quinta-feira, 27 de maio de 2010

Férias pra que te quero 7 - Cabô!

Bem, a perna paraibana da viagem, pelo menos. Agora estamos só matando o tempo para irmos para o aeroporto. Acabamos deixando de fazer alguns passeios. Perdemos Areia Vermelha por causa da maré. Ontem até poderíamos ter ido a Picãozinho, mas estamos meio de saco cheio e nem um pouco a fim de passar horas a fio dentro de um barco, disputando espaço na pouco sombra disponível e ouvindo sabe-se lá que tipo de música. Não me entendam mal, música faz parte da experiência de se viajar para qualquer lugar. Mas...enche. Enfim, ficamos pela praia de Tambaú. Sim, voltando aos passeios que não fizemos, deixamos de ver também o litoral norte. Eu tinha interesse especial pelo forte. Mas não deu. Fica para a próxima. Acho que se ganhasse na mega-sena compraria algo por aqui, com certeza. Adoramos a cara de cidade pequena que a porção litorânea de João Pessoa apresenta, limpa (na maior parte) e arrumadinha. Ah, claro. Arrumadinho. Ei-lo:
Essa porção, aliás, é considerada petisco. No geral achamos a comida em JP barata e muito bem servida. Sim, sim, claro. Anteontem almoçamos no famoso Mangai. Não conhecemos o de Brasília ainda, mas adoramos o daqui. A comida é excelente e o ambiente agradabilíssimo. Banana empanada... eles sim, sabem fazê-la.
Era minha intenção fotografar tudo o que comêssemos aqui, mas houve dias em que preferimos não carregar a câmera conosco, então faltaram, entre outros, o camarão ao molho de côco da Palhoça do Gaúcho com o Baiano, o peixe grelhado ao molho de camarão e a carne de sol do Bahamas, o bacalhau com natas da Casa do Bacalhau (que recomendo) e, claro, o prataço que fiz no Mangai.
Resumo da ópera: João Pessoa. Altamente recomendável. Esta época do ano normalmente é de chuvas, que este ano ainda não começaram. Não sabíamos disso, mas demos sorte. Dos dez dias aqui tivemos chuva em apenas dois. E mesmo assim, choveu leve, suficiente para dar uma boa refrescada. Não sei como é a cidade em alta temporada, mas estamos acostumados a viajar na baixa, então gostamos. Ao contrário de certos locais, JP não pára na baixa temporada, só desacelera. Em junho a alta temporada começa e, junto com ela, a invasão européia. Para famílias com crianças pequenas, as praias são razoavelmente limpas e o mar, na maior parte do tempo, é calmo. Enfim, altamente recomendável. That's it, folks. Stay tuned. Cheers.




terça-feira, 25 de maio de 2010

Férias pra que te quero 6 - Armaggedon

Depois de uma semana na praia, cometi a besteira das besteiras. Estava nada a fim de ficar na praia, mas fomos assim mesmo. Decidi ficar na sombra, debaixo do pára-sol. Sabedor que sou de que o mormaço queima tanto ou mais que o próprio sol, achei de ficar ali calangueando sem usar protetor solar. Resultado? Ora, vermelhidão e queimaduras onde o bronzeado já estava bacana.
People are really stupid, aren't they? Anyhoo, após o almoço e o soninho da tarde, pegamos duas bicicletas do hotel - se ainda não fiz a indicação, aqui vai: Hotel VerdeGreen - e nos abalamos para os lados de Cabo Branco. A prefeitura andou fazendo obras, que ainda não terminaram, pela orla. Cabo Branco e Tambaú já estão servidas por uma calçada larga e ciclovia, que fica entre a faixa de estacionamento e a calçada. Sim, há internet wi-fi em boa parte da orla. É segura e gratuita.
No meio do passeio fizemos paradinha estratégica para provar, por indicação de minha amiga Gilmara, a empadinha Barnabé. Palmito, camarão e frango foram as preferidas.
Não sei se dá para ver direito na camiseta que estou usando na foto, mas ela traz a figura de Jackson do Pandeiro, com os versos de "Comadre Sebastiana". Não me lembro se é esse o nome da música, se não for fica sendo. Aliás, a cena musical é razoavelmente variada. Para quem não gosta de forró (como eu), recomendo a audição da banda Cabruêra. Eles fazem uso de ritmos regionais mesclados com música eletrônica e rock. Dá para baixar o último disco dos caras, que já excursionaram à beça pela Europa, pelo site http://www.overmundo.com.br/banco/visagem-cabruera . Bão que só.
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Hoje amanheceu chovendo. Meu couro agradece. Vou fazer compras de produtos regionais e pegar um cineminha mais tarde. Ainda não fomos ao Mangai, pode?

sábado, 22 de maio de 2010

Férias pra que te quero 5 - alien vs predator

Dia dedicado às compras. Não sei se é de conhecimento geral, mas uma das coisas que se tornaram típicas da Paraíba é o algodão colorido. Geneticamente modificado, ele já é colhido em cores variadas, que vão do beige ao verde. É possível comprar coisas muito bacanas feitas com o tal algodão. O artesanato da região, muito parecido com o de seus vizinhos nordestinos, encanta pela qualidade. Pertinho da orla fica o Mercado do Artesanato Paraibano, passeio que recomendo. O lugar foi construído especialmente para esse fim e é muito organizado, limpo e os preços são honestos. O atendimento reflete a hospitalidade paraibana.
Quanto à comida: reincidimos mais duas vezes na Palhoça do Gaúcho com o Baiano, uma vez no Bahamas (onde a carne de sol é bem servida) e em outros lugares variados. Ainda não fomos ao Mangai, mas a Casa do Bacalhau é altamente recomendável.
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Nota à parte, reparei com certa surpresa que as autoridades parecem fazer vista grossa para algumas coisas. Gente aboletada em buggies já era de se esperar (nós mesmos experimentamos duas vezes). A coisa é temerosa, mas faz parte da cultura turística de toda esta região. O problema que reparei é que muita gente anda de moto sem capacete, aparentemente sem o menor receio de serem parados pela polícia ou mesmo de levar uma multa. Lógico que o problema tem consequências mais graves. Alguém sabe o significado da palavra "acidente"?
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Num próximo post vou mostrar alguma coisa do centro da cidade. Ah, e o tal pôr-do-sol ao som do bolero de Ravel? Na minha opinião uma tremenda enganação e um caça-níqueis sem precedentes.

Férias pra que te quero 4 - A Revanche

E aí, pipou?
Recapitulando os últimos dias: ao sair para a praia na quinta-feira, fomos abordados por um bugueiro. Pensamos: "por que não?" Então, sem planejamento, aboletamo-nos num buggy verde-limão, pilotado pelo Gilson, e lá fomos nós conhecer o litoral sul. Neste passeio passamos pelo Farol do Cabo Branco, avistamos de seu mirante a Ponta do Seixas, descemos mais um pouco, passamos por Jacumã, Coqueirinho e Tambaba, entre outros.

Na praia de Coqueirinho visitamos também os cânions, formados por erosão natural, sem solução, segundo nosso guia. O lugar é surreal:

O ponto alto do passeio foi, sem dúvida, Coqueirinho. Paradisíaco, o lugar é um show. Daqueles que nos fazem querer ficar o dia todo, e ainda voltar. Uma linha de rochedos funciona como quebra-mar e o lugar vira uma enseada maravilhosa, de mar calmo e temperatura da água agradabilíssima. O local é cercado por matas e falésias. Por ali há uma fileira de barraquinhas uma do lado das outras, cada uma com suas mesas na areia e chuveiros para tirar o suor e a água salgada do couro. A hospitalidade do povo paraibano nos surpreende todo dia. Aqui uma pequena amostra de Coqueirinho:


Lamento se isso causou água na boca de alguém, mas as fotos não fazem justiça.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Férias pra que te quero 3 - sozinhos em João Pessoa

Reincidimos hoje e repetimos a dose de ontem. Praia - um tantinho mais à frente em Tambaú para fugir dos repentistas. Depois, barraca de praia. Os quiosques de João Pessoa (se é que se pode chamá-los de quiosques) são muito bons. Não achamos os preços abusivos e o serviço é, em geral, muito bom.
Depois de tentar a barraca mais próxima e tomar uma Skol não muito gelada, descobrimos que eles não tinham macaxeira. Mrs. B. estava com desejo de comer mandioca frita. A solução foi reincidir na Palhoça do Gaúcho com o Baiano - que recomendo. Bom serviço, banheiros limpos e preços honestos. Matamos uma porção de mandioca (macaxeira) frita e uma porção de camarões no molho de coco com arroz branco e purê (vai entendê). Tudo muito bom.
Nessa palhoça também tem o melhor chuveiro de praia que já vi. Por enquanto é isso. Fui.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Férias pra que te quero 2 - A Missão (não resisti)

Segundo dia em JP. Difícil acordar cedo, uma vez que o sol sobre muuuuuuuito cedo por aqui. Lembramos imediatamente de Natal. O bom de tudo é que após horas e hors de sono, o com o sol já alto ainda eram pouco mais de seis da manhã. Nosso hotel revelou-se ser um bom business hotel, o que é ótimo. O café da manhã é muito bom.
Ajeitamo-nos e saímos para a praia. Dia lindo, sol forte. Escolhemos um trecho logo após o Hotel Tambaú, onde alugamos cadeiras e um pára-sol que não parava. Vento. Vento.
Desculpem o horizonte torto da foto. Meu Photoshop está no pc em casa.
A água estava numa temperatura magnífica. Nem fria nem morna. Ideal. Entrei ja bem tarde depois de morgar algumas horas sob o sol e o vento. Escolhemos uma barra para comer algo. A da vez foi a Palhoça do Gaúcho com o Baiano. Serviço atencioso, preços honestos e banheiros limpissimos (!). Recomendo.
A tarde será reservada para morgação na piscina do hotel, sauna e algumas comprinhas. Jantar, muito provavelmente no Mangai. Stay tuned.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Férias pra que te quero

Então, voltei. Mas já fui. Digo, vim. De férias.
Depois de um longo e tenebroso inverno, como diria o ditado popular, voltei a estas páginas. Chega de falar de política. Pelo menos por enquanto.
Estou à toa há mais de uma semana, mas sinto que só hoje minhas férias (nossas, digo) começaram. As primeiras em dois anos. Primeironas desde que voltamos ao Patropi. Escolhemos a pacata João Pessoa para o reencontro com o ócio e as praias brasileiras. Se alguém espera histórias tenebrosas de viagem de férias, fico devendo, por enquanto. Espero...
Aeroporto vazio. Check-in feito com antecedência. Bagagens despachadas em poucos minutos. Pouco ou quase nenhum atraso. Tecnicamente não houve atraso, uma vez que o avião começou a taxiar no horário exato do vôo. Escala rápida no Recife e, 30 minutinhos depois, chegamos a João Pessoa. Ou John People, como venho me referindo. O aeroporto modesto, mas bem jeitoso, nos recebe com uma lufada de ar-condicionado, em contraste ao bafão quente do lado de fora. Rapidinho nos aboletamos num táxi muito limpo - o preço é justo, R$ 58,00 até o hotel distante pouco mais de 23 km - e cujo motora foi muito simpático.
O hotel que escolhemos, Verdegreen, está muito bem cotado. Fica no bairro de Manaíra, grudadinho em Tambaú. Chegamos, desempacotamos e fomos caçar donde comer.
Matamos uma moqueca capixaba num modesto mas simpático restaurante e partimos para a digestão caminhando até a praia de Cabo Branco.


Anoitece muito cedo por aqui e voltamos já escuro, lá pelas seis. Agora é descansar que amanhã tem mais. Stay tuned.

domingo, 9 de maio de 2010

Panes et circensis

Está chegando aquela época, quando os homens poderosos, e aqueles que querem uma fatia desse poder, fazem qualquer coisa para chegar lá. É uma época em que todos são competentes, honestos, bem intencionados...e sem memória. Esquecem de tudo que fizeram de errado, ilegal e ruim. Promessas se renovam - assim como se renovaram há quatro anos. É, as promessas são as mesmas. E o que é mais assustador é o fato de que aqueles que deveriam se lembrar dessas promessas, delas se esqueceram completamente. Esqueceram-se justamente aqueles que acreditaram nelas, há quatro anos. São justamente aqueles que acabaram tendo que reclamar daquele mesmo governo, dos mesmos parlamentares que ajudaram a subir ao poder. O tempo faz milagres.
Em ano de copa do mundo essa amnésia coletiva se agrava. Até fins de julho ninguém vai se lembrar de política. E depois vão escolher qualquer um apenas para se livrarem mais rapidamente da obrigação de ter que escolher. E eis que inicia-se um novo ciclo.
E eis que vem a lei da Ficha-Limpa, contemplando incontáveis exceções. Aqui no DF, nosso medo recai no fato de que até agora o Tribunal Eleitoral só ameaçou, mas não invalidou a candidatura Joaquim "Vem Que Eu Dou Lote" Roriz. God help us.