domingo, 18 de março de 2012

Sampa, day 5

Uma noite inteira de sono bem dormido, um bom café da manhã e poucos planos para o dia. Saímos em direção à Estação da Luz, para visitar o Parque e o Museu da Língua Portuguesa. Primeiro, o parque:
Na foto acima, o belíssimo - e inacabado - prédio da Pinacoteca, que também fica no Parque da Luz.
Saindo do parque era hora de experimentar o moderno e interativo Museu da Língua Portuguesa, que ocupa o antigo anexo da Administração da Estação da Luz.
O Museu, cuja entrada localiza-se logo ali, naquele cantinho à esquerda na foto, é muito moderno e muito bacana. Vale muito a pena a visita. A Estação da Luz é um espetáculo à parte:
A meticulosa restauração da Estação foi concluída em 2006 e trouxe de volta a glória de todos os componentes importados que fazem desta construção um dos mais magníficos edifícios da capital paulista.
Terminado este passeio, de volta à Vila Madalena para comer a costela no bafo que não conseguimos comer ontem. E olha só isto:
Assada no bafo por 24 horas, é uma especialidade da Cervejaria Patriarca, na esquina da Mourato com a Aspicuelta. Movimentadíssima, requer certa paciência para se conseguir uma mesa. Mas o serviço é ótimo.
Qualquer dúvida com relação à delícia que é essa costela, veja:
video
Agora chega. Descansando, afinal é domingão. Amanhã, de volta pra casa.

Sampa, day 4

Ontem foi brutal. Pés, pernas e costas em frangalhos nos deixaram de molho. Sexta-feira, jantar no hotel e cama pra recuperar. Manhã de sábado, decidimos pegar leve. Passava de dez da manhã quando chegamos na estação Liberdade do Metrô.
Confesso que esse bairro marcou um certo desapontamento para mim. Esses postes com as lanternas, marca registrada, estão precisando há tempos de uma renovação - pintura, etc. - e isso inclui os portais. As galerais mais se parecem com sucursais do Paraguai, a diferença sendo que os produtos são importados do Japão. Muita coisa bacana, mas muita porcaria também.
Descemos e subimos a Galvão Bueno, deixamos a visita ao Museu da Imigração Japonesa para a próxima, sentamos num restaurante em frente à praça da Liberdade, matamos um ótimo yakissoba e voltamos para o hotel a fim de descansar um pouco e visitar uns amigos mais pro fim da tarde.
À noite fomos para a Vila Madelana. O lugar que queríamos - e vários outros - estavam totalmente tomados. Havia outros lugares com música ruim ridiculamente alta - I'm too old for that shit - por isso acabamos numa bruschetteria meio genérica, mas de boa qualidade.
And that was it.

sábado, 17 de março de 2012

São Paulo - Arquitetura

Andar pelos bairros de São Paulo é uma experiência muito bacana. Não raro, parece que estamos em qualquer cidade do interior, com as calçadas estreitas, os prédios antigos, quase deformados depois de inúmeras reformas, nem sempre cuidadosas. Aqui e ali pipocam edifícios de arquitetura rebuscada, alguns em bom estado, outros nem tanto. No centro, edifícios do século XIX, dividem espaço com modernices de fachadas de vidro. Uma coisa é certa: não dá para ficar indiferente.
Interior da Estação da Luz
Próximo à Estação da Luz, à esquerda o renovado edifício que abriga a Pinacoteca e estação
Júlio Prestes/Sala São Paulo, sede da OSESP



















E entre as duas anteriores, degradação. Aguardando restauração, talvez?


















Ei-la: a fachada do belíssimo edifício da Pinacoteca

A Avenida Paulista dispensa apresentações



E bem ali, entre moderníssimos edifícios, com o metro quadrado mais caro do país,
necessitando de carinho e cuidado, este belíssimo casarão

De longe a estrutura do MASP dá a impressão de estar envergando. De perto,
percebe-se a necessidade urgente de reformas




















Catederal da Sé:imponência
Este edifício fica no Pateo do Collegio e abriga algum órgão
governamental
























Casario na rua Roberto Simonsen, atrás do Pateo do Collegio.
No cantinho esquerdo, um pedacinho do Solar da Marquesa de Santos
Fachada do Banco de São Paulo (não confundir com o finado
BANESPA)























Edifício Altino Arantes

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sampa, day 3

O dia hoje foi cheio.
Catedral da Sé
Pateo do Collegio
Solar da Marquesa de Santos
Beco do Collegio, mais conhecido como Beco do Pinto
Vista do mirante do prédio do Banespa, hoje Santander
O mirante fica a 160 metros de altura. Só é permitidoum grupo de cinco pessoas de cada vez, por cinco minutos.
Nossos cinco minutos foram só três. Vale a espera e a subida.
Fora
Dentro
Viaduto Santa Ifigênia
Cappuccino com strudel de maçã no Girondino, no Largo de São Bento. R-E-C-O-M-E-N-D-O.
A confusão na Ladeira Porto Geral, próximo à 25 de Março
Mercado Municipal. Os adjetivos são muitos: maravilhoso, incrível, delicioso,
variado...quero morar aqui dentro!
Ao entrar você é envolvido por um festival de cores, cheiros, sabores e sons
indescritíveis

Não dá para ir ao Mercado Municipal e sair sem comer um pastel. De palmito,
neste caso, acompanhado de fatuche.
Anhangabaú
Theatro Municipal e...
Last but not least, Galeria do Rock. Estamos só o bagaço. Tem muito mais fotos,
que colocarei num post adicional.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sampa, day 2

Sampa nos acordou com um calorão miserável no segundo dia. Hoje resolvemos sair para umas compras pela manhã. Compramos cartão recarregável do Metrô, e lá fomos nós em direção à Estação da Luz, parada final da linha amarela.
Bia mirou a rua José Paulino, onde enfileiram-se dos dois lados lojas e mais lojas de roupas a preços bacanas. Depois de um tempo e centenas de reais, foi a minha vez. Descemos em direção à General Osório, onde adquiri luvas impermeáveis, segunda-pele e sliders (peça que protege a moto em caso de queda). Algumas centenas de reais depois, com as pernas em pandarecos, resolvemos voltar para o hotel e deixar o peso, antes de irmos almoçar. No caminho para a estação, parada para uma foto:
"Que é quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João..."
O almoço foi num lugarzinho não muito longe do hotel, simples e simpático, barato e com comida bem gostosa. O lugar chama-se Sinhá.
Feito isso, metrozão de novo, em direção à Avenida Paulista. Céu feio, ameaçando chuva, descemos na  monstruosa estação Paulista/Consolação, ziguezagueamos por suas entranhas até sairmos do outro lado, 
e darmos com esta vista:

Perdoem a qualidade da foto. A nova câmera não lida muito bem com contrastes. Subimos e descemos, entramos no parque Trianon:
A esta altura as pernas e pés dos dois pediam arrego. Depois de tirar as clássicas fotos do MASP (que está vergonhosamente precisando de reformas e de tirar os mendigos e sem-teto que dormem no vão livre), tomamos o Metrô de volta em pleno horário de pico, em torno das 17 horas, totalmente lotado, e agora nos preparamos para fazer algo logo mais à noite. Inté, então.
--XX--
Atualização notúrnica: fomos à Margherita Pizzeria, na esquina da Haddock Lobo com a Alameda Tietê. Comemos uma excelente pizza de requeijão com cebola roxa e azeitonas pretas (Pigalle) em massa fina. Ótimo serviço e preços honestos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sampa, day 1

Recebi olhares estranhos quando comentei que passaríamos cinco de nossos dez dias de férias em São Paulo. Não dá para entender como há tantos brasileiros por aí que não veem a capital paulista como destino turístico. Há muito o que fazer, muito o que comer, muito o que ver, muito o que andar, conhecer, visitar, comprar, beber...
Confesso que o tamanho e a velocidade da cidade ainda me assustam. Não sou chegado a metrópoles. A falta de noção de onde se está, distâncias, como chegar onde, insegurança...Temores naturais quando se está num lugar desconhecido e gigantesco como São Paulo. Não totalmente desconhecido, claro, mas assim mesmo. 
O assustador (na aterrissagem), mas simpático Congonhas nos recebeu com um ceuzão azul e poucas nuvens. Calor de 27C (acho que estava mais) e muito abafado. Pegamos alguns trechos de trânsito difícil, mas nem reclamamos, afinal os paulistanos convivem todo santo dia com isso. Nosso hotel fica em Pinheiros, a 500m da estação Faria Lima do Metrô. A Vila Madalena é logo ali.
Almoçamos no mesmo horário de sempre, mas já meio tarde, pois passava das duas. Um curto passeio Pedroso de Moraes acima, uma passadinha rápida na FNAC para comprar um presentinho, cochilo e estamos prontos para curtir a noite. Bem, um pedaço dela, afinal faz tempo que perdemos o hábito de esticar além das doze badaladas notúrnicas. De qualquer forma, amanhã será um dia cheio e espero ter fotos minhas para postar aqui. Comprei câmera para isso. Inté então.
--XX--
Atualização: decidimos ir à Cervejaria Nacional, a poucas quadras do hotel. Eles tem cervejas próprias com nomes como Y-Îara Pilsen, Kurupira Ale e Sa-Si Stout. Amplo cardápio de petiscos e pratos, com várias opções de tamanho de porção. O ambiente é agradável, assim como o serviço. O chopp mais barato sai por R$ 6,90. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Segurança X Seguro Obrigatório - Pt. 2

Apesar do título, o post anterior não atacou como deveria a equação seguro obrigatório = gastos com vítimas de acidentes.
Sempre que uma estatística é mencionada, sobretudo pela grande imprensa, sempre me soa como algo direcionado a angaria a antipatia do leitor contra a motocicleta e o motociclista. Por quê? Ora, se só é mencionado que o "sistema público de saúde gasta x milhões por ano com vítimas de acidentes envolvendo motos" falha em informar quanto se arrecada na forma de seguro obrigatório. Para quem não sabe, ilustro:
vou pagar, este ano, de seguro obrigatório para meu VW Polo sedan 1.6, que pesa uma tonelada, não tem airbags nem ABS exatos R$ 101,16. Para minha Yamaha XJ-6n, de 600 cilindradas (0.6 para os automobilistas), que pesa em torno de 200kg, exatos R$ 279,27 serão pagos a título de seguro obrigatório. Por quê a diferença? Moto é perigoso. Não, carros não matam. Quando eles fecham uma moto, é culpa da moto, suponho?
Não vem ao caso. O que vem ao caso é saber quanto se arrecada de seguro obrigatório, quanto desse seguro reverte para o serviço de saúde pública. E tornar isso público. A grande e não-especializada imprensa faria um favor superior à sociedade se tratasse assuntos como esse com isenção. 
Outra coisa que nunca vemos quando estatísticas de acidentes são apresentadas é a indicação dos culpados. De todos os acidentes envolvendo motos na capital federal, por exemplo, qual percetual é culpa dos motociclistas e qual é culpa dos motoristas. Assim, se na maior parte das vezes a culpa é do motociclista, significa que é com eles que devemos trabalhar. Ao contrário, se a maior parte dos culpados são os motoristas, aí trata-se de parar de demonizar a moto e o motociclista e evitar que a imprudência dos motoristas matem aqueles que são figuras mais frágeis no trânsito, cuja máxima é "a responsabilidade pela segurança do mais fraco é do mais forte". Fazendo isso, poderemos ainda descobrir que o poder público tem grande parcela de culpa pelos acidentes de trânsito, seja por omissão quanto à educação, fiscalização e formação adequada dos condutores, seja pelo descaso com a situação das vias públicas.  
Enfim, não se trata somente de dizer quem morre mais ou quem mata mais, mas de apontar os verdadeiros culpados, sejam quem forem, e usar isso como ponto de partida para um trabalho mais bem elaborado e amplo. Os engenheiros que projetam as vias públicas devem levar as motocicletas em consideração, o governo pode abrir mão de impostos sobre equipamentos de segurança, e todos motoristas, motociclistas e pedestres podemos encarar o trânsito como coisa séria e passar a agir como cidadãos educados.
Pilote seguro. Pilote equipado.