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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

Resenhas

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Aguentem a onda que agora vou bancar o crítico musical. Na minha última viagem comprei três discos que, num primeiro exame, não teriam muita coisa em comum. O primeiro adquirido, ainda em São Paulo, foi "Luz Negra", de Fernanda Takai. Não comprei o anterior, "Onde Brilhem os Olhos Teus". Aliás, achei mesmo que era esse que estava comprando. Não me arrependi, pois o disco é ótimo e o repertório, testado e ampliado, é igualmente muito bom. Fernanda escolheu uma banda básica e enxuta, mas composta de multiinstrumentistas de primeiríssima linha, incluindo, claro, o maridão John Ulhôa. O disco traz algumas faixas de "Onde Brilhem Os Olhos Teus", e acrescenta outras ótimas. A versão em japonês para "O Barquinho" é um primor. Mantém o clima da canção original, mas a bateria nervosa dá uma modernizada no som. Tal arranjo não poderia ser feito por outra pessoa que não o versátil John Ulhôa, cérebro musical do genial Pato Fu. "Ben", de Michael Jac…

Con...fuso

Levei quatro dias para conseguir dormir uma noite normal de sono, após chegar a Hamamatsu. A diferença é de 11 horas, nesta época do ano, mas o pior é a viagem. Escolhemos ir pela Europa. Pessoalmente acho que não há deslocamento menos cruel. Não há rota possível que torne essa viagem mais palatável. A não ser que se durma uma noite (ou algumas horas, pelo menos) no meio do caminho. Em seguida há o estranhamento com a comida. Para nós, café da manhã signifca pão, manteiga, queijo, etc. Para eles, arroz, peixe, e por aí afora. Para as refeições normais, tudo se normaliza. Ou quase. Uma semana depois de chegar ao Japão e chegou a hora de ir para Taiwan. Tudo diferente, muito diferente. Os taiwaneses adoram o Japão. Mas a maioria não fala japonês. Existe uma Taipé moderna, de arranha-céus e ruas perfeitas. E logo ali do lado existe a outra, mais antiga, mais bagunçada, mais tradicional. Percebe-se, de cara, uma diferença brutal: o Japão é mais silencioso. Os japoneses fazem tudo mais si…