Postagens

Mostrando postagens de Novembro, 2009

Japão e a arte de comer

Imagem
Este post culinário não vai ter nome de prato algum. E por uma razão muito simples: em Hamamatsu pouca gente ou quase ninguém fala inglês. Como o povo japonês não é de gesticular, a comunicação em um restaurante, por exemplo, fica restrita a apontar as coisas em cardápios e muitos, mas muitos acenos de cabeça. Isso feito, pode-se apreciar bons pratos da maravilhosa culinária japonesa. E o preço foi outra surpresa pois, em três pessoas, pedimos entrada mais prato principal, dois drinques cada e a conta bateu em pouco menos de setenta dólares. A experiência conta mais que tudo. Desde tirar os sapatos na entrada e depositá-los num escaninho com tranca cuja "chave" é um pedaço de madeira com dois cortes na parte inferior (a tataravó da fechadura moderna, provavelmente), até a mesa instalada num recesso no piso, onde se chega simplesmente andando por cima dos assentos. Os cubículos são separados entre si por cortinas de madeira. Não há privacidade completa, porém suficiente para po…

Fuso horário, ou que dia é hoje mesmo?

Imagem
Meio lugar comum ficar reclamando de fuso horário quando se viaja para muito longe. Hoje me lembro e acho a maior graça dos tempos em que morávamos no Mato Grosso do Sul e viajávamos para a casa de minha avó, no interior de São Paulo, que ficava "uma hora à frente"...Ah, ah, ah. Digo isso porque estou 11 horas à frente do Brasil. Fuso extremo. O problema disso tudo é que, após dezenas de horas gastas dentro de um avião, outras tantas zanzando em aeroportos, a cabeça entende a diferença, mas o corpo não. O resultado disso foi que dormi demais na primeira noite (e perdi a hora do trabalho), e muito pouco na segunda. Perdi a hora no primeiro dia e perdi o sono no segundo. Hoje a coisa foi ainda pior, pois consegui dormir, mas fui acordado por um colega à meia-noite. Not cool. Felizmente o tempo anda bom, ainda que um pouco frio. O Japão é um paraíso de compras para quem quer o mais moderno e recente. Quem procura preço tem que olhar em outro canto. O país tem um custo de vida el…

Gaijin

Estrangeiro. É assim que estou me sentindo. Ah, mas é normal, afinal de contas estou mesmo no exterior. Sim, verdade. Mas quando se é minoria a gente se sente ainda mais estrangeiro. Não fosse o povo japonês extremamente discreto e educado, acho que teria reações diferentes. O cansaço que essa viagem nos causa é algo monstruoso. O organismo enlouquece e fica-se com a sensação de estar permanentemente "do avesso".Ainda tenho horas para esperar até por os pés no hotel e poder tomar um bom banho (o último foi sexta-feira). I'll keep posting.

Mais um continente

Ásia. Extremo Oriente. Não sei dizer por quê, mas nunca me senti atraído por aquelas partes do mundo. Pelo menos nunca me vi planejando uma viagem para qualquer país asiático. A não ser o óbvio: adoraria conhecer Bali ou Bora Bora, ou qualquer daqueles lugares paradisíacos, onde pudesse passar umas semanas fazendo n-a-d-a. Eis a oportunidade de ir para aquelas bandas se apresenta. Lá vou eu integrar uma missão que completará a modernização consular no Japão (uma equipe já fez Tóquio e Nagóia), passando por Hamamatsu e seguindo depois para Taipé. Nada me deixa muito animado com essa viagem. Longas horas de voo, longas horas em aeroportos, 11 horas de diferença, inverno por lá, multidões nas ruas (não sou muito fã de multidões) e culinária nem sempre palatável. Hamamatsu é uma cidade industrial. Já tentou obter informações turísticas na internet? Não consegui sequer encontrar hotéis no Booking.com. Pelo menos não como eu queria. A comunidade brasileira por lá gira em torno de 100.000, o…

Sexta-feira 13. Você tem medo?

E aí? Você acredita? Abre e-mails com cuidado? Não deixa calçados virados? Não passa debaixo de escadas? Tem horror a gato preto? Calça sempre o pé direito do sapato primeiro?
Conte aí suas superstições e tenha uma ótima sexta-feira 13!

Fotos.

Imagem
Como prometido, fotos de Pirenópolis. Começando com a ponte sobre o rio das Almas, bem no centro histórico da cidade.
Acima a igreja Matriz, reconstruída após um incêndio que a destruiu totalmente.
Exemplo do belo e muito bem conservado casario.
Tão encantadora à noite quanto de dia. O movimento todo deve-se ao feriado prolongado.






Tirando férias de tudo

Tiramos o fim-de-semana prolongado para um sossegado retiro na pacata Pirinópolis, estado de Goiás. Cidade tombada pelo patrimônio histórico, Pirenópolis tornou-se sinônimo de refúgio e contato com a natureza, na forma de suas inúmeras cachoeiras, pousadas e restaurantes típicos. Essa, pelo menos, era a imagem que eu tinha, pois aqui estive pela primeira vez há 12 anos, pelo menos. A cidade não cresceu muito, mas os efeitos positivos do turismo são claros. O casario está incrivelmente bem cuidado e restaurado. Há pousadas de todos os tipos e para todos os bolsos e gostos. A estrutura de apoio ao turista é muito boa. Pode-se visitar as cachoeiras (todas em áreas particulares e de preservação) por conta própria ou com guias contratados. A cidade conserva, em seu centro histórico, o encanto de uma antiga cidade que teve seu auge durante os anos em que a extração de prata sustentava a vida aqui. Com o passar dos anos, chegaram os hippies e outros "malucos de plantão", mas a cida…