quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Lack of inspiration leads to this

Yes, I will write this one in English.Why, well because I can.
See, lack of inspiration has led me to write a mock extract of "The Lord of the Rings", to include the "Lyrics of the Week" section - well, not a section per se, but you know what I mean - and to write about music and stuff.
Actually, I quite enjoy writing about music, mainly because that means listening to music before writing about it. I never go deep into the analysis of an album because people better equipped for that job have already done that.
My posts about motorcycles and motorcycling have led me to move that subject to my other blog, the one I used to ghost-write for my VW Beetle, Borges. Now I "co-write" it alongside Borges and Branca, my motorcycle. Yes, I am sane.
I never attended English courses or schools. Most of what I knew before I went to college was self-taught. See, back in the day, I used to get records from a friend and put them to tapes. Now, I had the need to know what was being sung, not only the meanings but the correct lyrics. So I used to copy the lyrics, whenever available - using my dad´s typewriter. I absorbed a ridiculous amount of information that way, I started to notice the patterns of the language, so on and so forth, to the point of knowing it better than my English teacher in 6th, 7th grades.
College was traumatic at first, because 90% of my colleagues were fluent speakers. One of the classes in the first year was taught entirely in English. Needless to say, I missed most of it. By the way, my "ear", as we say it here, is pretty bad, remains largely untrained. Not my teachers´ fault, mind you.
But still I was able to absorb a lot of it, like a sponge.
Years passed and I practiced my English, well, not at all. Except for the odd magazine article or music and movies. Suddenly I was living abroad, in a country where English was spoken simply because the local language could be considered exotic. But sometimes I had to speak as badly as the locals, at the risk of not getting the message through. I had no confidence whatsoever in my language skills. Until the day I bought a magazine, Newsweek I think it was, and read it from cover to cover, without stopping or hesitating. From that day on I never stopped. New magazines and books followed. The TV programming was in English with Arabic subtitles, so my "ear" got its training after all. I still do most of my reading in English.
During this period I was at the consular section of the Embassy and gave some American some information about visas and tourist destinations in Brazil. As he was leaving he complimented me on my pronounciation and said that I had a Miami accent. I still don´t know whether that was positive or not.
And during all that time I lived abroad I met a whole lot of people who never spoke or even tried to speak correctly. And they got along just fine. I dropped a great deal of prejudice then. I noticed, mostly during my time in Saudi Arabia, that Americans, British and the like, don´t really care how the message gets through, so long as it does. Only people who have a good experience living in different countries tend to think like that. We tend to be perfectionists and even make fun at foreigners who can´t speak bloody Portuguese correctly. That is not nice, I´ve learned.
Which brings me to another point concerning language and culture. Let´s use parisians as an example, shall we? It used to be common to hear people saying that the Parisians couldn´t or wouldn´t speak English and that they were very harsh, impolite, so on and so forth. On my first trips to that beautiful city, I could observe how some tourists behave, Brazilians included. Brazilians have this thing that make them believe that they will be treated as queens and kings by the simple mention of the fact that they are Brazilians. Well, the French, or parisians for that matter, couldn´t care less. What they can´t stand - and I second them here - is people who can´t even try to say "good morning" or "please", before or after ordering anything or asking questions. It´s not so hard to try and learn a few things in the local language. I even tried to say those things, and "coffee" and "beer" in Czech when we were in Prague.
What we used to do in Paris was: good morning, good evening in French, to start with. To avoid being asked questions in French I immediately asked, in French, "do you sepak English?". 95% of the times it is enough to break the ice. And, please, always thank for whatever people do to or for you, it´s good manners, simple as that.
But I digress, that was not what I meant to write about. It´s just that all these experiences add to our knowledge of any language, by which I mean that if you want to speak it correctly, you need to have a little bit of understanding of the culture. And practise it. And listen carefully.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Letra da Semana

Everything Is Broken
(Bob Dylan)
Performed by The Kenny Wayne Shepherd Band



Broken lines broken strings
Linhas quebradas, cordas quebradas
Broken threads broken springs
Roscas quebradas, fontes quebradas

Broken idols broken heads
Ídolos quebrados, cabeças quebradas

People sleeping in broken beds
Gente dormindo em camas quebradas

Ain't no use jiving
Fazer gracinhas é inútil

Ain't no use joking
Fazer piada é inútil

Everything is broken.
Tudo está quebrado.

Broken bottles broken plates
Garrafas quebradas, placas quebradas

Broken switches broken gates
Interruptores quebrados, portões quebrados

Broken dishes broken parts
Pratos quebrados, peças quebradas

Streets are filled with broken hearts
As ruas estão cheias de corações partidos

Broken words never meant to be spoken
Palavras partidas para nunca serem ditas

Everything is broken.
Tudo está quebrado.

Seem like every time you stop and turn around
Parece que toda vez que você para e se vira

Something else just hit the ground
Alguma coisa cai no chão

Broken cutters broken saws
Cortadores quebrados, serras quebradas

Broken buckles broken laws
Fivelas quebradas, leis desrespeitadas

Broken bodies broken bones
Corpos quebrados, ossos quebrados

Broken voices on broken phones
Vozes quebradas em telefones quebrados

Take a deep breath feel like you're chokin'
Respire fundo, sinta-se se afogando

Everything is broken.
Tudo está quebrado.

Everytime you leave and go off someplace
Toda vez que você sai e vai para algum lugar

Things fall to pieces in my face
As coisas se despedaçam na minha cara

Broken hands on broken ploughs
Mãos quebradas em arados quebrados

Broken treaties broken vows
Tratados violados, promessas quebradas

Broken pipes broken tools
Canos quebrados, ferramentas quebradas

People bending broken rules
Pessoas forçando leis desrespeitadas

Hound dog howling bullfrog croaking
O cachorro uivando, o sapo-boi coaxando

Everything is broken.
Tudo está quebrado.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

As bolachas na minha discoteca

Não tem jeito, vou escrever sobre música de novo. É que acabei de dar uma reorganizada nos meus discos de vinil, e os estou curtindo um tiquinho.
Quem acompanha estes malfeitos posts sabe que gosto de música. Só não me pergunte por que nunca aprendi a tocar um instrumento. Bem, a resposta é fácil: sempre gostei de cantar. Cantava adoidado no chuveiro, quando morava em casa. Em apartamento a gente fica mais intimidado, não sei.
Pensei em talvez mostrar algumas coisas que tenho na parte de baixo do meu aparelho de som, aquele cantinho mágico onde guardo os discos de vinil, os LPs, os bolachões. Sem me ater a cronologias ou nada disso. Vamos lá?
Comecemos com esse aqui, que está tocando agora:
Esse sujeito pode ser considerado o rei do vibrato. Pouca gente o faz como ele. O cara toca essa Fender Jazzmaster até com o chapéu. Seu estilo? Chicago. Puro. Cru. Direto. Esse disco contém a melhor versão de "Mustang Sally" que já ouvi, e olha que tenho várias em casa. Lançado pela Alligator Records, comprei esse álbum numa época em que praticamente só ouvia blues. E é bom demais voltar a ouvir isso. Tem ainda músicas cujos títulos são pérolas, como "What Makes a Woman Treat a Good Man So Bad?" e "You Can't Lose What You Never Had".
O primeiro disco que eu comprei e que chamei de meu:
A formação inicial, com Pete Best nas baquetas. Ouvi esse disco à exaustão, tanto que nem sei como ele ainda toca. Tem oito músicas, sendo sete covers. A única assinada por eles é a instrumental que fecha o disco, chamada "Cry For a Shadow". Mas ainda não era assinada pela dupla Lennon-McCartney, mas por Harrison-Lennon. Entre as covers, "Let's Dance", "Ya-Ya", "Sweet Georgia Brown" e a onipresente "What I Say". Formou a base para que eu continuasse a ouvir rock. Já tinha Elvis e Bill Haley em casa. Aliás, a versão de "A Hard Day's Night" que tenho veio como "Os Reis do Ié-Ié-Ié" (ai...).
Right, moving on. Nos anos 80 os comerciais de cigarro eram transadíssimos e faziam sucesso, principalmente os dos cigarros Hollywood. Sim, alguns de vocês provavelmente já sabem onde vai dar isto.
Aqui:
A foto é do compacto, mas as capas eram iguais. Essa bagaça contém Asia, Journey, Santana, Toto, Chicago, REO Speedwagon e The Police, entre outros. Acima de tudo continha a pegajosa "Eye of the Tiger". Esse disco meu, aliás, rolou em tudo quanto foi festinha e até na rádio AM da cidade ele foi parar na época. Ainda toca, como eu não sei.
Aliás, sei. Sempre cuidei muito bem dos meus discos. Houve uma época em que eu não emprestava por nada no mundo. Sempre tirava um tempinho para limpá-los, com algodão embebido em álcool.
Nem só de música americana, estrambólica eu vivia. O rock nacional e a música regional também tinham vez. Esta última menos, foi mais intensa já na era do CD. Mas tenho um disco do...sorry...era uma fase (que graças a Deus, passou): Osvaldo Montenegro. Sim, e também tive a fase Raul Seixas. Mas esse é quase discoteca básica.
Mas, vamos mostrar uns aqui. Clássico do rock nacional, dançávamos essas músicas nas brincadeiras dançantes no sábado à noite, com as discotecagens do Primo, do Adilson e do Nelsinho. Só me lembro deles.
Esse disco tocou praticamente inteiro, assim como o "Nós Vamos Invadir Sua Praia", do Ultraje. Até então, de sucesso para os Paralamas só "Cinema Mudo" e "Vital e Sua Moto". Mas esta pérola acima contém as insuperáveis "Óculos" (a rapaziada me colocava no meio da roda quando tocava essa), "Meu Erro", "Romance Ideal", "Ska", "Mensagem de Amor" e "Assaltaram a Gramática". Uau. Era o rock nacional arrombando a porta com os dois pés. No colégio, numa apresentação, formamos um "trio" e dublamos "Meu Erro", eu na bateria (ah, ah), Rosildo com um violão e o Mi Marrafon com outro imitando baixo. Hilário.
O "Grande Coisa" nem de longe é o melhor disco do Premê, mas tem a clássica "Rubens". Fazendo a linha de música com humor, representava a classe intelectualizada paulistana, junto com o Língua de Trapo. Mas os caras do Premê sempre foram muito superiores musicalmente, muito mais sofisticados.
Nessa mesma época uns loucos baianos faziam sucesso com um rock mais cru e bem de baixa qualidade, com umas guitarrinhas muito sem-vergonha. Os caras eram egressos do movimento punk e faziam rock com altas doses de crítica social Estou falando deles:
Quando eles gravaram este disco (cujo show acabou sendo meu primeiro) os caras já tinham uma carrada de sucesso e eles estão todos aqui. "Bete Morreu", "Sílvia", "Eu Não Matei Joana D'Arc", "Metástase", "O Adventista" (nesta ele "reza" o Pai Nosso), a versão marceleza para "My Way", "Hoje" e por aí vai. Fomos comprar esse disco (eu tinha a grana, em minha defesa) nas Lojas Americanas e meu homônimo, parceiro de muitas horas, resolveu que queria um para ele também. Não teve dúvidas, tirou uma bolacha da capa e tascou dentro do que eu estava comprando. Desnecessário dizer que fomos pegos, com aquelas caras de surpresa...Mas comprei o disco assim mesmo. Clássico. Das dez músicas, nove tinham sua execução no rádio proibidas...Hilário. A gente cantava a altos pulmões.
Este é da fase mais recente, depois que voltei a comprar LPs, dos parrudos de 180g e caros paca. Bem, caros no Brasil, porque em Portugal e nos EUA fiz a festa.
Este fiz questão de ter em vinil, pois é um clássico digno de qualquer coleção:
Este contém pérolas como "You Are The Sunshine Of My Life" e "Superstition" entre outras. Uma beleza de disco. Em versão 180g então, tem um som incomparável. Devo dizer que minha mãe é responsável por eu gostar de Stevie Wonder. Entre os muitos compactos que tínhamos em casa havia um dele, com o selo alaranjado/marrom da Odeon, contendo "Yester-Me, Yester-You, Yesterday", música que adoro até hoje. O lado B não me lembro o que era. Excellent. Há quem prefira "Innervisions" (que também tenho), mas este fala por si só.
Em Pirapozinho apareceu um sujeito certa vez, mineirinho, tímido que só ele, recém-aprovado no concurso do Banco do Brasil, o Albert. O cara era um monstro. Logo descobrimos sua paixão por música. E não era qualquer coisa, muito rock de boa qualidade e muita coisa estranha também. Bom, o Albert não era casado, ajudava a família em Minas e um belo dia descobriu o CD. De uma hora para a outra resolveu se desfazer de sua coleção de vinis para comprar tudo em CD. Acabei lucrando alto. Fiquei com uma porrada de coisas, mas nada estranho. O mais estranho que "herdei" foi este:
Esse disco teve uma faixa que tocou um bocado e seu vídeo rolava direto nos programas da época, "Victoria". Muito legal, mas um tanto demais para mim.
O Albert também me passou dois ótimos do Dire Straits:
e
Só quero incluir mais dois aqui. Estes comprei quando estava na faculdade, começando a ser educado nos caminhos do blues pelo meu então professor Álvaro Hattnher. Mas as escolhas foram inteiramente minhas. Comecemos com
Essa beleza de disco tem um lado em estúdio e outro ao vivo. Mas o lado em estúdio foi todo gravado numa paulada só, com músicos mais jovens. O lado A, ao vivo, tem gravações de clássicos do blues. Meu lado preferido é o lado de estúdio, que tem gemas preciosas como "Why I Sing the Blues" e "Get Off My Back".
Outra raridade que adquiri nessa época era importada ainda e o bom Álvaro aparentemente desconhecia - pelo menos foi essa a reação dele depois de ouvir uma fita que gravei e que tinha esse disco no lado A e Snooks Eaglin no lado B.
Country blues. O mais puro e básico blues que se pode fazer. Booker T. Washington era, segundo consta, primo daquele que viria a ser conhecido como BB King. Consta ainda que ele ensinou o primo a tocar guitarra. Fez de tudo, inclusive passar uma temporada na cadeia. Nessa época escreveu um dos grandes clássicos do blues, "Parchman Farm Blues", cujo refrão diz "I wonder how long/Before I can change my clothes". Insuperável. Cheers.



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Letra da Semana

WE´RE ALL IN LOVE
Estamos todos apaixonados
(Black Rebel Motorcycle Club)


I'll keep it in my head till I know I
Vou ficar com isso na cabeça ate que eu saiba eu
Until I know that I can leave your doorstep
Até que eu consiga sair da sua porta

Until I know the conversation´s cold
Atpe que eu saiba que a conversa esfriou
I'll hide it in the words until I know I

E vou esconder nas palavras até que eu saiba eu
Until I know that I can be alone here

Até que eu possa ficar sozinho aqui
Until I know the consequences known

Até que eu saiba das consequências conhecidas

We're all in love with something that we can't see

Estamos todos apaixonados por algo que não conseguimos ver
We're all in love with something that we can't see

Estamos todos apaixonados por algo que não conseguimos ver
I'm in love with something that I can't see

Estou apaixonado por algo que não consigo ver
I'm in love with someone that I can't see

Estou apaixonado por algo que não consigo ver 

I'll throw you out and bring you back later

Vou jogar você fora e trazer de volta mais tarde
Everything I see's a complication

Tudo que vejo é uma complicação
Everyone I known has come and go

Todos que conheci vieram e já se foram
I've fallen in the reason for the passion

Caí na razão pela paixão
Everyone needs something for their hands when

Todo mundo precisa de alguma coisa para suas mãos quando
When they know they're gonna be alone

Quando sabem que vão ficar sozinhos

We're all in love with something that we can't see
We're all in love with something that we can't see
I'm in love with something that I can't see
I'm in love with someone that I can't see

I'm looking for something to shout
Estou procurando alguma coisa para gritar

Something I know I cannot doubt
Algo de que eu não consiga duvidar
I'm looking for something to shout

Estou procurando alguma coisa para gritar
Something I know I cannot doubt

Algo de que eu não consiga duvidar
Come on won't help me out
Vamos, você não vai me ajudar?

We're all in love with something that we can't see
We're all in love with something that we can't see
I'm in love with something that I can't see
I'm in love with someone that I can't see

I'm in love without you

Estou apaixonado sem você
I'm in love without you 
I'm in love without you 
I'm in love without you

We're all in love with something that we can't see
We're all in love with something that we can't see
I'm in love with something that I can't see
I'm in love with someone that I can't see

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Supergrupos

Post musical, para quebrar a série de "Letras da Semana".
A expressão "supergrupo" foi cunhada para designar um grupo musical, ou banda, formada por elementos de destaque ou já consagrados no cenário mundial. Esses elementos, não raro, não abraçam o conceito de supergrupo, que em geral soa como um-grupo-de-famosos-egocêntricos-que-resolveram-juntar-forças-para-fazer-mais-do-mesmo.
Tá. Exagero. Alguns grupos exibem material de excelente qualidade e conseguem mesmo por os egos de lado e produzir bons discos, com marca única, que em pouco lembram seus trabalhos solos ou em bandas anteriores.
Raro é um supergrupo durar mais que dois discos, entretanto.
Um dos primeiros supergrupos de que se tem notícia, provavelmente, é o Modern Jazz Quartet. Formado em 1952 por Milt Jackson, John Lewis, Percy Heath e Kenny Clarke (substituído por Connie Kay, em 1955). Seus elementos saíram das melhores bandas e grupos de jazz da época e o último trabalho deles data de 1993.
Os anos 60 e 70 foram ricos em supergrupos. Comecemos com o Blind Faith. Formado por Eric Clapton, Steve Winwood, Ginger Baker e Ric Grech. Gravaram um único disco, mas sua marca ficou gravada na história da música. Recentemente, Clapton e Winwood se reuniram para tocar canções desse álbum, além de material das carreiras solo de ambos.
Clapton e Baker haviam acabado de sair do Cream - cuja formação original reuniu-se também, há um ano ou mais, para uma série de concertos que culminaram com o lançamento de disco ao vivo e DVD.
Mais ou menos na mesma época, Neil Young juntava-se ao já super Crosby, Stills and Nash. Neil fizera parte do Buffalo Springfield, banda que também teve Stephen Stills em sua formação. David Crosby fora expulso do The Byrds e fizera alguns trabalhos como produtor e continuava a compor. Graham Nash era egresso do The Hollies. O CSN calcava seu som no folk-rock e surgiu em 1969. Young só se juntaria ao grupo em 1970. Exceção à regra, atravessou décadas em atividade, ainda que intermitentemente.
Adentrando os anos 80, vem o Asia, rotulado como rock progressivo. Formado originalmente por Geoff Downes, John Wetton, Steve Howe e Carl Palmer, oriundos de bandas como Yes, King Crimson, The Buggles e Emerson, Lake and Palmer. Seu primeiro disco foi considerado disco do ano pela Billboard. Teve várias formações e uma reunião em 2007.

Os anos 80 viram a formação de outro supergrupo. Causou uma certa confusão, este aqui, pois as vozes eram facilmente reconhecíveis, porém os créditos listavam, no primeiro disco, Nelson, Lefty, Otis , Charlie T. Jr., e Lucky, os Traveling Wilburys. Os pseudônimos escondiam (?) ninguém menos que George Harrison, Roy Orbison, Jeff Lynne, Tom Petty e Bob Dylan. No Vol. 3 (o segundo disco), mudaram a piada  e os pseudônimos viraram Spike (Harrison), Clayton (Lynne), Muddy (Petty) e Boo (Dylan), este disco foi gravado e lançado após a morte de Roy Orbison. 
Apoiados por bons músicos de estúdio, como o baterista Jim Keltner, fizeram dois discos impecáveis calcados em rock sulista, folk e country, com destaque para as faixas "Handle With Care", "Poor House" e "End of the Line".
No início dos anos 90, Ry Cooder, Jim Keltner, John Hyatt e Nick Lowe juntaram-se para criar o Little Village.
Calcado igualmente em rock sulista, country e folk teve algum sucesso, mas lançou apenas o disco e homônimo. União harmônica de grandes compositores poucas vezes vista, teve vida curta.
Pulemos um pouco para falar de dois mais recentes - não, não vou citar aquela coisa bizarra envolvendo Mick Jagger e a gracinha da Joss Stone. Comecemos com o Chickenfoot.
Esse reuniu Sammy Hagar (ex-Van Halen), Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), Mark Anthony (Van Halen) e Joe Satriani. O que esse improvável grupo conseguiu foi amainar os ânimos principalmente do vocalista e do guitarrista. Satriani aparece mais comedido, assim como Hagar. Música para ouvir sem compromissos, improvavelmente divertida. Kenny Aronoff substitui Smith em turnê recente. E chegamos a uma descoberta recente, mas que já lançou dois discos desde 2011. The Gaddabouts:
Da esquerda para a direita, Edie Brickell, Steve Gadd, Pino Palladino e Andy Fairweather Low. Não sei muito o que dizer sobre a banda, pois ainda não adquiri os discos deles. Mas a combinação parece-me fantástica, calcada também em blues, folk, rock e outras influências afins. Soa ótimo.