sábado, 28 de maio de 2011

Post Musical

Já que ainda estou no embalo do show de ontem, permitam-me dar uma pequena introdução aos discos que tenho ouvido ultimamente. Começamos pelo mais recente lançamento do meninos do Cake:
O estilo permanece o mesmo, um pop refinado, cheio de humor às vezes sutil, às vezes bem ácido. A marca registrada Cake está ali, com os vocais quase monocórdicos de John McRea, guitarras inteligentes e doses por vezes nada homeopáticas de trompete. São quase vinte anos de estrada e como todo banda longeva, largas doses da receita de sucesso. Nada a reclamar aqui.
The Baseball Project:
Steve Wynn, Scott McCaughey, Linda Pitmon e Peter Buck - sim, Peter "REM" Buck, se juntam novamente para buscar inspiração musical na história do baseball. Participações especiais de um monte de gente boa fazem deste disco quase country uma audição deliciosamente "laid back", com bons rocks e muita competência.
Booker T. Jones is up next:
Não ouvi intensamente nenhum destes discos, por isso só estou dando esta pequena introdução. Andei ocupado com cinco discos do Rush...Right. Quem já ouviu Booker T. and The MGs já sabe o que encontrar aqui. Muito soul, com participações especiais de Sharon Jones, Lou Reed e outros, muito órgão Hammmond e doses deliciosas de funk. Uma das faixas mais interessantes está sua versão para "Crazy" do Gnarls Barkley e uma de minhas favoritas, "Progress" com Yim Yames, do My Morning Jacket nos vocais. Imperdível. Candidato ao título de melhor disco de soul do ano, na minha humilde opinião.
Este não é muito recente, comprei no Brasil ainda mas tinha ouvido pouco. Trata-se do disco de duetos da adorável Norah Jones. Não, ela não cedeu à fórmula cansada de fazer covers em parceria com outros cantores, só para dar um reforço na carreira. Este disco é, na verdade, a coletânea de Norah Jones de músicas que nunca foram. Bem, tem de tudo, pois essas músicas foram gravadas para os mais variados fins, ao longo da carreira dela, então tem música de tudo quanto é fase, música de filme, música de discos de outros artistas e por aí vai.
Por essas razões, esse disco passa longe de soar hipócrita ou como sinal de carreira sem rumo.
Outros que acabei adquirindo de curiosidade foram:
North Mississippi Allstars
51 Phantom é um grande disco, que recomendo. Tá duvidando, vai ouvir.
Já "Polaris", não é tão bom. Sequer soa como a mesma banda.
Disquinho bem fraco. Mas isso é o que acontece quando se compra no escuro.
Bem, é isso. Vá atrás desses e depois me conta se gostou.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Rush

Curioso como certas coisas na vida tem que acontecer na época certa. Você cruza o caminho de uma certa pessoa e nada acontece. Anos depois, seus caminhos se cruzam e PUMBA! Nasce uma amizade.
Mas vou falar de música. Tneho um grande amigo que é fã de Rush desde séculos (tá, o cara não é tão velho assim). Sempre que começávamos a falar de música, ele mencionava Rush e o show que ele tinho ido ver e tal. Eu sempre disse que não gostava, mas a verdade é que eu nunca tinha ouvido nada direito dos caras.
Quando saiu a confirmação de que eu viria para cá saí à cata de shows para assistir enquanto estivesse na Holanda. Nesta época só achei o do Rush que valesse a pena. Comecei, então, a ouvir a música deles. Só tenho um disco, o "Exit Stage Left", e baixei mais quatro na casa de meu irmão.
Perdoem a qualidade das fotos, tiradas com meu iPod Touch, que por mais que tente, não foi feito para isso. Eu, fotógrafo entusiasta, já perdoei essa falha do aparelhinho, perdoe você também.
O show foi espetacular. Começando pela duração, de quase três horas! Pirotecnias como rojões, lança-chamas e luzes de todo tipo. O som igualmente espetacular. Enfim, foi muito bom, um show que eu certamente recomendo. E, se a amostra de músicas novas valer, o próximo disco vai ser igualmente de alta qualidade.
Este post foi escrito no iPad novo da Bia. Sorry, honey.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sábado de sol

Sábado foi um típico dia de primavera nos países baixinhos. Muito sol e temperatura mais que agradável. Nos cinco anos e pouco que moramos aqui nunca fizemos o trajeto para Dordrecht por via aquática. Há uma linha de "waterbus" ou ônibus aquático que liga as duas localidades em cerca de 58 minutos. Esses ônibus são modernos e rápidos catamarãs, nos quais se viaja sentado, confortavelmente, ou de pé, do deck externo, onde ficam também as bicicletas dos passageiros. Por pouco mais de 4 euros (sem a bicicleta) faz-se um agradável passeio de barco até a antiga Dordrecht. Pelo caminho, passa-se por áreas residenciais, industriais, docas onde é possível ver atracadas as mais diversas embarcações. Acho que vou simplesmente postar umas fotos e comento quando necessário.
No deck, racks para as magrelas e pode-se ficar por ali, curtindo o vento e o sol, o que nesse dia muita gente fez.
Ao lado, dando adeus a Roterdã, com a ponte Willem e uma vista parcial do Oude Haven, ou Porto Velho. A ponte que aparece parcialmente na foto anterior é a Erasmus, mais nova que esta.
À esquerda: quem disse que Roterdã não tem praia?

Lá em cima, quando disse que se pode ver todo tipo de embarcação durante o passeio eu não estava brincando. Neste caso, dois otários remam enquanto os outros curtem. Fazem rodízio, provavelmente.
À esquerda um exemplo de casa à beira do rio. A arquitetura varia pouco, mas os locais são sempre muito encantadores.
À direita, nos recebe a área histórica de Dordrecht, que é uma das cidades mais antigas da região que se conhece, aqui, como Holanda, tendo sido fundada em 1008. Com sua ligação ao mar, tornou-se um importante centro comercial na região.
Confesso que não sei exatamente que prédio é esse, mas ele se encontra, de acordo com o mapa turístico, ná area conhecida como Groothoofdspoort (as zolas de plantão podem me ajudar com a tradução, perhaps?).

Ao lado, a  agradável via que margeia o Nieuwe Haven. Por aqui ainda ficam embarcações históricas, pristinamente mantidas, muitas delas sendo usadas como moradia, como em outros lugares na Holanda.
Cansou? Post longo, não? Cabô ainda não.
Mais alguns barcos estranhos. Esta super-draga, por exemplo. Isso deve sugar até Netuno, se ele marcar bobeira.
Na foto abaixo, um barco antigaço, em excelente estado de conservação. Esses barcos eram usados para as mais diversas atividades.

Muitas dessas embarcações são hoje alugadas para passeios, comemorações, etc.

Na volta a Roterdã, 19h30, o pôr-do-sol começa a se formar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O tempo voltou a melhorar ontem. Até aqui a previsão está acertando.
Resolvi tirar as teias de aranha da minha câmera e saí para uma caminhada à beira-rio. Aproveitei para fotografar um navio de cruzeiro aportado do outro lado. Curioso como a gente se surpreende fotografando as mesmas coisas de novo. Pouca coisa mudou na paisagem de Rotterdam nos dois anos e meio desde que voltamos para o Brasil. Uns arranha-céus novos aqui e ali, mas o resto continua como dantes.
Esses táxis aquáticos passam o dia todo para lá e para cá no gás. É bem divertido vê-los trabalhando. Nunca andei num desses. Hmmm...
Ah, sim. Eis o monstro aportado aqui. Aliás, logo que chegamos o QM2 estava pelas paradas. Depois veio outro grande, cujo nome esqueci, e agora este:
Mas a caminhada me fez bem. Não dá para esperar o pôr-do-sol pois ele anda acontecendo quase dez horas da noite. Observar o rio é algo muito bacana. O vem e vai de barcaças e barcos de todo tipo é contínuo. Na foto acima dá para ver um tanqueiro atracado ao navio, reabastecendo-o. Não fui bem-sucedido na foto do pôr-do-sol, esqueci que estava com os filtros ND na bolsa...
Logo depois dessas fotos a câmera começou a travar, me dando um baita susto. Nada mais era que baterias sem carga alguma.
Então é isso. Amanhã vou de "waterbus" até Dordrecht. Talvez visite um amigo em s-Gravendeel. Bom finds, pessoar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

BIERTJE!

Brouwerij De Molen, em Bodegraven.  Suas cervejas são frequentemente premiadas com a medalha de ouro pela turma do Rate Beer  (www.ratebeer.com) e seu pub também foi eleito o melhor da Holanda. Francamente nós não entendemos bem por quê. Encontrei os caríssimos Elard e Leticia no trem, e lá pelas três da tarde chegamos a Bodegraven, a meio caminho entre Utrecht e Leiden. Quer saber onde é? Google Maps para vocês.
Começamos provando algumas coisitas produzidas na casa:
Essa belezura é a Boreftsblond e apresenta teor alcoólico de 6,5%. Deliciosa e muito refrescante.
Em seguida, provei a Mooi & Meedogenloos, algo como "Legal e sem compaixão".  O que é perfeitamente explicado pelo seu delicioso sabor tostado e pelos 10,2% de teor alcoólico.
Apesar do vento frio, o dia estava muito agradável. Como comprova a foto abaixo:
Cervejistas que se prezam não podem deixar os acepipes de lado, quando saboreiam o produto do esforço e um mestre cervejeiro. Rolaram os já tradicionais bitterballen e esses pãezinhos feitos com a cerveja local, acompanhados de manteiga de alho e uma tapenadazinha:
Depois da degustação e do "banho de sol", era chegada a hora de ir para a lojinha, adquirir uns "souvenires". Minhas escolhas foram exatamente as que provei:
A de rótulo azul é uma cerveja dinamarquesa, recuerdo que me trouxe a Letícia, da Dinamarca.
Nice glass of beer in the company of friends. Life's good.

sábado, 14 de maio de 2011

Ontem foi dia de compras. Quando soube que viria para cá, decidi que ia comprar umas coisinhas que, no Brasil, custam um dinheiro horroroso. Exemplo? Ok. Esta bolha pára-brisa, por exemplo, fabricada pela italiana Givi:
Modelo específico para a XJ6n, custa, nas poucas lojas que tem a peça disponível, no Brasil, em torno de R$ 500,00. Aqui custou Euro 110,00, o que dá em torno de R$ 250,00. Metade do preço. Não tem o que pensar, está encomendada. Se não couber na mala, deixarei para que uma colega que está de mudança leve para mim.
Outro exemplo: jaquetas da também italiana Spidi, não à toa minha marca favorita, no Brasil não saem por menos de R$ 750,00, os modelos mais básicos. A Spidi tem uma linha que se chama H2Out, que nada mais é que uma jaqueta de nylon, à prova d'água, que vai como forro da jaqueta. Pode ser facilmente tirada, permitindo o uso da jaqueta em modo verão. Comprei uma para reforçar meu guarda-roupa, assim como uma calça e mais duas jaquetas que pretendo vender no Brasil. Essas duas jaquetas, ambas com forro H2Out, custaram Euro 198,00. São jaquetas com preteções nos ombros e cotovelos, materiais de primeiríssima qualidade. Vejamos:
Spidi Seven, em cordura, H2Out. Um modelo similar no Brasil custa em torno de R$ 1300,00. Esta adquiri em promoção, por Euro 99,00!  A venda dessas duas jaquetas vai financiar a aquisição de um capacete em fibra de carbono, mais resistente, seguro e leve.
Para o motociclista "normal" parece exagero gastar com jaquetas como essa, para andar na cidade. Quem já provou o gosto do asfalto e passou semanas tentando tomar banho por causa de ralados pelo corpo, sabe o quanto vale estar sempre bem equipado. Segurança passiva é tão importante quanto a ativa, pois nunca se sabe de onde vem o coice.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nós e eles

Vocês vão me perdoar um momento de deslumbramento.Vou falar sobre carros. Os europeus e nossas versões dos mesmos modelos. Sei que os mercados são diferentes, não posso comparar o público-alvo, nem as condições de produção. Produtos industrializados no Brasil são excessivamente taxados, sem exceção. Basta ver quanto custa um iPad no Brasil e nos EUA. Bem. Guardadas as devidas proporções e resguardadas as diferenças, vamos acochambrar um pouco. Ah, não vou sequer mencionar as diferenças técnicas, de equipamentos, etc. Não vai resolver nada, mas desopila.
Vamos começar com a francesa Renault. Chegou há alguns anos no Brasil cheia de marra, lançou excelentes e sucessivos modelos, atualizou-os com os modelos vendidos na Europa, até que...cansou. Aí, a coisa ficou assim:
Renault Clio. Nosso.
Engraçadinho. Baratinho. Boa relação custo-benefício, né? Então.
Renault Clio. Deles.
Vamos passar para aquela que é a marca que mais tem carros bizarros e defasados do país.
Chevrolet Corsa. Nosso.
Nesse eu fui bonzinho, pois essa foi a versão mais recente. O "bolinha" ainda vende na horrorosa forma de sedã.
Opel (a Chevrolet na Europa substituiu a Daewoo) Corsa. Deles.
Eh, eh. Já está atirando o telefone na parede? Fazendo vodu com o cartão do vendedor? Tem mais, caríssimos, tem mais. Volkswagen.
Os executivos da VW, quando informaram da "atualização" do Golf, disseram que o Brasil não receberia a quinta geração do hatch porque a plataforma do 4 era muito melhor. Então fizeram isto:
Não vou mostrar a traseira. Deixa pra lá. Deveriam ter deixado o carro como era.
Quer ver o Golf 5? É a cara do Jetta que acabou de sair de linha. Vou deixar você, caro leitor, ainda com mais ódio, mostrando o VI que, aparentemente também não vai sair no Brasil. A VW, entretanto, está considerando com carinho a possibilidade de lançar o próximo. Considere-se feliz se eles levarem ao menos o Scirocco.
VW Golf. Deles.
Hiii, hi, hi, hi.
Vamos voltar à minha vítima preferida, a Chevrolet. Vira e mexe uma revista testa carros médios e aponta o Astra como um modelo a ser considerado sempre, ótima relação custo-benefício e tal. Lógico! Já faz 30 anos que o carro é vendido no Brasil do mesmo jeito, bicho.
Chevrolet Astra. Nosso.
AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH. Que susto.
Opel (yadda, yadda) Astra. Deles.
Eles ainda tem uma versão perua que é ducacete.
Chega? Não. Mais um, vai.
Renault Mégane Estate (perua, para quem não fala carrês). Nossa.
Permitam-me recordar que este é hoje o único modelo da família Mégane à venda no Brasil. Vou poupá-los de mostrar todos os outros modelos da família disponíveis nas Orópa. Nós ganhamos o Fluence. Que parece ter sido projetado pela Chrysler há 20 anos.
Renault Mégane Estate. Deles.
Repito que sei que os mercados são muito diferentes. Alguns modelos estão menos defasados, outros mais. Mas ainda temos modelos no nosso mercado feito Corsa sedan (que a GM chama de Classic), Vectra, Meriva, Fiesta (alguns modelos), Citroën C3 e por aí vai. Como a gente compra tudo o que empurram, e o que ainda vende continua em linha (falta de opção não é, então não sei), as fábricas acabam por se acomodar. A Renault sofreu com sua rede autorizada e hoje consegue seu sucesso com carros feitos para o terceiro mundo. Desculpe, mercados em desenvolvimento, como o Logan e seu derivado Sandero, que são simprões, de projeto velho e feios de doer.
A variedade de modelos de outras marcas, inclusive, que poderiam estar disponível para nosotros é tanta que eu precisaria de outros 3 ou 4 posts só para dar uns exemplos.
Enquanto isso, a era das carroças ameaça voltar, se as fábricas não tratarem nosso mercado com o respeito que merece.

sábado, 7 de maio de 2011

calô

As temperaturas no Brejo Baixo sobem hoje de novo. Já estou de bermuda, preparado, e pilhado para sair e pôr algo no estômago, que agora já ronca. O proprietário do apê veio com um handyman hoje para consertar o trilho da cortina que ameaçava cair sobre nossas cabeçorras.
Ontem voltamos à taberna caribenha, desta vez com outros amigos. Muito bom, mas acabei com uma ligeira ressaca. Na quinta jantamos num restaurante indonésio, portanto acho que vou ficar longe de comida condimentada por algum tempo. Semana que vem eu mudo o ritmo e vou começar a cozinhar no cafofo. Ainda não decidi se vou jantar ou cozinhar à noite para o dia seguinte. Não sou bom com as panelas e comida esquentada também não me anima muito.
Vamos lá, curtir o calor. Doei.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Apidêiti

Ainda na fase de reencontrar amigos. Ontem tivemos um delicioso jantar na casa de Cris e Martin. Agradabilíssimo.
Hoje fomos tentar comprar uma jaqueta de moto para a Bia. Não conseguimos. Mas achei várias de que gostei e a preços absurdamente baixos. Sério. Euro 89,00 por uma jaqueta Spidi italiana, com forro impermeável removível, que custa no Brasil em torno de milão? Dá-me dos.
Aquisições culturais hoje: comprei o livro "Paris" do historiador britânico Anthony Beevor escrito junto com Artemis Cooper, que ainda tenho que descobrir quem é. Trata da vida em Paris, no pós-liberação, 1944-1949. Adquirimos também o disco novo do Cake, "Showroom of Compassion", e dois do North Mississippi Allstars, "51 Phantom" e "Polaris".
Nossa ida à loja de motos me fez sentir uma raiva sem precedentes da Yamaha Brasil. Explico: no Brasil, o modelo que adquiri, a XJ6 está disponível em duas versões, a n, pelada, sem carenagem, e a F, naturalmente carenada.  A n, no Brasil está disponível em duas cores: preta e vermelha. A branca, que comprei em dezembro, não está mais disponível para nós mortais brasileiros. A F, carenada, só se compra na cor preta.
Minha indignação veio quando hoje, ao conferirmos o que tinha lá disponível, descobrimos que aqui a n vem em, pelo menos três cores, e que a F, que aqui se chama Diversion, está disponível em umas quatro ou cinco cores, entre elas a branca (lindíssima) e a vermelha (ainda mais linda). A gente não merece mesmo, não?
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Jantar indonésio com amigos à noite. Tudo muito bom e o papo maravilhoso. Marga en Peter, dank je wel! (acertei?)