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Mostrando postagens de Abril, 2012

O gosto pela escrita e o talento que me falta

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Gosto de escrever. Aprendi a gostar há muito tempo, mas há menos tempo do que aprendi a gostar de ler. Não é novidade que devemos incentivar as crianças a ler desde pequenas, seja lá o que for. Vale até catálogo de móveis. Um bom começo - tem gente que torce o nariz, acredite - é a leitura de gibis. Nós os líamos aos montes, de Mickey Mouse a Recruta Zero. Eu lia até alguns Pasquins do meu pai. Àquela tenra idade confesso que entendia patavina.
A transição das revistinhas com desenhos e figuras para os livros foi feita com literatura de bolso, mais especificamente livrinhos de bang-bang, com eram conhecidos - olhaí, gente torcendo o nariz de novo. Meu pai os comprava ou trocava com os amigos Tínhamos até autores preferidos, como Keith Luger (pseudônimo do escritor espanhol Miguel Oliveros Tovar), Silver Kane (pseudônimo do também espanhol Francisco González Ledesma) e Marcial Lafuente Estefanía (não é pseudônimo, mas obviamente espanhol). Literatura rasteira ou não, o fato é que aque…

Difíceis escolhas

Quem nunca se deparou com a dúvida na hora de comprar qualquer coisa? Carro, câmera, telefone, massa de tomate, macarrão, arroz...para praticamente tudo tem opção a dar com pau.
Nem sempre foi assim. Houve um tempo em que poucas marcas dominavam certos mercados. A indústria automobilística, por exemplo, pré abertura das importações, em 1992 - única coisa decente que fez aquelle collorido despirocado - tinha poucos modelos espalhados por pouquíssimas marcas. Hoje a dúvida na hora de escolher um carro é muito mais difícil de dirimir. Tem preço, design, marcas de preferência, confança no pós-venda e por aí vai. E na hora de trocar o celular, por exemplo? A indústria usa características técnicas insondáveis para o consumidor comum como armas de venda. Daí esse mesmo consumidor tem que buscar avaliações na internet que, na maioria das vezes, não soluciona nada e só complica. O tecniquês só serve para nerds. No vai e vem desencontrado de informações certas bobeiras acabam sendo difundidas.…

Equipamentos pt. II

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Essa aí é a Givi T469, a mais nova aquisição. Bem, acabei de encomendar na Soul Moto pela módica quantia de R$ 616,00. Cada bolsa tem capacidade para 20/32l (elas são expansíveis), são presas com duas longas tiras de velcro e possuem ainda uma terceira fita para fixação. Para melhor acomodação da bagagem há elásticos internos (como o de malas) e elas têm reforço rígido nas bordas. A proteção contra a chuva vem de capas removíveis e ainda tem uma alça de ombro para carregá-las. Acho que agora o capítulo equipamentos está completo.
xx -- xx
Capítulo menos alegre tem sido o serviço nas concessionárias Yamaha do DF. Como sobraram apenas três concessionárias (pequenas) a coisa está degringolando. Quando levei a Branca para a troca de óleo, a Saga de Taguatinha, não tinha o filtro disponível. Nesta semana comecei a telefonar atrás de pastilhas de freio, pois terei que trocar antes da viagem. A Saga respondeu que demoraria 20 dias úteis (!!!) para receber e que cada par custaria cerca de R$…

The trip

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Já disse antes que viagem de moto não se faz assim, de qualquer jeito, requer um certo planejamento. Paradas para descanso são muito mais frequentes e essenciais do que quando se viaja de carro. Assim, meu primeiro dia de viagem terá paradas a cada 90 minutos, mais ou menos. Os reabastecimentos deverão ser feitos a cada 330km, tendo como base um consumo de 22 km/l - espero fazer mais que isso, em torno de 24 km/l. A parada para pernoite, não importando a que hora isso aconteça, será feita no Maquiné Park Hotel, a cerca de 700km de Brasília (estou confiando no Google Maps). Não pretendo sair muito cedo de Brasília, mas tenho que ter em mente que o sol se põe bem mais cedo no inverno.
A saída do segundo dia deverá acontecer mais cedo, em torno das seis da manhã, por uma razão muito simples apesar de ser uma perna ligeiramente mais curta que a primeira, vou ter um trecho de serra na região de Teresópolis, no qual a velocidade de cruzeiro terá que ser reduzida drasticamente. Assim, saind…
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Em mais um capítulo da novela "coisas que motociclistas usam", mais dois produtinhos. Um deles não é específico de motociclistas, mas todo mundo que já tomou uma chuva de surpresa, sabe a falta que faz uma destas:
Ah, mas o que é isso, você se pergunta? Isso é uma toalha ultra-absorvente. Tem o tamanho de uma toalha de rosto - vem em vários tamanhos, na verdade - cabe em qualquer lugar. Por ser fabricada em microfibra também seca rapidamente. Acho que, assim como meu canivete suíço, vai ser companhia constante nas minhas viagens e passeios por aí.
Sempre fui muito chato com certas coisas. Por exemplo, quando passei a usar óculos, há 250 anos, não suportava manchas nas lentes. Ainda não suporto. Óculos embaçados, cheios de marcas sempre me deram nos nervos. Mais tarde, quando aprendi a dirigir, passei a ser intolerante também com pára-brisas. Me dá verdadeiro ódio quando, na estrada, aquele besourão vem bater exatamente no meu campo de visão. Bem ali, naquele ponto. E com to…
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Designers existem para tornar nossas vidas mais cheias de graça, beleza, funcionalidade. Muitos desses profissionais deveriam mudar de ramo. Entretanto, há aqueles que definitivamente tem o usuário em mente quando desenham um produto. Eis um ótimo exemplo:
A foto mostra a colocação de uma bolsa de tanque com o sistema Tank Lock da italiana Givi. Os sistemas até então utilizados por motociclistas do mundo todo eram por tiras fixadas ao tanque ou magnéticos. Estes, mais práticas, tinham o inconveniente de não se poder colocar na bolsa - ou perto dela - cartões magnéticos, telefones, etc., devido à alta potência dos ímãs. No sistema Tank Lock, um anel é instalado no bocal do tanque de gasolina. A bolsa tem um sistema de encaixe no fundo, que permite a colocação e retirada em literalmente um segundo.
O modelo acima, a T489, tem-se mostrado excelente no dia-a-dia. Cabe meus impermeáveis, o par de sapatos - não piloto com eles, mas de botas - e outros pequenos objetos, espalhados em bolsas…

Moto e jazz

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Faz tempo que não menciono minha viagem para Rio das Ostras. Precisei confirmar algumas coisas, mas a preparação voltou aos trilhos. Na viagem a São Paulo aproveitei para comprar luvas impermeáveis e um conjunto de segunda-pele. A preparação física é que não decolou ainda. Sim eu, eterno procrastinador. Para piorar as coisas, semana que vem tenho que procurar um dentista. Já adiei essa visita demais.
On the other hand, finalmente preenchi uma proposta para nos associar ao Minas Brasília Tênis Clube. Um dos clubes de Brasília com a melhor estrutura e não muito longe de casa. Acho que semana que vem mesmo começo a nadar com regularidade, o que espero ajude a regular meu sono e contribua para meu condicionamento físico. Venho aos poucos identificando pontos que poderão me causar algum transtorno e assim busco soluções. Cheguei à conclusão de que o capacete ideal para esta viagem é o Zeus:

A segunda opção seria o AGV K3, um capacete de orientação mais esportiva. O Zeus tem como pontos ne…