segunda-feira, 21 de março de 2011

Notas rápidas de importância rasteira

Obama veio. E foi.

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Windows IE 9 é bacana. Contanto que você não esteja entre os quase 48% de usuários de computador no mundo que ainda utilizem o Windows XP.

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Será o Bill querendo que você largue o XP e passe para o 7 logo?

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Jaqueline Rouboriz fugiu do oficial de justiça e foi notificada pelo Diário Oficial da União.

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Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahahahahahahahaahahahahah, hehehehehehehehe,
hiiiiiihihihihihihihihihhihihi. Hiii.Hi. Nham.

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Enquanto isso na Sala de Justiça.

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Protesto fecha a BR 020 em Brasília. Moradores querem transporte de qualidade.

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Com isso quem tinha transporte de qualidade não chegou ao trabalho.

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Fui.

domingo, 20 de março de 2011

Lost virginity

Quebramos hoje a barreira mágica dos 1.600km rodados, o que quer dizer o fim do período de amaciamento da Branca. Agora a marca mágica das 11.750rpm é o limite. O consumo tem se equilibrado em torno de 20/21 km/l na cidade. Já fez 25 em longo trecho de estrada. Longe da marca fantástica de 32 km/l atingida com a Fazer, mas definitivamente não tem como comparar as duas. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Quando o corpo pede trégua

Uma amiga publicou ontem no feishbu que o corpo dela não está servindo nem para reciclagem. Rolei de rir. Mas parei e comecei a pensar em como o meu próprio corpo anda mostrando que passei dos quarenta e que os abusos do passado tem consequência. Dores  e desregulações generalizadas que atrapalham o trabalho, o sono, o apetite...
Claro que sei que não sou caso perdido, mas é difícil sair para fazer exercício à tarde quando perdi o sono duas ou três horas antes da hora marcada no despertador. Ao chegar em casa do trabalho o corpo pede um cochilo no sofá. Tem sempre alguém dizendo para eu buscar um esporte que me agrade. A verdade é que o "esporte" que me agrada é andar de moto. Enquanto é bem verdade que um motociclista usa muito mais os músculos do corpo que um motorista, está longe de ser prática esportiva. A não ser que eu praticasse motocross todos os dias.
Nada disso. Sei que a solução é fácil. Não é confortável no começo, mas é fácil. Eis um caso em que a procrastinação pode ser muito prejudicial à saúde.

quarta-feira, 16 de março de 2011

It's new.It's fresh.

Novo visual. Novo layout. Nova disposição para continuar a escrever bissextamente como sempre. Em duas semanas aportarei em Roterdão. O Peri vai falar holandês. Ou não...

Confirmado

Alright, folks. Pé na estrada de novo. Daqui a duas semanas começo mais uma experiência no exterior. Por mais que eu goste de ficar quieto no meu canto, neste negócio não tem muito como fugir do vai-e-vem. Fui designado para 45 dias no Consulado em Roterdã.
O que vai ser uma experiência interessante, pois o Consulado não é o mesmo dos cinco anos que lá passei, minha estadia será por um período curto de tempo e vou trabalhar com responsabilidades diferentes.
A melhor parte vai ser poder rever os amigos, definitivamente. Vou ter a oportunidade de olhar a cidade e o país com outros olhos. Não sei se minha opinião vai mudar, nem que direção ela vai tomar, caso mude.
O chato disso é que nossa viagem a Buenos Aires teve que ser adiada. Por outro lado, tendo conseguido acertar uma data favorável vai me permitir um melhor preparo, além de não perder o show do Iron Maiden aqui em Brasília.
Ficar 45 dias sem andar de moto, no entanto, vai exigir desprendimento. Mas tenho certeza de que vai ser bom. Além de ser primavera por aquelas bandas.
Hey, ho! Let's go!

domingo, 13 de março de 2011

Trabalho

Está rolando a possibilidade de passar uma curta temporada a trabalho, em Roterdã. Saberei com certeza amanhã.
Por enquanto, o domingão será de imposto de renda e outras providências.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ligeritas

Mais um membro da família Roriz nas páginas de jornal por bandalheira. Desta vez a filhota Jaqueline. Ou, como quiseram alguns foliões: Jaque RoUBORiz!

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E querem saber mais? Ela integra a comissão de reforma política da Câmara dos Deputados.

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O povo brasileiro tem mesmo que ter muito humor, porque vergonha na cara, assim como o Congresso, já era.

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Mais uma vez, graças à imprudência, morre gente demais nas estradas brasileiras.

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iPad 2. Se o iPad 1 não era completo porque lançá-lo? Vão querer me convencer que o 2 já não estava pronto? As tecnologias necessárias só surgiram seis meses depois?

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Aliás, a Apple continua a ignorar solenemente o Brasil, um de seus maiores mercados no mundo.

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Gasolina a R$ 2,84: pensei que estivéssemos produzindo cada vez mais petróleo e que a crise no mundo árabe não fosse afetar os preços...

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No DF, alguém me ouviu e vai propor soluções para retirar o excesso de ônibus das avenidas do Plano Piloto. Eu já tinha pensado em pelo menos uma das soluções propostas.

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Terminais intermediários seriam construídos nas principais entradas da cidade e as linhas das satélites seriam integradas com as linhas do Plano Piloto e metrô. A velha rodoferroviária serviria muito bem para esse propósito.

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Nenhum dos projetos atuais contempla a Asa Norte, ainda o patinho feio da cidade, apesar de ter suplantado a Asa Sul em muitos aspectos.

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O Carnaval acabou. Bom, pelo menos na maioria do país.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

África, epílogo


A caminho da segunda parada para compras, desta vez em um projeto social, onde as pessoas têm um espaço para trabalhar e recebem por esse trabalho que é vendido ali e somente ali mesmo. Edifícios modernos dividem espaço com a feiúra e a pobreza máxima. Uma confusão de carros e gente, buzinas, uma cacofonia sem fim em meio a uma confusão que assustaria qualquer um, mas que para os locais parece funcionar.
Com a assistência de voluntários estrangeiros, os locais usam técnicas tradicionais no preparo de fios e na tecelagem, pela qual produzem toda sorte de belíssimas peças; trabalham palha para cestaria, produzem utensílios e peças decorativas em madeira e há ainda a fabricação de potes e vasos de cerâmica. Tudo o que é vendido aqui é revertido para o próprio projeto.

Nosso amigo quis nos levar, em seguida ao alto da montanha, a pouco mais de 3.000m de altitude para nos mostrar outro aspecto impressionante da cultura local. Nas encostas da montanha os eucaliptos crescem vertiginosamente. Daqui sai madeira que alimenta fornos e da qual se "fabricam" os andaimes que vão ser usados nas construções. À medida em que a estrada serpenteia morro acima, vamos passando por todo tipo de comércio estabelecido às margens da estrada. O caminho fica mais íngreme e o movimento parece querer minguar, mas isso nunca acontece totalmente. A quantidade de gente subindo e descendo o morro (o que será explicado mais adiante) é impressionante. Como não há muita alternativa, temos que desviar continuamente dos pedestres. A cada curva podemos ver a cidade sumindo lá embaixo, em meio a uma névoa de fumaça e poluição. Isso explica meu mal-estar lá embaixo. Isso não parece deter hordas de mulheres, muitas delas em idade avançada que descem a montanha com fardos de galhos e folhas de eucalipto que chegam a pesar 80 quilos. Nosso amigo acha aquilo um absurdo, uma exploração da mulher que não tem cabimento e que mereceria sanções internacionais para que acabasse. Tento argumentar que, possivelmente, trata-se de algum costume tribal, no qual cabe às mulheres o trabalho pesado de colher madeira para o uso doméstico, entre outras tarefas e que essas mulheres são naturalmente muito fortes e dão conta daquele trabalho com tranquilidade. O europeu não se convence. Dezenas delas descem o caminho asfaltado levando a pesada carga por quilômetros e quilômetros. Na volta, chegamos a ver algumas dessas mulheres bem lá embaixo, onde o caminho começa a subir e serpentear a montanha.
De qualquer modo, eis a vista que encontramos lá de cima.
No alto da montanha, a paisagem fumacenta dá lugar a uma região campestre de curiosa beleza. Diz nosso amigo que o campo aqui em cima é bem diferente do de outras regiões. Não era para menos, com essa altitude toda. Segundo ele, em épocas de chuvas a paisagem adquire coloração muito distinta desta. Ao longo do caminho vemos igrejas ricamente ornamentadas (não me refiro a materiais nobres aqui), com multidões entrando e saindo por seus portões, um sem fim de gente que parece estar voltando do trabalho, crianças brincando por todo lado, mas sempre de olho naquele carrão bacana (se pararmos vamos ser rodeados por dezenas delas com pedidos ininteligíveis que possivelmente só significam "dinheiro"). Casas de camponeses misturam-se em meio a montanhas de toras de eucaliptos e outros detritos, restos de galhos e folhas e fardos pesados, prontos para serem levados para a cidade lá embaixo.
Terminada a descida, sou deixado no hotel para fazer as malas, pois partiremos à noite. Estou melhor dos sintomas de gripe que me acometeram na manhã daquele dia, mas a falta de descanso e as duas noites mal-dormidas estão começando a minar minhas energias. Meu estado de espírito me impede de ver beleza, mesmo quando ela está bem ali, na minha frente, na forma de uma belíssima igreja, que lembra muito as igrejas que temos Brasil afora. Fui uma experiência curiosa. Mas sinto um certo contentamento em ver o fim dela.



domingo, 6 de março de 2011

Bate-volta


Quem anda de moto sabe o que é um bate-volta, ou bate-e-volta. Trata-se tão somente de um passeio curto, em estrada, num dia qualquer, preferencialmente num fim-de-semana.
Bem, saí de casa hoje pela manhã, descompromissadamente, para uma voltinha. Fazia dias que não saía com a moto e resolvi que o domingo prometia. Asa norte, Buriti, eixo monumental, Estrutural e quando vi estava em Brazlândia. Essa satélite é uma típica cidadezinha do interior. De lá sai boa parte da produção horti-fruti do DF e onde se produz morangos maravilhosos. Logo na entrada da cidade uma represa com área urbanizada em volta recebe o visitante. De lá, peguei a BR 080 rumo a Pe. Bernando, em Goiás. Fui rodando, rodando, sem vontade de parar. Acabei voltando e o passeio rendeu uns bons 200km rodados. Pude tirar ótimas conclusões: minha XJ6 consegue fazer 300km com um tanque rodando só com o piloto e com a mão moderada. O que é ótimo, não sou de andar a 140 km/h na estrada. Mesmo porque, sem proteção de uma carenagem ou pára-brisa, manter uma velocidade dessas é impensável. Bate-voltas como esse, na velha Juju, me deixariam com o corpo moído, e olha que, para uma 250 a Juju era um bocado confortável. Mas a XJ está um degrau acima. Não senti dores nas costas (além do normal), resultado da excelente posição de pilotagem. A conclusão foi que, mesmo sem a carenagem, a XJ permite encarar um estradão. O consumo de cerca de 20 km/l não assusta. Ela tem fôlego de sobra para ultrapassagens e ainda tem o conforto. Mais 200 quilômetros e estará encerrada a fase de amaciamento.

sábado, 5 de março de 2011

Carnaval

A-la-la-ô. Vou ficar longe da folia. Fico longe da folia há anos. Perdi a graça com carnaval quando ainda brincava as melhores noites no clube da minha cidade (que já não existe mais. O clube, não a cidade, apesar que isso pode ser só questão de tempo). Naqueles idos anos dos quais pouco me lembro, as bandas que tocavam nos clubes começaram a dar espaço à horrenda, chata e pouco criativa música baiana. Era o começo da axé music. Não dava para seguir no ritmo que seguíamos as deliciosas marchinhas, arrastando os pés, malemolentemente, noite adentro. O ritmo era outro, tinha que ter quadril e, no carrossel em que se transformava o salão, simplesmente ficava fora do ritmo. Axé era minha deixa para sair do salão, tomar umas cervejas até que as marchinhas fossem retomadas. Sou um defensor ardoroso delas. A junção na mesma batida de inocência e malandragem, com letras facílimas de decorar - e que fazem sentido, ao contrário de criações de gênios como Carlinhos Brown - com uma generosa dose de irreverência vinham fazendo falta nos nossos carnavais. Até os sambas-enredo das escolas de samba ficaram chatésimos de doer.
Felizmente há luz no fim do túnel. Espetáculos como "Sassaricando" trouxeram à tona clássicas marchinhas e outras nem tão conhecidas. O que impressiona ao assistir o show é a quantidade daquelas músicas que a gente conhece. Há todo um movimento hoje para revitalizar a marchinha e o carnaval com ela embalado. Que ele volte, não como revival, mas como uma força a ser reconhecida. Quem sabe assim eu volto para os salões. Bom carnaval a todos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Quickies

À velocidade de um peido.

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Viram que o Maluf faz parte da Comissão Parlamentar que vai trabalhar na reforma política?

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Viram que o Tiririca ainda está perdido?

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O chato do Caetano lançou outro DVD ao vivo.

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Tá um saco esse negócio de DVD ao vivo, tá não?

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Falha no SERPRO derrubou a Polícia Federal, a Receita Federal e o DETRAN.

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Dizem as más línguas que os equipamentos lá estão velhuscos que só.

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Finalmente alguém no GDF vai propor terminais de ônibus descentralizados para diminuir o tráfego desses veículos no Plano Piloto em Brasília. Há vida inteligente por aí.

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Um dos melhores discos que comprei este ano: Seu Jorge e Almaz (este é formado por Lúcia Maia e Pupilo, da Nação Zumbi, com mais outro malaco aí), com covers tão sacadas quanto variadas, vai de Nelson Cavaquinho a Kraftwerk passando por Tim Maia e Michael Jackson.

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Por falar nele, o atual craque do Palmeiras chama-se Adriano Michael Jackson. Ainda bem que ele é craque, né não?

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Em Minas, após a tragédia com o trio elétrico, proibiram...serpentinas metálicas.

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Deviam proibir essa aberração poluidora sonora chamada trio elétrico.

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Deu na Folha: cantor do Chiclete tira a barba. Minha vida mudou. Meu mundo caiu.

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Esqueci algo?

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...