terça-feira, 30 de agosto de 2011

Já disse que sou um procrastinador, não? Preciso ir ao dentista. Já marquei a primeira consulta? Ainda não. Preciso ir ao dermatologista. Já marquei a consulta? Ainda não. Planejamos há tempos fins-de-semana em São Paulo e no Rio. Já marcamos as passagens? Ainda não.
Eis um ciclo vicioso que gostaria muito de quebrar. Claro que bastaria quebrá-lo, não? Sou prisioneiro eterno do "amanhã eu faço". Sempre buscando algo de menos importância e de premência discutível para fazer e poder deixar um simples telefonema para amanhã. Eu chego lá. Só não hoje.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tudo que vai

Mais um capítulo na saga "Gente que vai e gente que vem". Patrícia, a dos pom-pons, parte hoje em definitivo para Madri. Para ela, um novo começo. Para nós, mais um amigo que vai para longe, assim como nós já fomos para longe e deixamos amigos para trás, lá e cá. A ela muita sorte e que a gente se reencontre logo, onde quer que seja.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Muito assunto e procrastinação

Não estou em crise de criatividade. Tenho vários assuntos sobre os quais poderia postar. Mas tem aqueles dias em que a gente decide pela procrastinação. A minha é assim: amanhã eu posto alguma coisa. Chega amanhã, eu vou pensar que tenho ainda que baixar as fotos da câmera. E a cada dia uma coisa nova impede que a postagem saia.
É como a decisão de trocar o computador de casa. Decidimos que vamos nos livrar do PC, do scanner e da impressora, junto com um par de caixas acústicas. Boas, mas grandes. Bem, então temos que fazer o back up das coisas. Ok. Amanhã a gente começa. Aí a licença do antivírus venceu, o que significa que o computador está desprotegido. Renovar? Não, a gente vai trocar o computador, né? A gente entra num círculo vicioso: não usa mais o computador porque o antivírus está vencido. Não renova porque vamos trocar a máquina. Não troca logo porque tem que fazer o back up. Não faz logo porque...ah, dá uma preguiça. E assim vai.
Enquanto isso, divirtam-se com os links aí de cima. Depois eu escrevo mais. Maybe.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bourbon Street Fest, day 2

Com as pernas ainda cansadas do dia anterior, armado com minha Canon EOS 400D com lente Sigma 24-70 f/2.8, lá fui para o Museu da República. Encontrei a Patrícia e tomamos uma cerveja enquanto aguardávamos a primeira atração. A programação tinha Cynthia Girtley, representante do gospel, que faria homenagem a Mahalia Jackson, John Mooney & Bluesiana e fecharia com a Dirty Dozen Brass Band, com seu soul/funk. Devo dizer que a programação do segundo dia foi muito melhor que a do primeiro. 
Ms. Girtley entra no palco num vestido rosa, senta-se ao piano e dá início ao culto. Sim, ela nos fez sentir que estávamos na missa de domingo em uma igreja da Louisiana. Nos quarenta minutos que se seguiram ela desfiou clássicos do cancioneiro gospel, emendou com blues, sempre acompanhada de uma backing vocal, um saxofonista e um baterista. Não resisti e soltei um "God Bless You", bem alto.
Em seguida foi a vez do carecão John Mooney tomar o palco. Acompanhado de um baixista clone do príncipe William e de um percussionista, fez um tremendo show de blues - me fez lembrar do Seasick Steve - e depois desceu e cumprimentou o público.
Ninguém estava preparado para o que se seguiu. A Dirty Dozen Brass Band toma o palco de assalto e emenda quase duas horas de show ininterruptas, destilando uma mistura de soul e funk que muito poucos artistas conseguem reproduzir.

O trio guitarra, bateria e baixo, ops, tuba, entra primeiro para dar aquela aquecida no público. Logo depois vem o resto da turma.
Tem mais...
 Vale até tocar dois instrumentos ao mesmo tempo (acima e abaixo).
Mais para o fim do show, a banda puxou meia dúzia de senhoritas para dançar com eles além de uma galera que começou a dançar break bem atrás de nós (confesso que fiquei com receio de levar um pé na cara de um deles).

No fim de umas duas horas, ficou o queixo no chão com a disposição dos "coroas" da Dirty Dozen Brass Band. That´s how you funk, brother.

sábado, 6 de agosto de 2011

Bourbon Street Fest 2011

Brasília foi finalmente descoberta como parada obrigatória para shows internacionais. Ontem aconteceu a primeira noite do Bourbon Street Fest 2011, festival organizado há 9 anos pelo Bourbon Street Music Club, de São Paulo. Palco montado em área pública e atrações de boa qualidade fizeram da noite de sexta algo especial. O show começou com o sexteto do trombonista Delfeayo Marsalis. Tentei tirar algumas fotos, mas mesmo com o ISO da câmera regulado para 800, deixou a desejar. Afinal levei minha Powershot AS490. Só depois que vi que deixei a regulagem para 3MP e daí a qualidade das fotos caiu um bocado. Mas eis algumas:
Delfeayo entrou às 20:15, um belo atraso de 45 minutos, já que o início estava programado para as 19:30. Apesar de os jornais de Brasília anunciarem um grupo brasileiro abrindo os trabalhos, isso não aconteceu e a programação anunciada no site oficial do Festival, confirmou-se.


Aqui cabe uma crítica à organização. Estava muito difícil ver o rosto dos músicos, principalmente dos que se posicionaram à frente no palco. A razão disso é que só havia iluminação vinda de cima. Não havia refletores abaixo da linha do rosto dos artistas, nem na plataforma de som, distante uns 20 metros do palco. Isso se revelou um problema ainda maior quando entrou a atração seguinte, Nathan and the Zydeco Cha Chas:
 O zydeco é um ritmo muito alegre, típico da Louisianna, mistura elementos de blues, rock, soul com acordeom e "washboard". Não raro é cantado em francês ou creole.

 Já na segunda música Nathan desce do palco, mistura-se à multidão, causando excitação e confusão entre público, segurança e fotógrafos. Nada de mais, foi tudo muito bacana. O sujeito é uma figuraça, fazendo passinhos e dando volteios enquanto ataca as teclas de seu instrumento. Um ponto alto da noite, que tornou um pouco mais difícil a tarefa da atração a seguir.
É bem possível qua algumas das atrações sejam artistas de menor projeção em Nova Orleans, à exceção de Delfeayo Marsalis e da Dirty Dozen Brass Band, que fecha o festival hoje.
New Orleans Ladies of Soul entrou em seguida. A banda fez um warm-up e pareceu que eles precisavam mesmo, pois alguma coisa parecia estar faltando. O tecladista não parecia saber ajustar seus instrumentos, fazendo com que o som de piano soasse amadorístico. O band leader parecia um clone do Bill Cosby, comediante americano. 
O som deles parecia um tanto desarticulado e só acharam o rumo depois que entraram no palco as Ladies of Soul. Depois da segunda música as coisas até que melhoraram. O jovem baixista, apesar de tecnicamente muito bom, parecia deslocado. Ainda mais quando as vocalistas - nenhuma delas uma supermodel, mas nem um pingo incomodadas com isso - o provocavam. 



No frigir dos ovos, uma noite muito agradável e divertida, ajudada também pelo tempo, pois nem frio fez. Hoje os estilos apresentados serão o gospel, blues e "brass funk". Stay tuned.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...