quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A praga do modelo novo


Admiro quem não se encanta com modelo novo. De qualquer coisa, iPod, TV, computador, relógio, carro, etc. Entretanto, quantos de nós conseguem resistir ao menos ao sonho de ter aquele carro que acabou de sair, que é muito mais bonito do que o carro que dirigimos? Carro não é meu problema. Acabo de comprar um novo e não há modelo novo à vista. Pelo menos não no Brasil. Minha coceira atual é com o modelo da minha moto. A fábrica acaba de lançar o modelo 2010, muito bonito e atualizado. Pronto. Eu, que planejava, em alguns meses, trocar a minha moto por uma maior, me surpreendi fazendo contas para trocar o modelo atual pelo modelo novo. "Sai mais barato", disse para mim mesmo, mais para justificar a vontade que para me convencer do bom negócio.
Pela foto, dá quase para se convencer a continuar na mesma cilindrada. A pressão psico-mercadológica é tal que sempre buscamos justificativas para a troca que, frequentemente, não se justifica.
Meu equipamento de som atual nasceu como equipamento de som e evoluiu para home theater e recentemente foi demovido/promovido para a condição de aparelho de som muito bom. Demovido porque decidi não utilizá-lo mais como home theater - não aceita DTS, não tem entradas HDMI, nem componente. Promovido porque é um P-U-T-A equipamento de som que agora só trabalha com música. O receiver pesa lindos 22kg, desenvolve 160 watts reais, as caixas de som são de madeira de lei, com alto-falantes (2 x 12" + midrange e tweeter) isolados e medem quase 1,50m de altura e o som, acreditem, é inacreditável. Todo o equipamento pertence à família Yamaha chamada de Natural Sound. Em tempo, disponho de algo que a moda trouxe de volta mas que tenho há tempos, um toca-discos Sony, manual. Nem invejo nada ultra-moderno no que diz respeito a som. Danem-se os últimos modelos, meu Yamaha é simplesmente insubstituível.
Mas ainda estou indeciso com relação à moto...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Alguém revogue a lei de Murphy, please!

Pois é, acabamos decidindo ir assim mesmo. Tempo fechado, ameaçando chuva, mas com uma nesga de possibilidade de abrir aquele solão. Não abriu. Já saindo da garagem, senti os primeiros pingos. Em poucos minutos de estrada já estávamos encharcados. Bem, o asfalto estava bem molhado e isso foi o suficiente para detonar botas e pernas de calças. Eu usei uma jaqueta impermeável, mas achei desnecessário parar para colocar a calça impermeável. O resultado foi que boa parte da viagem fiz com as pernas do jeans ensopadas e sujas. A água acumulada desceu pelas meias e os pés acabaram meio gelados. Mas...lá pelo Goiás, a chuva deu um tempo. Na nossa primeira parada, numa ex-barraca de beira de estrada, hoje um belíssimo restaurante cum café, famoso na região, encontramos outros 15 motociclistas que tinham saído para aproveitar o dia de sol. Logicamente que eles não eram de Brasília...
Entramos em Anápolis, cidade chamada de coração econômico de Goiás, onde se encontram, entre outras coisas, a Base Aérea onde "estacionam" os Mirage da FAB e a futura fábrica da Hyundai. Bem, não vimos nada de mais na cidade. Tiramos algumas fotos na Praça do Avião, que recebeu esse nome porque a Força Aérea Brasileira doou uma sucata de Mirage para que fosse feito um Monumento, "em agradecimento à cidade que recebeu a Base Aérea". Tentamos visitar a Base Aérea, mas aparentemente não é acessível a civis. Seguimos pela BR-060 em direção a Goiânia, para almoçar num restaurante que nos foi recomendado pelo meu irmão, e que tem o "charmoso" nome "Brioso e Manhoso". O restaurante, que fica à beira da estrada, é muito simpático, a comida é excelente, e o lugar é muito bacana, seguindo o estilo rústico, típico da região. Comi risoto de linguiça com gueroba e queijo, farofa de cebola, quiabo refogado, abobrinha ralada e, suponho, amanteigada, com uma bela fatia de pernil de porco assado. Excelente!!
Na volta, já em Brasília, pegamos uma chuva. Digo, uma senhora chuva, daquelas que provocam enxurradas que atravessam a estrada em corredeiras. Monstruosa. Quando achávamos que estava tudo bem, já em pleno eixo monumental, seguindo rumo à minha casa para um reconfortante whisky single malt, eis que cai outra mostruosa chuva, que acabou de encharcar meu colega, o nobre lord Wavell, que não trajava roupas apropriadas para a ocasião.
Mas, chegamos e avaliamos a experiência como válida. Foi divertido, enfim.
Agora...banho quente e alguma comida na barriga.

Planos e a lei de Murphy

Eu e um colega planejamos a semana toda sair hoje para um passeio de moto. Foz sol e um calor horrendo a semana toda. E o que acontece ontem à noite? Exatamente, começa a chover. Foi legal, pois o calor estava insuportável, mas agora nosso passeio está em cheque. Não é um passeio especial, nem nada. Apenas colocamos as motos na estrada e vamos embora. Mas meu colega não tem e nem gosta de roupa de chuva. Surge o problema. Decidiremos em 40 minutos.