sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sumi?

Tem muita coisa rolando por aí afora. Mas nem sei se quero escrever sobre qualquer desses assuntos. Código florestal, CPI do cachoeira, fotos da Carolina Diekemann, greve de metroviários pelo país todo, crise na Europa, blah-blah-blah.
Código florestal: não devia ter passado pela câmara do jeito que passou. Deve ter pontos válidos, prefiro acreditar nisso, mas não vou perder meu tempo lendo aquela joça toda. CPI do Cachoeira: já tá começando a cheirar a pizza. O palhaço faz aquela pantomima toda, escolta e o cacete, pra ficar lá com cara de paisagem, rindo-se de todos nós. Aquela merda de Congresso não quer investigar a Delta Nacional, porque sabe que se fizer isso vai espirrar em muita gente em ano eleitoral. Carolina Diekemann: pff.
Greve dos metroviários: justa? Provavelmente. Crise na Europa? Antes lá do que cá.
Deu?
Beleza. Dia 5 eu parto para Rio das Ostras, no lomba da Mooney Branca. Depois de comprar os alforges e experimentá-los na moto, decidi que precisaria do suporte. Para minha surpresa, encontrei no Brasil, ó? O bacana disso é que agora a Branca tem pontos de apoio para ganchos e elásticos, uma vez que o suporte fica permanentemente na moto. A programação do Festival está bacana e só espero pegar tempo bom. Não chovendo já é uma dádiva. Frio até dá pra aturar. Frio e chuva é dose. Mas quero crer que vai ser bacana. Lógico que a viagem é a melhor parte de tudo. Chegar é o prêmio. Curtir o Festival é pra relaxar e voltar tranquilo.
Neste fim de semana vou fazer mais um teste de montagem dos alforges. Depois eu posto.
Enquanto isso, bom fim de semana a todos. Divirtam-se, curtam seus entes queridos e deixem o stress no escritório.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Triste constatação

Eu esbravejo toda vez que vejo uma notícia na grande mídia sobre acidentes com motocicletas. Me irrita o fato de esses meios insistirem em usar o termo "motoqueiro" em lugar do mais adequado "motociclista" (afinal quem anda de bicicleta não é "bicicleteiro"e sim "ciclista"), me irrita o direcionamento das matérias que parecem querer culpar a motocicleta pelos males do trânsito como um todo e indicar a necessidade de medidas restritivas ao seu uso. Me irrita o fato de as estatísticas nunca mostrarem os culpados na maioria dos acidentes. Me irrita a obtusidade em insistir que se tem que diminuir o número de acidentes, mas ninguém trata da redução do número de vítimas. Vou bater nessa tecla de novo. São duas frentes de combate concomitante, gente. O número de vítimas fatais poderia diminuir se as "otoridades" já tivessem regulamentado o uso de equipamentos de segurança, tornando o uso de jaqueta, luvas e botas obrigatório. Já disse também, que junto a essa medida tem que haver redução ou isenção de impostos para esses produtos, para barateá-los. Não adianta dar o queijo sem disponibilizar a faca.
Sempre que alguém discute o assunto motocicleta eu tento mostrar o lado razoável, sensato, do ponto de vista de um motociclista, que também é motorista.
Uma pena que às vezes os próprios motociclistas não fazem por onde e ainda com anuência das autoridades. Vejam bem: adoro tudo quanto é relacionado à motocicleta. Sou um defensor ferrenho do seu uso nas cidades, mas o que vi na última quarta-feira, no estacionamento de um shopping aqui de Brasília foi estarrecedor. Como disse logo acima, adoro andar de moto. E também gosto da minha cervejinha, mas tenho ciência de que as duas coisas não combinam.
O evento acontece toda quarta-feira. O que vi foi três em cada cinco motociclistas com latas de cerveja nas mãos. Vi o locutor do evento anunciar um encontro em breve, com churrasco e "open bar". Open bar, gente. Um evento para você ir com sua motocicleta e encher a cara! E sabem do que mais? O BPTRANS, Batalhão de Trânsito da Polícia Militar estava lá, dando suporte ao evento. Os policiais são amiguinhos de vários dos participantes. Até aí tudo bem, não fosse o fato de ter gente enchendo a cara. Gente que vai pegar a perigosa - modernizada, mas ainda perigosa - EPTG de volta para Brasília ou para Taguatinga/Águas Claras. Como é que a gente vai defender a causa assim, com essa conivência toda? Tenho certeza de que se eu verbalizasse essa opinião eu correria o risco de ser expulso de lá a tapas e pontapés.
Não sou de estragar o prazer de ninguém, mas essa permissividade não ajuda a defender o nosso lado. Somos todos culpados e não estamos fazendo muita coisa a respeito. Não bastasse a praga dos motoclubes que se espalham por aí, com seus coletinhos de couro que não protegem nem do vento, ainda enchem a cara. Não são todos, como disse lá em cima. Mas é uma maioria preocupante. Tenho certeza de que o argumento é "bebi só uma latinha", ou "piloto melhor depois de tomas umazinha". Ou ainda, "cada cabeça uma sentença". Mas não dá para aceitar a conivência de quem deveria coibir esse tipo de acontecimento. E não dá para aceitar as estatísticas crescentes. Não sou contra o evento, mas nunca ouvi um motoclube ou um organizador desse tipo de encontro pregar o "se beber, não dirija". Aí fica difícil...
  

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...