quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Porto de Galinhas: conclusão e o resto

Escolhemos bem a época para ir para lá. Chegamos no fim de um feriado prolongado, num mês de baixa temporada. Escolhemos bem a pousada, que recomendo fortemente. 





A Vila tem alguma estrutura mas, como em toda cidade praiana, sempre tem um bom nível de improvisação e de exploração. A sensação de que o alagoano é mais ensimesmado, senão, mal-humorado, ficou mais patente. Fomos bem atendidos em praticamente todos os lugares em que fomos. Temos que levar em consideração que a Vila funciona sete dias por semana e tinha acabado de passar por um fim-de-semana daqueles, pelo que nos contaram.
Mas sentimos muita simpatia no povo, aquém um tanto dos paraibanos, campeões nesse quesito, na minha opinião. 
O calçadão concentra os restaurantes - quase todos - e as lojas e galerias - idem. 

No frigir dos ovos, foi uma boa semana. Dá para voltar aqui, com certeza.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Letra da Semana



TOM SAWYER
(Geddy Lee/Alex Lifeson/Pye Dubois/Neil Peart)

A modern day warrior
Um guerreiro moderno
Mean mean stride
De andar malvado
Today´s Tom Sawyer
O Tom Sawyer de hoje
Mean mean pride
Orgulho malvado

Though his mind is not for rent
Embora sua mente não possa ser alugada
Don´t put him down as arrogant
Não o tenha como arrogante
His reserve, a quiet defence
Sua reserva, uma quieta defesa
Riding out the day´s events -
Passando pelos acontecimentos do dia - 
The river
O rio

What you say about his company
O que você diz sobre sua companhia
Is what you say about society
É o que você diz sobre a sociedade
- Catch the mist - Catch the myth
- Entenda a névoa - Entenda o mito
- Catch the mystery - Catch the drift
- Entenda o mistério - Entenda o significado

The world is the world is
O mundo é o mundo é
Love and life are deep
Amor e vida são profundos
Maybe as his skies are wide
Talvez como seus céus são amplos

Today´s Tom Sawyer
O Tom Sawyer de hoje
He gets high on you
Ele se entusiasma com você
And the space he invades
E o espaço que invade
He gets by on you
Ele atravessa com você

No, his mind is not for rent
Não, sua mente não pode ser alugada
To any god or government
Para qualquer deus ou governo
Always hopeful, yet discontent
Sempre esperançoso, porém descontente
He knows changes aren´t permanent -
Ele sabe que mudanças não são permanentes - 
But change is
Mas a mudança é

What you say about his company
O que você diz sobre sua companhia
Is what you say about society
É o que você diz sobre a sociedade
- Catch the witness - Catch the wit
- Capture a testemunha - Entenda a piada
- Catch the spirit - Catch the spit
- Capture o espírito - Tome a cusparada

The world is the world is
Love and life are deep
Maybe as his eyes are wide
Talvez como seus olhos estejam arregalados

Exit the warrior
Sai o guerreiro
Today´s Tom Sawyer
O Tom Sawyer de hoje
He gets high on you
Ele se entusiasma com você
The energy you trade
A energia que você troca
He gets right on to
Ele vai direto à
The friction of the day
Fricção do dia

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Letra da Semana


CITY GIRLS
Garotas da Cidade
(JJ Cale)

City girls they're alright
Garotas da cidade são legais
They just want you for the night
Elas só te querem por uma noite
When the morning comes at dawn
Quando o dia amanhece
City girls they're all gone
Elas já se foram
Though daylight can be sad
Embora o dia possa ser triste
When you feel that you've been had
Quando você sente que foi enganado
Only night time brings the price
Só a noite dá o preço
City girl she thinks it's right
A garota da cidade acha que é justo

What's a poor boy gonna do
O que pode fazer um garoto pobre
If he wants a girl like you?
Se ele quiser uma garota como você?
Can't afford no diamond rings
Não posso dar anéis de diamante
Or all those other fancy things
Ou qualquer dessas coisas chiques
There's only one thing I can give
Só tenho uma coisa para dar
A song down where you live
Um canção em serenata
I'll sing to you to hear the sound
Vou cantar para você ouvir o som
City girl please stay around.
Garota da cidade por favor não se vá. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sexta-feira na cerca

Madrugada. Por volta de três da manhã. Foi quando eu percebi que tinha alguma coisa errada. E ficou errada o resto do dia e nos prendeu no hotel à base de água de coco.
Nesse último dia iríamos às famosas piscinas naturais que, por causa da maré, estavam sendo visitáveis após as quatro da tarde. Devia ter ido a Maragogi em vez da praia dos Carneiros. Nem sequer vimos o encontro das águas do Rio Formoso com o mar.
Desnecessário dizer que não há fotos deste dia. Amanhã partiremos ao meio dia. Fomos à vila à noite para buscar uns biquinis que Bia encomendou e que...não ficaram prontos. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Dia 13. Tinha que ser...

Desde que chegamos só ouvimos falar na Praia dos Carneiros, que é maravilhosa e isso e aquilo, programa obrigatório etc. Já tivemos essa experiência frustrante antes. Em João Pessoa nos disseram que tínhamos que ver o por do sol na praia do Jacaré com o cara tocando o Bolero de Ravel no sax. Adorei o por do sol, mas a parte do sax...
Em Maceió tivemos que ver a praia de Carro Quebrado e a praia do Francês. Duas decepções. A primeira é muito bonita, realmente, mas nada demais e ainda por cima o acesso é horrível, uma barraquinha vagabunda na beira da praia à guisa de estrutura só fazia espalhar lixo pelo lugar. A Praia do Francês foi outra decepção: uma armadilha para turistas imunda e nojenta.
Já tínhamos desistido por conta do preço, até que na véspera o motora da nossa van ofereceu um pacote imperdível a todos. 35 por pessoa, com traslado e passeio de catamarã. Pensamos: "ah, tá bom, né?" No dia seguinte, às oito e meia da manhã, saímos. Uma trapalhada entre uma das 2.784 agências de turismo da cidade nos causou um atraso de mais de uma hora. E lá fomos nós, numa van que mal conseguia passar de 60 km/h na estrada. Em compensação tinha ar-condicionado. Em compensação tinha DVDs do Tiaguinho, da Paula Fernandes e outras coisas horrorosas...
Finalmente chegamos e fomo instruídos a fazer logo a reserva do almoço, pois a cozinha poderia não dar conta de tudo na volta e tínhamos que sair às 15 horas de volta. Hmm, esquisito.
Fomos nós pra bagaça do catamarã. O lugar é realmente bonito:
As águas são cristalinas - ou quase - e rasa em quase toda a extensão do piscinão natural.

Nesta parte do passeio, a primeira, nós iríamos conhecer as piscinas naturais. Uau. Nem dava para imaginar o desapontamento que viria. Paramos a uns vinte metros das tais piscinas, descemos de chinelos nas mãos, carregando câmeras e chapéus e vamos. 


Vejam, o lugar não é feio. Mas não vale a propaganda toda. Sério mesmo que estavam achando que eu ia me enfiar no meio dessa turba pra dum mergulhinho sem-vergonha, numa pocinha sem-vergonha cheia de uns peixinhos sem-vergonha e entupida de ouriços-do-mar?
Toca o apito três vezes - esse era o código - e lá vamos nós de volta pro catamarã, de chinelos nas mãos, câmeras penduradas e tal. O piloteiro anuncia que agora vamos para os bancos de areia. Uau, que emocionante. Lá vamos parar 15 minutinhos para vocês se banharem nas águas rasas e andarem pelo...bem, banco de areia.
O banco de areia era isso mesmo, um banco de areia. Mas a exploração chegou até aqui.


Mas isso não era tudo. Próxima parada: banho de argila, para o moço e a moça ficarem mais jovens...Vi algumas cabeças se virando, rostos se mirando e balançando negativamente. A minha e a da Bia eram duas delas.
O lugar era gostoso até. Aproveitei a parada para mergulhar da proa do barco e nadar um pouco. Mico? Deixo para os outros pagarem.


Finalmente retomamos o caminho de volta para a praia, para o restaurante e para a salada mista que tínhamos reservado e da qual nos arrependeríamos mais tarde.




À noite fomos ao badalado Beijupirá, onde comemos um beijumanga (eu) e um beijuíndia (a Bia). Este último é o prato da Boa Lembrança desse restaurante. Quem pede o prato, leva...o prato ao fim do jantar.
Hotel, cama e uma noite de sono para encarar o dia seguinte. Ou assim eu pensei...









quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quarto dia: buggy e praias

A esta altura desisti de fotografar o nascer do sol. Os ventos fortes e constantes fazem com que os dias amanheçam nublados. O sol sai muito cedo e normalmente já estou meio acordado. Mas a amostragem dos dias anteriores me fez desistir de tentar.
Hoje resolvemos sair para conhecer novas praias. Tomamos um buggy (o hotel tem um bugueiro dedicado) em direção à praia de Muro Alto, passando pela praia do Cupe no caminho, em meio aos coqueirais e passando pelos hotéis e resorts mais chiques da região, além de muitos, muitos condomínios já prontos e em construção.
Muro Alto tem esse nome por causa da barreira de recifes bem próxima à praia, mais alta que o normal. O local onde os bugueiros levam os turistas não tem estrutura, além de uma barraca de praia e cadeiras e mesas que podem ser utilizadas de graça. Os hotéis e condomínios impedem que qualquer estrutura seja implantada ali, o que me parece absurdo, uma vez que a praia é pública. Um chuveiro já seria ótimo.






















Falando em chuveiros, são poucos ao longo das praias e todos eles cobram (exceto em alguns pontos). Deu saudade de novo de João Pessoa.
Ficamos algumas horas em Muro Alto, usamos um caiaque para ir até os recifes, tirei várias fotos e voltamos.



Perdoem a falta de foco, deu preguiça de subir outra foto































Tomamos novamente o buggy. Repare na solução engenhosa encontrada pelos locais para tornar o acesso menos acidentado:
A fibra de coco realmente é muito versátil.
Mata Atlântica nativa no caminho - área de preservação

































Saindo em direção a Maracaípe, fomos levados a um morro que dá uma vista fantástica da vila e do manguezal que a circunda. O morro é conhecido como Mirante do Baobá, graças a essa maravilhosa árvore plantada bem no topo.


De lá passamos de novo pela Vila em direção a Maracaípe, onde almoçaríamos e de onde teríamos a possibilidade de tomar uma jangada e  ver os cavalos marinhos. Sério mesmo? Tenho 5 anos por acaso?
Paramos no restaurante do João para almoçar, descansar um pouco e decidir depois o que fazer.  Nesse restaurante, boas surpresas: a paisagem muito bacana, a piscina para uso dos hóspedes e a comida maravilhosa. Chega de papo e vamos ver umas fotos mais, que este post está ficando comprido demais.




Vou contar uma coisa: essa foi uma das moquecas mais deliciosas que já comi. Quase pedi para engarrafarem o resto do caldo pra tomar depois...
Resolvemos, de barriga cheia, pegar o caminho da roça. À noite saímos para comer uma coisinha na cidade.






terça-feira, 11 de setembro de 2012

Dia 3, cuidando das queimaduras

Não importa quantas vezes a gente vá à praia. Sempre acabamos por cometer alguma bobagem de marinheiro de primeira viagem.
Ontem passei protetor solar no corpo todo e me esqueci dos pés. Sim, dos pés. O resultado? Não sei como vou colocar algum calçado hoje. Decidimos ficar pela pousada hoje, descansando. Parece que não, mas passar um dia inteiro na praia, com aquele calorão, tomando cerveja, comendo, deixa a gente...cansado.
Vista da Pousada





Caminhei alguns quilômetros em ambas as direções. Não há muito o que se ver neste ponto da praia, já parte da Praia do Cupe. A praia seguinte, ao norte, é a praia de Muro Alto.  Fizemos uma refeição leve, na pousada mesmo, porçãozinha de carne de sol acebolada com macaxeira frita.
À noite escapamos para a vila, onde comemos um crepe e passeamos um pouco. 



IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...