segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Na subida do morro me contaram...

Sim, subi o morro. Todos os dias. Especialmente no último, quando pude fazer uma trilha, a do Carteiro, saindo de Tiradentes até um mirante a cerca de 1.050 metros de altitude.
Éramos um grupo pequeno, composto do guia, Vinícius, Luan, um estudante de geografia originário de São Tomé das Letras e do casal Lu e Vitor, de Beagá, além deste que vos escreve.
Essa trilha leva esse nome porque as notícias da cidade eram levadas para o outro lado da serra por um mensageiro, ou carteiro. Esse infeliz acabou morto numa emboscada à época da inconfidência, pois o Visconde de Barbacena achou que ele levava notícias e instruções dos inconfidentes. Dessa trilha faz parte a calçada dos escravos, foto abaixo:
Estamos subindo a calçada enquanto Vinícius dá uma de Tarzan. Aliás, vendo uma mata como essa por dentro - e aqui estamos falando da Mata Atlântica - fica realmente difícil acreditar no Tarzan, com todo aquele sistema de cipós só esperando por ele. E nem vamos lembrar do último filma da saga Indiana Jones.
Apesar de parecer excruciante (e no início realmente é), essa subida, no trecho dentro da mata, é uma maravilha. O ar é de uma pureza inacreditável e a temperatura cai uns bons cinco graus. Finalmente, chegamos ao mirante onde pudemos nos sentar e apreciar esta vista:
Last, but not least, yo, moi, me, myself and I, ik, Ich, io, este que vos escreve, em foto tirada pelo guia, Vinícius (thank you, mate!):
E por hoje é só, pessoal.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Estrada Real e a buraqueira mais real

Andar por Tiradentes é uma desafio para as juntas de qualquer cristão. A cidade mantém o calçamento de séculos atrás. Saindo de São João del Rei há dois caminhos (fora a Maria Fumaça): pela BR 261 ou pela Estrada Real. Sim, ela ainda está lá. Versão tupiniquim da Via Appia, ela alterna trechos passáveis e trechos nos quais as suspensões e pneus dos carros são postos à prova. Meno male que a cidade seja pequena, pois é melhor andar a pé. As pedras das ruas, rústicas e sem qualquer acabamento, foram meramente enterradas e assim mesmo elas estão e ficarão. A arquitetura é aquela conhecida. Há um casario muito bem conservado e, como em Pirenópolis, Goiás, uma pousada em cada esquina. Escolhemos uma chamada Pé da Serra, que tem esta vista:

OK. A da igreja é preciso dar uma esticada no pescoço e no olho, pois essa foto foi tirada com uma lente de 300mm. A foto do alto mostra a Serra de São José em todo o seu esplendor. O pessoal da pousada nos colocou num quarto de frente para essa vista. A sala de café da manhã também é virada para esse lado.
Quando entramos na Estrada Real, passamos por este marco:
Este é o Marco Inicial da Estrada Real. Há outros, menores, espalhados ao longo da estrada.
Na manhã de hoje fomos ao bairro do Bichinho, dar uma sacada no artesanato, mas nada nos animou. Vendem por lá o que vendem por aqui. Fica-se com a impressão de que a fabricação do artesanato é centralizada e as lojas distribuem. Não há sequer diferença de estilos. Mas hoje em dia é assim em tudo quanto é canto. Em João Pessoa não foi diferente. No caminho para Bichinho, paramos no Museu do Automóvel da Estrada Real. Muito bacana com exemplares muito bem conservados, incluindo uma celebridade: um FNM com o qual Chico Landi chegou em segundo nas mil milhas brasileiras do ano... fico devendo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tiradentes

O começo foi bem. Passamos no Núcleo Bandeirante para deixar a Becky, nossa elétrica Jack Russell e seguimos, já mais de dez da manhã, rumo a Belo Horizonte. O plano era chegar em Betim, para dormir, lá pelas sete. Contávamos já com o excesso de trânsito perto de Beagá, pois era sete de setembro. Mas foi muito pior. Só fomos chegar no hotel às nove e meia depois de muito trânsito e de quase ser abalroado duas vezes, entre Contagem e Betim. Tava todo mundo muito doido nas ruas. A sinalização deficiente e as vias em péssimo estado em nada ajudaram.
Hoje já foi mais tranquilo. A Fernão Dias está em ordem e em Tiradentes não dá para andar de carro...

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...