boa de lá. Não tive a chance de andar muito pela cidade, pois o tempo era escasso e tivemos muito trabalho. Reencontrei amigos que não via há anos e essa foi a melhor parte de nossa passagem por lá. O Consulado está muito bem instalado e o pessoal que lá trabalha é da melhor qualidade. A cidade, em alguns pontos - principalmente o centro - lembra muito as nossas próprias cidades. O reencontro com a cultura paraguaia foi muito bacana para mim e trouxe lembranças. Não tive a mesma sensação em Ciudad del Este de onde, apesar de ter conhecido um pessoal bem bacana no Consulado, não pude guardar uma boa impressão. Aquele lugar é, como diria o Bezerra da Silva, "macabro".
Em Assunção não pude deixar de comprar um mateiro de alumínio revestido em couro e uma bomba de alpaca, para restaurar meu hábito de tomar tereré. Aproveitei a passagem por um shopping center para comprar música. Não encontrei o que procurava, mas encontrei bons discos dos Fabulosos Cadillacs, do Soda Stereo e de uma banda paraguaia muito doida chamada Revolber. Fui atendido por uma moça que me orientou super-bem. Coisa que hoje só se encontra em lojas mmmmmuito boas de discos no Brasil.
Nosso hotel era antigaço, numa casa de que deve ter pertencido a uma fazenda. Pés-direitos dignos de palácios antigos e instalações idem. Mas o staff - como o povo paraguaio em geral - muito simpático e atencioso. Usar guaranis é uma experiência surreal. A conta do hotel deu Gs 1.320.000,00!! E , em determinado momento eu tinha meio milhão de guaranis na carteira. A fórmula é a seguinte: tira-se 3 zeros, divide-se por dois e subtrai-se 10% para se chegar ao valor em reais.
LA fica pro próximo post.

domingo, 9 de agosto de 2009

Niagara x Iguaçu

Fiz hoje um passeio que me devia há anos: fui às Cataratas do Iguaçu. Nos anos 70 meu pai nos levou para conhecer as 7 Quedas (que eram 15), que depois desapareceram com a formação do lago de Itaipu. Hoje o tempo amanheceu virado, nublado, com muito vento e frio, depois de dias de tempo bom e calor. Devo dizer que mesmo sem conhecer eu já imaginava que as nossas Cataratas eram mais imponentes, pois elas caem em vários pontos, por vários degraus e com intensidades diferentes. As do Niagara caem principalmente num único ponto, majestoso, bem verdade.

Sem bairrismos, as nossas arrasam. Altamente elogiável também é a estrutura existente hoje no parque. Muito organizado, limpo e bem mantido, o Parque das Cataratas é exemplo a ser seguido.

Sinta-se em casa.

Veja o que a cuidadosa camareira do hotel em Foz fez todo santo dia, ao arrumar o quarto:




quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ciudad del Este

Chegar a esta cidade ontem no fim da tarde foi algo de assustador. O lugar parecia uma sucursal do inferno. Muito carro, caminhão, moto, gente, lixo, bagunça, sujeira e uma desorganização generalizada. Nem vou comentar sobre o fato de eu ter vindo do aeroporto com minha mala (19kg) no meu colo, pois o carro que nos buscou não comportava todas as malas e as pessoas. A Ponte da Amizade é outra coisa de surreal - nem vou entrar no mérito de que a coisa toda é surreal - com grades altas que supostamente deveriam evitar que contrabandistas atirem mercadorias por sobre a amurada para lanchas e botas lá no rio. Bem, não funciona muito, aparentemente. Um rapaz que estava lá para nos ajudar contou histórias de horror, dignas de morro carioca, sobre assassinatos encomendados por traficantes e contrabandistas, sobre a polícia de Foz do Iguassu que após as dez da noite trata qualquer um como bandido no melhor estilo "bate primeiro e pergunta depois"...Scary. Hoje começaremos o trabalho no Consulado, esperando que a primeira impressão seja, senão apagada, pelo menos amenizada.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

On the road again

Quando eu mais preciso de um descanso, eis que sou obrigado a viajar. Muita gente sonha com um trabalho no qual viagens sejam uma constante. Creia-me, amigo meu, nem sempre você vai estar a fim de arrumar mala, reservar hotel, enfrentar aeroporto, longos vôos. Meus próximos destinos serão Ciudad del Este e Assunção e depois Los Angeles. Só de pensar que enfrentarei 13 horas no vôo para LA e depois a imigração americana, já dá um desânimo. Pior que isso é chegar num sábado pela manhã e ir direto trabalhar. Verei se consigo postar minhas impressões dessas cidades. Nasci e cresci próximo à fronteira com o Paraguai, mas ambas as cidades aí são novidade. Assim como Los Angeles. Vai ser minha primeira incursão aos Estados Unidos e minha segunda à América do Norte. Sinceramente não estou um pingo a fim de viajar. Mas...trabalho é trabalho. A reforma de nosso novo apartamento tá quase acabando e devemos nos mudar assim que eu retornar desta viagem. Mas por mim, me mudaria semana que vem. Voltarei a escrever "da estrada". Inté.