sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Borges

Fresco de uma rápida revisão, Borges está com o coração em dia. Carburador, cabos de acelerador e embreagem revisados. Também foi regulado o facão, o que fez com que a traseira do Borges "assentasse". Isso exige que os faróis sejam regulados, para que eu não "ofenda" os outros motoristas.
O mecânico, sr. José Alberto, descobriu que os giclês eram de um Fusca 1500. Isso explica o desempenho um tanto apimentado para um 1300L além do consumo um tanto exagerado. Na última marcação consegui pouco mais de 9 km\l. Segundo o seu José eu vou ter uma agradável surpresa com o consumo. Mas já deu para sentir a diferença no desempenho.  Amanhã vou providenciar a instalação de película protetora nos vidros. Dependendo do preço vou optar pela do tipo antivandalismo, mais resistente que a película comum. Segunda-feira, se nada der errado, será o dia em que o Borges receberá um novo parabrisas. E aí pretendo parar um pouco com os gastos com o bicho e só mantê-lo durante a temporada de chuvas.

domingo, 25 de setembro de 2011

Chapada dos Veadeiros

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros fica no Planalto Central do Brasil e seu portão de entrada fica na vila de São Jorge. Com cerca de mil habitantes, esse vilarejo, ligado à cidade de Alto Paraíso por 30 quilômetros de estrada, sendo 13 deles de terra, vive hoje praticamente apenas do turismo. Lá há 170 guias registrados pela administração do parque. Desses, muitos trabalharam na extração de cristais,
atividade que durou por cerca de quarenta anos na região e deixou suas tristes marcas no local:
Meu guia, o Nivaldo, explicou que eles chegavam a cavar poços de 30 a 40 metros de profundidade. Quando o Parque foi criado, muitos dos garimpeiros, nativos da região como o Nivaldo, foram treinados para trabalhar como guias. Ao seu conhecimento natural da Chapada foram acrescidos vários outros, como noções de preservação ambiental.
A caminhada é dura. Meu passeio foi classificado como curto, e durou mais de cinco horas. O terreno é muito íngreme e o dia estava muito seco, 7% no sábado. Temperaturas altíssimas fazem qualquer um desanimar. Acordei tarde e por isso comecei o passeio tarde. O ideal é iniciar antes das 9 horas da manhã. Compramos frutas, biscoitos e água e nos atiramos no cerradão. Os grupos são de até dez pessoas. Nivaldo guiava somente a mim, mas acabamos nos juntando a outros grupos e guias no caminho.
Mesmo na época mais seca do ano, a beleza do lugar é indiscutível.
Notei que em vários trechos havia "caminhos" feitos com pedras. Nivaldo me explicou que os guias foram arrumando aquelas passarelas ao longo dos anos. Um trabalho monstruoso.
Uma coisa boa de ser ter um guia exclusivo é que ele acaba tendo tempo de mostrar coisas que os guias de grupos completos acabam deixando passar, como esta "nascente" de cristais que parecem ter sido lapidados, de tão transparentes.
Após umas boas duas horas e várias paradas, vislumbramos os primeiros trechos do Rio Preto, que corta o parque. Deste mirante, e apenas dele, visto que o acesso à base da cachoeira é vedado aos turistas, pode-se admirar o Salto do 120. Cabe lembrar que fiz o passeio dos dois saltos. Há ainda outro, chamado passeio dos cânions.

O Salto do 120 é o principal cartão postal da Chapada dos Veadeiros. Este horário é particularmente implacável com aqueles que anseiam tirar fotos de melhor qualidade. A luz e o contraste são simplesmente muito difíceis de se lidar. A esta altura o guia já anunciava a primeira parada do dia, o Salto do 80, rio acima, para lanche e banho.
Eu já sentia uma enorme bolha na lateral do dedão esquerdo. Escolhi corretamente o calçado, mas não as meias que, meio frouxas na parte frontal do pé, causaram atrito resultando em bolhas.
Neste local a água é muito, muito fria. Não tive coragem de nadar, mas me molhei inteiro, aos poucos, de camiseta e tudo. Neste ponto eu sentia o calor emanar do meu corpo como uma fornalha. Aproveitei para descansar, comer, reidratar e refrescar o cabeção um pouco.
A época não estava muito propícia para flores, e foram poucas as que pude ver pelo caminho, como a Sempre Viva e a Viuvinha.
Esta é a Quaresmeira, em seguida a Viuvinha.

Pois então. Corpo descansado, refrescado e alimentado, tomamos o caminho para as corredeiras, um pouco rio acima. Foi o trecho mais complicado pois o que na ida tinha sido uma descida íngreme, na volta foi uma subida agonizante. Mesmo descansado, tive que parar várias vezes para recuperar o fôlego. O peso da câmera com alguns extras contribuiu para a dificuldade. Vencida essa etapa, chegamos a um pedaço da trilha que é utilizada pelos veículos 4X4 autorizados a entrar no parque. E aí chegamos a este lugar:
Depois de tanta caminhada, sentar ali no meio da piscina, sobre uma pedra, com os pés apoiados, recebendo a água sobre músculos cansados...não tem preço. Ensaiei várias vezes para sair e retomar a caminhada de volta, mas a água estava simplesmente perfeita, vários graus mais quente que a água no Salto do 80, rio abaixo.




Após este banho foi bem mais fácil acabar de subir o morro e voltar para São Jorge. Nesta etapa da caminhada, usei o monopé atrás das minhas costas, sob a mochila, tirando o peso dela dos ombros. Até então eu o vinha utilizando como cajado, o que ajudou nas subidas, mas neste ponto já não era mais necessário. Enfim, para quem gosta desse tipo de passeio, recomendo fortemente. Ficamos no que parece ser a pousada mais confortável da vila. Se você tem dois carros e tem mais dó de um deles, pegue o outro, pois os 13 quilômetros de terra são um bocado ruins. Há costelas e costelinhas de vaca. As primeiras são mais complicadas, pois não dá para imprimir boa velocidade. As menores, bem, a melhor técnica é pisar no acelerador. Infelizmente não dá para fazê-lo o tempo todo porque do nada aparece uma plantação de pedras e buracos com muita poeira solta. Fica a apenas 260 quilômetros de Brasília e o passeio pela Chapada é só uma das muitas coisas que se pode fazer por ali. Next stop: Vale da Lua.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Right. Let's get this party started.
Fazendo jus à minha fama de blogueiro bissexto, passei uns diazinhos sem postar. Vamos lá, nesse meio tempo dei um giro lá em Parispozinho. Fui ver a família, pois fazia tempo. Acabei revendo uma pá de amigos e até um primo, cujo filho e esposa eu não conhecia.
Voltei para a secura de Brasília, direto pro trabalho, onde cheguei com uma dor de ouvido miserável, provavelmente graças ao vento frio que fez no sábado à noite, quando fomos passar horas agradabilíssimas na casa de nuestro amigo casi hermano Laertones Morricones. Aliás, foi um fim de semana que me causou um bocado de inveja, pois acabei conhecendo a casa de outro amigo casi hermano Zeckary. Beleza de casa e hospitalidade nota 10. Depois foi a vez da casa de meus cunhados, que nada mais é que a casa reciclada onde morava a família toda. Mas a reciclagem ficou também nota 10.
Sabe que até deu vontade de ter uma casa? Mas já passou...
xxx---xxx
Perdi a vaga extra da garagem do meu prédio. As vagas extras são sorteadas entre os interessados a cada seis meses. Agora, com a proximidade da estação (muito) chuvosa, esperava candidamente ser sorteado pela terceira vez. Não rolou. Borges vai para a rua. Providenciei hoje a troca de umas pecitas que estavam me dando dor-de-cabeça e aproveitei para instalar um alarme. Nunca é demais, né? Já providenciei também uma capa de melhor qualidade que a que comprei no ano passado, que rasgou com um ventinho à toa. Na semana que vem ele vai finalmente passar por uma pequena revisão mecânica. Aproveitarei para mandar passar um carpetinho no console central e negociar a aquisição para adaptação de assentos de Gol. Também vai ser efetuada a troca do pára-brisas - velhusco e riscado - por um verde com degradée, laminado, mais seguro. Os demais vidros receberão a aplicação de película.
No mais, tudo bacana. Vou preparar um post sobre a Chapada dos Veadeiros. Tem um bocado de fotos para postar. Inté, pangaré.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

EstaTRÍSTicas


Estatísticas estão por toda parte. Sempre pensei torto em relação a elas. Nunca aceitei direito que uma pesquisa feita com apenas duzentas pessoas pudesse ser de alguma forma representativa. Mas vá lá. É universalmente aceito, não?
Como motociclista, tem umas estatísticas que me emputecem. Guenta aí, mexplico.
Todos os dias a imprensa não-especializada publica algo do tipo "tantos acidentes de moto no mês passado. Aumento de 150% em relação ao mesmo período, blá-blá-di-blá"... A primeira imbecilidade que me salta aos olhos, e que escapa à compreensão da imprensa leiga, é que a frota motociclística cresceu mais ou menos isso no tal mesmo período. Óbvio que os acidentes vão aumentar. Por acaso o número de acidentes com automóveis é o mesmo hoje de cinco anos atrás? Hein, hein? Claro que não. A essa imprensa néscia só interessa criar polêmica, resguardando os interesses sabe-se lá de quem.
Tem outra coisa que me emputece nessas estatísticas: nunca são esclarecidas as circunstâncias desses acidentes. Fica parecendo, claro, que os acidentes acontecem por culpa dos próprios motociclistas. Nessas estatísticas nunca aparecem os motoristas inconsequentes, os buracos, defeitos e sujeira do asfalto e por aí vai. Eu sei. Eu vivo isso.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...