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Mostrando postagens de Junho, 2012

Conclusões nada apressadas

Lições. Eis o que tiramos todos os dias das coisas que acontecem em nossas vidas.
Quando tive a ideia de ir para Rio das Ostras de moto, sabia que ouviria um monte de "você é louco", "arruma companheiro", etc. Com uma boa dose de teimosia e muito, muito planejamento, acabei colocando o bloco na rua. Sei que minha adorada Bia passou vários dias preocupada, mas meu planejamento tinha como principal objetivo evitar roubadas. Daí que mesmo com a "bola curva" do tempo minha segurança não foi prejudicada. Houve mais desconforto, sim, mas mais riscos, não.
E que lições deu para tirar desta viagem? Várias, na verdade. O mau tempo conseguiu abalar meu humor e, por mais que eu tentasse, foi difícil não ficar chateado e muito frustrado. Teria sido melhor se eu tivesse ido na companhia de alguém? Sim, teria sido mais divertido e, provavelmente eu não teria sucumbido ao desânimo por várias vezes. Por outro lado, eu ainda teria ficado encharcado e sujo. Fazer o trajet…

1.441,1 quilômetros

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Essa foi a quilometragem total da volta. Cerca de 100 quilômetros a mais do que na ida, graças à mudança de rota, incluindo Nova Friburgo no roteiro.
Acordei cedo, fui até a parada de ônibus e tomei um café com leite acompanhado de um misto quente, assistindo ao fabuloso nascer do sol.
Passava pouco das 7 da manhã quando apontei a moto na BR 040. Parei logo depois para abastecer e mandei brasa. Fiz poucas paradas durante o dia. Ainda ventava um bocado e em boa parte da manhã enfrentei o frio. Não deixei que isso me tirasse o ritmo, e mantive a velocidade de cruzeiro entre 110 e 120 km/h.
Acima a vista do belíssimo lago de Três Marias. Como dá para ver, o dia estava fantástico. Apesar do tráfego intenso, foi possível manter boas médias. Esse ritmo mais elevado cobraria seu preço mais cedo.
Nas paradas bebi muita água e mandei para dentro os biscoitos salgados que tinha levado. As barras de cereais acabaram ontem. Não senti necessidade de comer nada mais pesado. Via claramente a possib…

On the road again - 11 de junho

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Fiz um monte de coisa errada hoje. Cedinho, à guisa de café da manhã mandei para dentro um pedaço de pizza e uma garrafinha de Alpino. Lá pelas 6:30 entrei na rodovia. Confesso que estava ansioso. O tempo estava bom, confirmando a previsão para a segunda-feira. Não senti muito frio, mas segui com as luvas impermeáveis e com o forro da jaqueta, pois sabia que lá no alto da serra o bicho ia pegar.
Não sei exatamente por onde saí, mas acabei pegando um pedágio só, de 4 pilas. A estrada estava relativamente vazia, o sol deu as caras e o ânimo estava elevado.
Acatei a dica do taxista e toquei para Nova Friburgo. E a ideia até que não foi de todo má. A RJ 116 é pedagiada, mas motos não pagam e tem pavimentação boa. Peguei um bocado de trânsito por aqui, mas nada impossível. O chato é o monte de lugarejos que a gente acaba por ter que cruzar. O tempo enfeiou à medida em que subia a serra em direção a Teresópolis. A pista molhada me fez segurar a onda. Mas foi possível manter um bom ritmo. Pa…

Domingo, 10

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Apesar da previsão - que venho acompanhando a cada cinco minutos - o dia amanheceu muito chuvoso. Parece difícil que ainda saia sol. Fico na expectativa. Vou preparar a bagagem para chuva, com tudo acondicionado em sacos plásticos. Planejo sair bem cedo e estou tentado a seguir a dica do taxista e seguir em direção a Nova Friburgo, via Cachoeira de Macacu. De lá para Itaipava via Teresópolis. Desconheço o trecho para Cachoeira de Macacu, mas aparentemente o trecho entre Nova Friburgo e Teresópolis é muito bom.
A ideia de embalar a bagagem em sacos plásticos não é nova, data de tempos em que não havia equipamentos específicos para uso em motocicletas e muito menos impermeáveis. Dado o que aconteceu na vinda para cá, estou cogitando aplicar uma boa camada de Scotch Guard na parte externa das bolsas em complementação às capas disponíveis, quando voltar para casa. Tenho a impressão de que a água entrou pelas brechas que ficaram por causa dos elásticos de fixação. A aplicação de Scotch Gu…

Sábado, 9

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Frustração parece ser o tema desta viagem. Pouca coisa saiu como planejado, sobretudo graças ao mau tempo. Não sei bem o que vou fazer hoje, tomar um táxi para o centro e bundas um pouco por lá, provavelmente. Segundo a meteorologia o tempo melhora a partir de amanhã. Tudo o que quero na volta é tempo seco para compensar os trechos de serra que terei pela frente. A possibilidade de esticar até Caetanópolis não está descartada. Se der certo, vai me permitir chegar mais cedo em Brasília. Um taxista recomendou-me que evitasse Magé e subisse por Nova Friburgo, via Cachoeira de Macacu. Disse que a estrada é ótima. estou considerando a sugestão. A quarta-feira vai ser dedicada a lavações em geral, da moto, das roupas, etc. A moto recebeu uma camada de óleo de mamona misturado com óleo diesel, o que deve dar alguma proteção contra o pó de minério das Minas Gerais.

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Fui para a rua e tomei uma van para o centro da cidade, decidido a comprar um guarda-chuva ou uma capa. Desci e logo enc…

Sexta-feira, dia 8 de junho

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Um novo dia que amanheceu do mesmo jeito, e com um problema novo. Assim como tinha acontecido em Caetanópolis, hoje estou sem água quente no quarto. O atencioso Washington ofereceu-me um quarto para tomar banho, na outra ala. Prontamente aceitei, pois o banho da noite anterior fora com água morninha. A primeira providência do dia foi lavar a Branca, que tinha chegado em estado lastimável. Queria relubrificar a corrente, mas precisava tirar a lama de minério dela primeiro. No dia anterior soube um lava-jato bem próximo dali, que também lidava com motos. Fui lá cedinho, mas saí três horas depois, tamanho o trabalho que deu. Infelizmente, para limpar a sujeira, os caras do local usaram muito solupan e agora a Branca apresenta várias partes metálicas, principalmente cabeças de parafusos, esbranquiçadas. Tem jeito, mas vai dar trabalho.
Depois disso resolvi dar uma volta por ali para ver se achava algum comércio e um local para comer. Uma informação furada depois e eu tomava muita chuva n…

Day 3

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Feriado. O dia amanheceu quente e com nesgas de sol. Está difícil usar qualquer roupa, tudo úmido e cheirando a mofo. Após o café da manhã - até agora a única coisa realmente boa a respeito da pousada - saí em direção à praia. Na ciclovia, fiéis preparavam os tapetes para a procissão de mais tarde.
O material que eles trabalham aqui é o sal. Fui até o píer para algumas fotos:


Continuei pela orla rumo sul, em direção ao centro da cidade. Muitos barzinhos e quiosques sugerem uma vida praiana agitada. Os quiosques de praia, de arquitetura meio datada, já estão precisando de reformas urgentes. Há muita pichação nas ruas, muros, prédios, o que dá um certo desapontamento. Há vários mirantes, áreas de proteção ambiental e informações turísticas. 

Fui seguindo em direção ao centro. Assim eu imaginei. A cidade, cortada pelo Rio das Ostras, tem uma distribuição estranha e me vi várias vezes em locais desertos, com bairros ainda em desenvolvimento. Cheguei finalmente à praça São Pedro, onde oco…

Segundo dia

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Depois de oito horas na cama, levanto para checar um barulhinho e ver a temperatura do lado de fora. E, para minha surpresa, descubro que está garoando! Sair com frio e chuva vai ser fantástico...Para completar o café da manhã no hotel só a partir das sete da manhã. Saio com um misto-quente do dia anterior e um todinho.

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Foi pior do que eu esperava. Quase desisti da empreitada toda. Os três engarrafamentos em BH consumiram quase uma hora do meu tempo, sob garoa, aos quais se seguiram por horas horrorosas no infeliz trecho da 040 depois de BH. Entre a capital e Congonhas o tráfego de caminhões basculantes que carregam minério da unidade da Vale ali, deixam a estrada em mau estado e cheia de um pó negro que gruda em absolutamente tudo. Para completar, chovia e eu tinha que lidar com o "spray" dos carros e caminhões, o que torna impossível enxergar qualquer coisa. Ainda por cima, por causa da estrada não muito boa, não consigo imprimir velocidade suficiente para escoar a …

Primeira etapa

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Saio às 7:25 da manhã. Faz sol e um pouquinho de frio. Arrumei a bagagem com as bolsas expandidas. Na última hora resolvi colocar uma mochila para aliviar algum volume dos alforges. Muito trânsito na manhã de Brasília, felizmente não na direção em que vou seguir.
Parada em Cristalina para descanso. Cerca de 90 minutos de viagem até aqui, parada dentro do planejado.

Está sendo possível manter um bom ritmo na ótima 040, apesar de ainda não estar no trecho duplicado. É fácil manter velocidade de cruzeiro em torno de 115-120 km/h. Ultrapassagens são feitas em grandes problemas, graças ao bom torque do motor, dispensando até reduções de marcha. Não alterei a regulagem da suspensão traseira que está no ajuste padrão, de fábrica, e até agora não deu problema, mesmo com os quase 15 kg extras. O consumo oscila entre 21 e 24 km/l, o que está dentro do previsto.
Aqui na parada mais longa que fiz, numa pamonharia, em algum ponto de Minas Gerais.

Acima e abaixo, parada rápida para fotos na trave…

Tudo pronto

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Ou quase. O que está menos pronto sou eu, que descuidei da preparação física. Vamos lá.
O planejamento das paradas está feito, acessórios e equipamentos comprados e instalados, moto revisada. Para hoje a tarefa é separar a bagagem e começar a acomodá-la nos alforges e na bolsa de tanque. Algumas das quinquilharias:
Calibrador de pneus, protetores auriculares, bloco de notas, cabo da câmera, spray para corrente, canivete suíço (não viajo sem ele), lanterna de leds. Não, os CDs não vão.
Meu "porta-malas" tem capacidade máxima de 82 litros, sendo que os alforges recebem 64, no máximo, quando expandidos. Não acho que será necessário.
A bolsa de tanque e os alforges, do lado os elásticos de fixação, uma pequeno saco estanque e o Muc-Off, para limpeza da viseira.
A previsão para os locais por onde vou passar é de frio à noite e dias quentes. Isso complica um pouco o planejamento, mas nada insolúvel. A ansiedade é grande e a vontade de viajar é maior ainda. A cabeça precisa descan…