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Mostrando postagens de 2011

Sucursal do inferno

Estamos na sucursal do inferno. Minha cidade natal adotada (vim para cá com 14 anos e aqui passei minha adolescência, curti muito, conheci minha cara-metade...) fica na Alta Sorocabana, uma das regiões administrativas do estado de São Paulo. Fica a sudoeste do estado. E é quente. É quente de uma forma que não me lembro ser. Talvez na época em que morei aqui as temperaturas fossem mais baixas. Ou minha resistência fosse maior. A gente leva bons 3 ou 4 dias para aclimatar. E então é hora de ir embora. Chove pouco. Quando chove fica mais quente ainda. Pela manhã fica até agradável. Mas o resto do dia é quente, muito quente.

Alegria de uns...

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...tristeza de outros.
No Distrito Federal esta é a época do ano em que chove. Muito. Todos os dias. O dia todo. As primeiras chuvas são recebidas com festa, pois a seca atinge limites quase extremos. Não raro experimentamos umidades em torno de 7%, muito abaixo do considerado tolerável pela OMC.

 Bem, é assim que a cidade fica. Essa foto foi tirada do alto da Torre de TV. A partir de outubro a coisa muda de figura. A cidade, que não tinha o clima atual quando de sua construção, sofre com a falta de infraestrutura para lidar com o excesso de águas. O resultado são alagamentos numa cidade considerada plana. Quem mora aqui sabe que a cidade tem altos e baixos, não é tão plana assim. Dessa forma, imagens como esta tornaram-se comuns, numa cidade que não sabe ainda como lidar com o problema e onde operações como limpeza de bocas-de-lobo são feitas de maneira inadequada, quando são feitas.
Diferentemente do sudeste, no entanto, em Brasília, nesta época do ano, o clima é agradabilíssimo, p…

Fotográfico

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Por culpa e obra da aquisição de um novo computador estou tendo que lidar com back-ups de (muitos) arquivos velhos. Alguns até jurássicos, já que nosso computador tinha sido comprado em 2005, se não me falha a memória. Ainda funcionava direitinho, mas o emaranhado de fios atrás da mesa ditava que era hora de modernizar a coisa. Primeiro veio a impressora/scanner wi-fi e depois o all-in-one da HP. Posso dizer que a coisa está bem atualizada, com mouse e teclado sem fio e um poderoso processador Intel i5 vPro 3.2Ghz. Anyways, nesse processo de becapeamento (vigi), acabei dando de cara com uma tonelada de fotos antigas, do tempo em que eu só tinha uma conta no fotolog e no fotocoiso (aliás, acho que ainda tenho essa conta). Resolvi, destarte (uau, hein?), postar algumas dessas fotos aqui. Shall we?

Acho que está bom por hoje, não? Diga aí se gostou.

Crosstown traffic

Tive que cruzar a cidade de carro hoje, em várias direções. Tive vontade de deixar o carro em algum lugar e voltar a pé. Brasília precisa se livrar do excesso de ônibus, a fim de melhorar as linhas que atendem aos moradores do Plano Piloto e, assim, talvez, forçar as pessoas a deixar os carros em casa. Está ficando impossível.

iTunes finalmente?

A Apple acaba de anunciar que está fechando parcerias com gravadoras para a venda de seus catálogos on-line. Antes tarde do que mais tarde. Mas tenho a impressão de que a coisa vem meio cruel. Nos Estados Unidos, as músicas são vendidas individualmente por USD 0.99. Na Europa, o preço é de EURO 0,99. Com extensos catálogos à disposição, os europeus pagam mais caro. Quando foi anunciado pela primeira vez, há 4 ou 5 anos, especulou-se que o preço seria de cerca de R$ 2,00 por música, no Brasil.  Na verdade, não é caro, se o disco completo sair por menos de R$ 20,00. Se não houver vantagem no preço a coisa não vai para a frente. Há que se ter variedade. Sobretudo se levarmos em consideração que por aqui não existe exatamente punição para quem baixa coisas da internet, digamos, pela porta de trás. Na Holanda eu tinha acesso a catálogos que disponibilizavam músicas difíceis de serem encontradas até mesmo no Brasil, como Tião Carreiro e Pardinho. Acho bom esclarecer que não sou de baixar c…

Musical

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Há. Vou postar uns videos aqui. Minha amiga Patricia (la de los pompons) disse que o Peri tava ficando meio político demais (??). Então vamos roquenroulizar este trem aqui. Dave Alvin. Estou descobrindo o som desse cara agora. Ex-membro de uma banda chamada The Blasters, o sujeito tem um jeito muito peculiar de cantar e toca uma guitarra animal. O som é rock sulista (a Pat disse que lembrou a trilha sonora do "True Blood", e ela não está errada) com pitadas de blues e pinceladas generosas de country. Gostou dessa? Vai atrás e fuça mais.
Outro que voltei a ouvir com mais cuidado, e dia desses até postei um vídeo dele no feishbu, é o Robert Randolph. Não é raro encontrar discos dele classificados como gospel. Robert começou a tocar na igreja, onde teve contato com a "slide guitar", instrumento comum ecumenicamente falando. Meu queixo caiu no chão quando vi o cara abrindo o show do Eric Clapton, em Roterdã lá nos idos de 2004, se não me falha a memória. Vamos lá:
Gos…

Um aniversário

Resolveram que você tinha que nos deixar. Já faz mais de um ano. Ficou a saudade, caro amigo. Feliz aniversário, onde quer que você esteja.

Suas Excelências, uma vez mais a desserviço do povo

Eu ia deixar para lá, até ver o que ia acontecer. Mas não aguento. Não me afeta diretamente, mas dá um nó sem tamanho na boca do estômago e uma raiva de cegar. A câmara estadual de São Paulo aprovou um projeto de Lei que proíbe, isso mesmo, proíbe que motos circulem com garupa em dias úteis em cidades com mais de um milhão de habitantes, no estado de São Paulo. A justificativa do sr. Jooji Hato, deputado estadual pelo PMDB é buscar a redução dos acidentes (?) e diminuir o número de assaltos, pois "a maior parte dos assaltos no trânsito é cometida por garupas"(sic).
Eis aqui então algumas questões: bandido só assalta durante a semana? O que deve fazer o cidadão honesto que usa a moto para se locomover porque o sistema de transporte público é um LIXO? Quer dizer que o sujeito que economizou para comprar uma moto e que leva a esposa ao trabalho antes de ele mesmo se deslocar para seu local de trabalho vai ter que se virar porque as "otoridades" não conseguem encontra…

De saco cheio

Estou de saco cheio. Da crise na Grécia. Da ocupação de Wall Street. Da retomada da Rocinha. Da não demissão do ministro Lupi. Da construção do Itaquerão. De reality shows. Da lentidão da internet no Brasil. Da TAM que não devolve meu dinheiro. Do meu salário que não sobe. Da falta de educação no trânsito. De quem joga lixo no chão. De quem joga lixo pela janela do carro. De quem joga lixo onde não deve. Do Palmeiras que não ganha nada. Da cara-de-pau dos políticos brasileiros. De saco cheio. Ainda bem que é sexta.

Outro blog

Não vou escrever mais sobre o Borges. Nem menos. Não vou escrever sobre o Borges, ponto.
Isso porque o Borges resolveu virar blogueiro. Pois é. Sujeito boa-praça, uma vida cheia de aventuras, desventuras, pára-lamas amassados, falhas elétricas. Resolveu começar a blogar. Espero que seja divertido, pelo menos. Bom feriado a todos.

Foto instantânea

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Se você clicou no link do post anterior deve ter chegado à página da FujiFilm - se os deuses da internet não fizeram algum milagre - com uma apresentação breve e uma foto de uma câmera instantânea. Se você nasceu há menos de 20 anos e não é minha sobrinha provavelmente não sabe o que é isso. Titio explica: filmes instantâneos produzem uma foto segundos após saírem da câmera. São preparadas de modo a se revelar com a luz e uma mistura de produtos químicos sobre um papel fotográfico especial. A foto surge diante de nossos olhos, literalmente. É bacana. Mas é também um produto que quase desapareceu do mapa. Mais conhecido como Polaroid - a única marca que provavelmente fez alguma grana com o formato - desapareceu do mapa há alguns anos quando a própria Polaroid decidiu que o formato não dava mais caldo. A Polaroid normal sai num formato maior do que esse Instax Mini da Fuji, mas o princípio é o mesmo.
A patente do filme foi comprada há alguns anos por um empresário holandês que decidiu …

Instax mini 50S | Fujifilm Global

Por que os italianos são mestres do design?

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Maceió x João Pessoa

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Eu não queria comparar mas, convenhamos, é quase impossível. Quem nunca comparou Paris e Londres, por exemplo? A gente viaja e a gente compara.
Estivemos em Jampa (João Pessoa para os não-iniciados) no ano passado e foi uma ótima viagem. Um tiquinho longa, talvez. Praia é lugar para sete dias, no máximo, e gastamos dez em JP (João Pessoa, se vc começou a ler do meio).
Depois de uma malfadada tentativa de adquirir passagens para Buenos Aires (damn you, TAM), cujo reembolso ainda aguardamos, mudamos o destino para Maceió, desta vez usando milhas que temos sobrando. No fim, foi até bom. Com aquela lambança de vulcão no Chile, até que foi legal a TAM sacanear a gente (Thanks, TAM).
Pausa para uma foto:
Então, essa é a vista do nosso quarto no Tropicalis Hotel. Hotel novo, honesto e bem localizado.
Até aí, tudo muito parecido com JP. Bem, a corrida de táxi foi dez reais mais cara. E Maceió é bem feinha, viu?
Em ambas, hotéis novos, bem localizados e com bom preço.
Como sempre nós fuçamos …

Feriado

Feriadão. Dia da Padroeira do Brasil. Dia das crianças. Dia de ócio. Dia de acordar tarde e fazer nada.
Errado. Tempo ajudando vai ser dia de pegar a moto, mochila com câmera e dar um giro por aí. Um problema doméstico que ameaçava atrapalhar meu fim-de-semana acabou sendo resolvido com simplicidade e eficiência pelo amigo Luciano. Quem sabe, sabe. Por outro lado, a idéia de almoçar em Pirenópolis me atrai e, se ameaçar chuva, Borges vai entrar na história. Minha adorada cara-metade, infelizmente, vai ter que trabalhar. Fica para mim a responsa de passear com a Becky, nossa Jack Russell e...só.
O que fazer? Para onde ir? Amanhã eu vejo. Boa noite, antúrios!

Volta ao mundo em 80 sabores (bem, quase isso)

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Feeling hungry? Este post gastronômico apresenta comidinhas e comilanças que rolaram nas minhas andanças por aí. Algumas fotos já postei aqui antes e no feishbu. Nada aqui está em ordem cronológica, alfabética, de importância ou de prazer gastronômico. Let's go. Joelho de porco em Viena, Áustria  "Spare ribs" (costelinhas de porco marinadas no mel) do Los Toros, em Roterdã  Hamburguer com fritas do Breakaway Café, em Roterdã  Filé à parmegiana do Beirute, Brasília  Spaghetti com bacon, linguiça, champignons e ovo, do Chez Ton, Brasília  Pão frito da minha mãe, Pirapozinho, SP  Isso eu acho que é moqueca de tilápia do Peixe na Rede, Brasília  Ensopado com cerveja preta, Bruxelas  Isso eu acho que é bacalhau com natas, da Leitaria Gourmet, dos amigos Edson e Márcia (é isso mesmo, Marcita?)  Arroz de pata, Leitaria Gourmet, Lisboa  Bacalhau com um monte de coisas, casa do meu irmão, aqui em Brasília  Outro bacalhau (foi um dueto) na casa do meu irmão  Isso eu não comi, mas…