terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fim de ano, resoluções, revoluções e muito blá, blá, blá

Resoluções? Não, assim como no último ano, não as farei. Let it roll. 2013 foi esquisito, não foi? No trabalho, pelo menos, foi muito esquisito. Meses de stress por falta de recursos, que apareceram todos na última semana. Why, Brasil, why?
A parte boa é que pouco ou quase nada ficou para exercícios anteriores.
Uma semana com família e amigos. Foi muito bom, muito legal, vi muita gente, apesar de ter passado pouco tempo com cada um. Nunca dá certo. O calorão atrapalhou muito. Andar de moto de bermuda naquele calor não é mole. O calor do sol, junto com o calor do motor, tostou minhas pernocas. Mas a viagem de ida e a de volta foi tranquila. Bastante trânsito, mas nada complicado demais.
E o ano que vem, hein? Tenho alguns planos, não são resoluções. Algumas mudanças que quero fazer, mas que preciso abordar com cautela. Bem, hoje à noite passaremos com amigos. Bom vinho (e Cava), boa comida, ótima companhia. E que 2014 seja tudo o que esperamos. Até lá.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Letrinha

WHAT MAKES YOU CRY
(The Proclaimers)



Now I've got a question baby
Eu gostaria de saber, meu bem
What makes you cry?
O que faz você chorar?
'Cos I haven't seen any water
Pois eu não vi uma aguinha sequer
In the corners of your eyes
Nos cantos dos seus olhos
For a day, or a week
Já faz um dia, uma semana
Or a month, or a year
Um mês ou um ano
Haven't seen much of you
Não tenho visto muito você
Since you left me my dear
Desde que me deixou, querida

Can't you see that I'm hurting
Dá para ver que estou magoado
How I'm falling apart
E como estou um caco
Don't you care about my drinking
Você não liga para minha bebedeira
Or my poor lonely heart
Ou para o meu pobre e solitário coração
I thought you liked football
Eu achei que você gostasse de futebol
You didn't mind those videos
Você não ligava para aqueles vídeos
And my dog didn't mean
E meu cachorro não tinha intenção
To ruin your clothes (he can't help it)
De arruinar suas roupas (ele não consegue evitar)

Now you won't take my phone calls
Agora você não atende o telefone
You sent my letters back
E mandou de volta minhas cartas
You're paying for a lawyer
Está pagando um advogado
To stab me in the back
Para me apunhalar pelas costas
Then I saw you on the street
Então eu vi você na rua
You looked happy, that's a fact
Você parecia feliz, é verdade
I'm impressed - it's a hell of an act
Estou impressionado - é uma bela atuação

Angel - admit it, admit it
Anjo - admita, admita
Darlin' - admit it, admit it
Querida - admita, admita
Your love for me didn't die
Seu amor por mim não morreu
It's just sleepin'
Só está adormecido
And it wakes every night 
E ele desperta toda noite
To your weepin'
Com seu choro

Now I hope you can hear me
Eu espero que você consiga me ouvir
Wherever you are
Onde quer que você esteja
In a cheap hotel room
Num quarto de hotel barato
Or the back seat of a car
Ou no banco de trás de um carro
I make up those situations
Eu invento essas situações
I don't know if they're true
Não sei se são verdade
But I'll tell you, for now, they'll do
Mas eu digo que, por ora, elas servem

Angel - admit it, admit it
Darlin' - admit it, admit it
Your love for me didn't die
It's just sleepin'
And it wakes every night
To your weepin´

Now I've got a question bady
What makes you cry?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Aliviando o clima

Você há de concordar comigo que tem muita porcaria "musical" por aí. Felizmente, nem só de porcarias vive o mercado de música. Se falarmos de mainstream, então...
Mas, vamos ao que interessa. Depois de quatro anos longe dos estúdios, eis que o Pearl Jam volta com disco novo, "Lightning Bolt". Na linha dos últimos trabalhos, LB é coerente, forte quando precisa ser, harmônico e suave quando necessário. Nunca fui muito fã dos grupos de Seattle, exceto o Pearl Jam. Para mim, "Ten" é um dos melhores discos da década de 90, disparado. Ao longo da carreira, o PJ alternou entre punk, grunge e momentos mais...suaves. Sempre há um equilíbrio entre virulência/barulho e suavidade. Ainda ser versão nacional, o cd pode ser encontrado por cerca de R$ 42,00.
Outro bom disco - espero - está para ser lançado e este vem da Irlanda. Imelda May está começando a divulgar seu novo trabalho, "Tribal". As novas canções tem sido apresentadas em aparições ao vivo. Recentemente Imelda apresentou "Oh, My God", do novo trabalho, no programa de Jay Leno.
Sua música continua a mistura de rockabilly, surf guitars e até blues que foi um sopro de ar fresco num estilo que peca por ser excessivamente repetitivo. Imelda sabe, no entanto, que só isso não basta. Sua música precisa do elemento plástico para emoldurar o som da bateria básica, do baixo acústico e da guitarra eletroacústica e das letras que, felizmente, não se limitam a carrões, rapazes e garotas. Sua bela e elegante figura, sempre embalada em vestidos justos e estilosos, o cabelo negro com uma mecha loura no meio sempre preso em coques ou rabos-de-cavalho, já lhe renderam um sem número de aparições em capas de revistas e até um convite para tocar numa festa do estilista Roberto Cavalli. Compositora talentosa, dona de forte presença, de voz potente e marcante, Imelda encanta à primeira vista e audição e não necessariamente nessa ordem. Tão logo eu ponha minhas mãos no disco novo, tentarei resenhá-lo aqui.
Aqui em terras tupiniquins o pessoal da Nação Zumbi anda sumido, imersos em projetos paralelos, como o do Los Sebosos Postizos. Trabalho do vocalista Jorge du Peixe, traz versões muito bacanas para músicas do Jorge Ben Jor. Comprei em vinil, como tem de ser.
O Pato Fu também anda sumido. No site da banda, a última postagem no blog é de setembro e trata do lançamento do segundo disco solo do baixista Ricardo Koctus. No ano passado tivemos o lançamento do disco da Fernanda Takai com o Andy Summers, ex-Police. Conhecendo o histórico do PF não será de espantar se eles aparecerem de uma hora para outra com material novo e bacana. O premiado "Música de Brinquedo" foi um projeto original, muito bem executado, daqueles que somente o Pato Fu poderia por nas ruas. Seguiram o sucesso com o disco ao vivo, mas espero sinceramente que pare por aí.
De resto, o mainstream vai mal. Capital Inicial insiste no sonzinho deles, que não empolga mais. Os Paralamas são incrivelmente talentosos, mas Herbert ainda tem uma ferida muito profunda para curar. Discos inteiros com letras de amor e homenagens à mulher amada são tocantes, mas nada empolgantes. O Skank enveredou por esse lado também, apesar de o último disco do grupo ser bom, foi menos do que eles podem fazer e acima da média do que eles vinham fazendo.
Por fora do circuitão ainda tem gente muito boa fazendo ótimos trabalhos. Mas isso fica para um outro post.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Velho ranzinza

Estou precisando desopilar. Acho meio chato ficar reclamando de tudo no facebook, afinal, ouvido de ninguém é penico. Juro que faço o máximo que posso para não deixar bobagens do dia a dia me afetar. No entanto, o sentimento de impotência - trazido à tona pelas questões máximas "como eu resolvo isso?", "com quem eu reclamo?", "quem é o responsável por isso?" e outras - faz ferver o sangue e aumentar o batimento cardíaco.
Já falei sobre isto aqui e o assunto continua a me aborrecer. Faixas de propaganda espalhadas por toda parte. Vejam, eu me controlo para não ficar fazendo comparações entre o Brasil e outros países que conheci, mas às vezes é difícil. Porque não é difícil coibir esse tipo de desmando, de "eu faço porque eu posso e porque ninguém fiscaliza", basta disposição e um tiquinho de organização. Aqui, todo e qualquer lugar é lugar para meter uma faixa, colar cartazes, etc. Não sou contra a divulgação de serviços nos semáforos por pessoas contratadas para distribuir panfletos. Essas, pelo menos, estão trabalhando e não de forma preguiçosa. Quem pendura faixa não está querendo gastar com esse tipo de propaganda ou com anúncios em classificados. E isso porque já existem classificados gratuitos e não é de hoje.
Serviços e obras em áreas urbanas são outra fonte quase inesgotável de aborrecimento e acho que não estou sozinho nesta. Eu trabalho numa área em que fiscalização de contratos públicos é essencial e seguida à risca. Assim como sei que a base para um bom contrato é uma licitação bem feita. É impressionante como no Brasil o dinheiro público é mal gasto. Não se licita direito e pior, não se fiscaliza direito. Fico boquiaberto com o descaso em obras de recuperação asfáltica, por exemplo. Algumas ruas de Brasília foram "recuperadas" com uma camada mal distribuída de lama asfáltica. Deve ter outro nome, mas é tão vagabunda que só posso chamá-la assim. O pavimento ficou estriado, cheio de irregularidades e sequer foi usado um rolo compressor no fim do trabalho. A pintura de faixas leva semanas após a conclusão dos serviços. Será tão difícil assim pintar faixas logo após a conclusão dos trabalhos e só entregar as vias quando elas tiverem realmente condições de receber tráfego? Em outras áreas o problema é com tampas de bueiros de bocas-de-lobo. Como na maior parte dos locais a camada anterior não foi removida, o correto seria nivelar as tampas de bueiros imediatamente após a  colocação da nova camada de pavimentação, já que eles liberam a pista tão logo esteja seca. Se o problema é grande para carros imagina para as sempre esquecidas motocicletas? E aí eu pergunto de novo: é tão difícil assim se organizar e fazer o serviço todo de uma vez? Em tempo, nunca vi um engenheiro acompanhado as obras.
Esse assunto traz outro a reboque, que é o despreparo dos motoristas com o mais corriqueiro dos trânsitos. Ruas sem faixas deixam motoristas perdidos. É. Vi cada barbaridade nas ruas de Brasília nestas últimas semanas que me deixaram sem palavras. Sério mesmo que você precisa de faixa para se posicionar direito numa rua que você usa TODO SANTO DIA???
Vamos fechar a bagaça com um resumo rápido: Justin Bieber pichando muro no Rio e um carro da polícia fotografado do lado dele. Girafas e o rei dos camarotes no facebook. Aliás, gente que só sabe compartilhar coisas bestas nas redes sociais (vocês que nada tem a dizer deveriam ser proibidos de ter perfil nessas redes), gente que mora fora do Brasil e só sabe falar mal e criticar tudo o que tem a ver com o país. Aliás, este último ponto requer uma pequena explicação: tenho muitos amigos que vivem fora, em sua grande maioria por opção e são pessoas maravilhosas de quem muito me orgulho de ser amigo. Mas me emputece quando o (a) sujeito (a) aparece nas redes sociais criticando tudo o que tem a ver com o Brasil. Desculpe-me, mas quem está fora do país e não vota, não cobra, não paga imposto e não vive o dia-a-dia não tem muito direito de dar pitaco. Comente, mas não se indigne porque você nada faz para mudar. Eu estou aqui, votando em deputado e senador, governador e presidente, eu fiscalizo e cobro, eu pago (muitos) impostos, eu rebolo para dar conta do cotidiano. Sujeitinho vem dizer que "é por isso que eu não volto para o Brasil". Não, amigão, não é por isso, você não volta porque não quer, porque sua vida está feita no exterior. Motivos existem vários. Não querer voltar por isso só ilustra sua falta de comprometimento com seu país. Falei.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Jampa 2013

Férias. Merecidas. Curtas. Deliciosas.
Inicialmente o plano era sair de Brasília, de carro, e ir até Monte Verde, MG, e de lá para Petrópolis e passando na volta por Ouro Preto e Mariana, pois teríamos duas semanas em setembro. Good. O problema foi que tive que ir a Cuba e as férias ficaram prejudicadas. Sobrou uma semana e road trip estava fora de cogitação. Praia, então. Para onde? Bia queria Bahia, mas desistiu da ideia. Floripa ainda estaria muito fria para praia. Aracajú era a melhor possibilidade, mas Bia estava meio "nhé" com a ideia. Finalmente decretei: vamos para João Pessoa de novo.
E assim foi. Vou postar algumas fotos de lá já já. A cidade mudou um pouco em três anos. Muitos edifícios de apartamentos pipocaram principalmente em Cabo Branco e Tambaú, mas também em Intermares, Bessa e, em menor escala, Manaíra. Loteamentos ao longo do litoral também cresceram.
Há um certo boom imobiliário, mas locais falam em bolha. A cidade é subsede na Copa do Mundo, o que pode explicar parcialmente o interesse, aliado à proximidade com o Recife e à melhor estrutura. Boa surpresa da viagem, Coqueirinho está mudada. Há três anos, a praia tinha uma pequena estrutura de quiosques. Infelizmente eles estavam em área de preservação.
A administração local, então, fez algo admirável. Retirou os quiosques da praia, cercou a área de preservação e, numa área próxima, fez uma espécie de praça de alimentação, na qual os quiosques são padronizados, de bom tamanho, dispostos em U, com uma área no meio com chuveiro e voltados para o mar.
Ótimo, grande ideia. A praia mesmo voltou a ser quase selvagem. E continua maravilhosa.
Aproveitamos o carro alugado e conhecemos Ponta dos Seixas, mas foi rapidola, só entramos e saímos. Barra do Gramame estava muito diferente da última vez. A maré baixa expôs os bancos de areia e formou um cenário especial.
Num dos dias, seguimos a avenida litorânea passando por Bessa, Intermares e chegando a Cabedelo, onde fizemos um passeio - totalmente dispensável - a Areia Vermelha. O lugar nada mais é que um grande banco de areia cercado de corais, que forma piscinas naturas na maré baixa. Há um barco restaurante que explora a área, com cadeiras, mesas e guarda-sóis e um atendimento de última. Conselho: leve seu isopor com bebidas.
Nesse passeio reconheci um sujeito aqui de Brasília. Motociclista, já tínhamos batido um papo antes, mas não chegamos a nos apresentar. Puxei conversa e acabamos conhecendo o Rogério e a Cláudia, sua esposa. Ambos gente finíssima, acabamos nos encontramos depois em Coqueirinho e para um jantar à noite.
O resto do tempo que passamos lá foi só curtindo a praia, a cidade, a vista.
E agora mais algumas fotos.
De snorkel em Picãozinho
Corais em Picãozinho
A fauna local "trabalhando"
Barra do Gramame
Ponta dos Seixas

Até a próxima, bela Paraíba.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Cuba

Ao fim e ao cabo de trinta dias intensos na ilha de Fidel, acho que tenho condições de analisar o que vi por lá mais apuradamente.
Passados os primeiros dias quando tudo é novidade, alguns aspectos da vida e dos costumes ficam mais claros, como é de se esperar. A idolatria da Revolução é muito mais imposta que sentida genuinamente. Tive a impressão de que as pessoas sabem que a Revolução foi importante, mas que a esperada liberdade não chegou por completo. Para manter os ideais socialistas o Governo usa de força. Não força bruta, apesar de já ter sido o caso, mas de regras estritas, limitações, racionamentos, etc. Sim, boa parte da situação difícil da ilha é causada pelo embargo, ou o foi em algum momento. O embargo, aliás, parece ser financeiro apenas. Operações bancárias e de cartões de crédito, por exemplo, são complicadas. Já o comércio com países do mundo todo vai de vento em popa. Parece-me que Cuba compra o que der de onde puder, tal a variedade de origens para os produtos industrializados vendidos na ilha. Nós, por exemplo, vendemos muito para eles, biscoitos, produtos de limpeza, entre outros.
Em conversas com alguns locais, apura-se que há um certo orgulho no fato de Cuba ter feito a Revolução e suportado - se é que pode-se dizer isso - os efeitos do embargo. É como se as pessoas pensassem "sim, a Revolução foi ótima, mas o que essa 'vitória'  nos traz hoje?". Não há fome, mas não há fartura. O pouco que há é controlado pelo governo, cujos membros, obviamente, não passam pelas mesmas provações que a população. Socialistas do mundo todo olham Cuba com olhos maravilhados, mas os cubanos não dividem essa visão romantista. Ver Cuba de longe é lindo, viver lá, como eles, é outra história. Há intelectuais de esquerda brasileiros que adoram flanar pela ilha dos Castro, mas ficam hospedados no Meliá e viajam de executiva.
A escassez de produtos variados e as dificuldades na importação - de novo, causadas não somente pelo embargo, mas também pela burocracia e intervenção local - tornam, por exemplo, uma simples reforma num martírio.
Mas nem tudo são dificuldades. Há alguns anos, um lento mas, a meu ver, irreversível processo de abertura tem sido posto em prática pelo mais radical dos irmãos Castro, Raúl. Assim, os locais puderam ter acesso à telefonia celular, o mercado imobiliário começa a deixar as mãos do governo e negócios privados pipocam por toda a parte. Em grande parte esse processo foi impulsionado pela necessidade de se impulsionar (a repetição é intencional) o turismo, fonte segura e quase inesgotável de recursos. A ilha tem muitas belezas e ainda há o turismo ideológico. Em anos recentes, muitos restaurantes privados chamados "paladares", foram abertos. Eles receberam esse nome graças ao sucesso da novela "Vale Tudo", na qual a personagem de Regina Duarte sobe na vida vendendo sanduíches na praia e acaba por montar um império chamado Paladar. Esses restaurantes são de gastronomia refinada, acessível para os padrões internacionais, mas ainda restritos a uma parcela pequena da sociedade cubana.
A infraestrutura é deficiente. As ruas principais, as grandes avenidas, são bem mantidas e de boa qualidade. Os reparos, quando necessários, são bem feitos. Já as ruas de menor movimento e em bairros da periferia são de qualidade atroz, esburacadas na melhor das hipóteses. Nota-se assim a preocupação de não assustar os turistas.
Fazer essa viagem serviu para desmistificar muitas coisas e serviu para ver que, não importa que nome se dê, regimes totalitários e centralizadores não deveriam mais existir e são uma excrescência no mundo de hoje, ainda que o povo a ele submetido aparente concordar e estar satisfeito.

domingo, 22 de setembro de 2013

Cuba: day 21

Right. Domingão de novo. O mar hoje parecia uma piscina, de tão calmo e límpido. Desandei a experimentar a função de foto panorâmica da Lumix e olha que é impressionante. Ainda preciso apurar seu uso, para evitar umas manchas que ela produz, mas as fotos ficam bacanas.
Esta foto abaixo fez sucesso assim que a postei no Facebook. O mar estava uma delícia. Depois dele, demos uma passadinha pela piscina e logo saímos para a cidade, para mais uma rodada.
Este é o Hotel Nacional, o preferido dos mafiosos americanos nos idos dos anos 30-40. Ainda é muito imponente, por dentro e por fora, mas há relatos de que a falta de manutenção e atualização faz-se sentir pelos quartos.
Pelas fotos abaixo pode-se ver a opulência que um dia atraiu os ricos e famosos. E os poderosos. Nos jardins há túneis e remanescentes de baterias instaladas ali durante a crise dos mísseis, nos anos 60.
O Salón 1930 era a sala de concertos preferida de Maximo Francisco Repilado Muñoz, a.k.a., Compay Segundo. Aqui, a homenagem ao artista, na porta principal do Salón.
Depois do Hotel Nacional, atravessamos o túnel submerso para chegar ao Parque Histórico-Militar Morro Cabaña. Aqui encontram-se várias instalações militares, entre elas o Castillo de Los Tres Santos Reyes Magnos del Morro (1589-1830), a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, o Museo de Fortificaciones y Armas e o Museu de Comandancia del Che, que se vê na foto abaixo, à direita.

Aqui também há a estátua do Cristo e a vista é das melhores. Pode-se ver toda a Habana Vieja, o porto e boa parte do Malecón.

Abaixo, a Casa de Che.


Acima e abaixo, o forte visto do Farol.



O restante do dia foi gasto com um almoço excelente. Comi ropa vieja de Camagüey. Ropa vieja é um prato típico, que nada mais é que carne cozida e desfiada. Deliciosa. A versão de Camagüey é feita com carne de cordeiro. Passeamos um tiquinho mais pela cidade e, após uma bela chuva que caiu pela tarde e após mais uns drinques (vários), em diferentes bares, inclusive o clássico e recentemente reaberto Sloppy Joe's.
E mais um dia chegou ao fim. Cansados e cozidos pelo calor, nos retiramos. Inté.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Toys or tools?

Homem é chegado num brinquedinho. Homem gosta de ter coisas que satisfaçam seu lado "macho", talvez por isso homens gostem de ferramentas. Mesmo que não as usem. Mesmo que não saibam como usá-las. Mesmo que não queiram usá-las. Este post é sobre alguns desses brinquedinhos que possuo, mas que são ou pouco mais que brinquedos. São boas e úteis ferramentas. Mas são coisas que comprei mais pela qualidade do produto. Não basta para mim comprar uma multi-ferramenta lá na feira do Paraguai. Essa ferramenta tem que pelo menos ter qualidade. E se for de marca conhecida, tanto melhor. Há bons genéricos chineses, não me entenda mal, mas mostrar um brinquedo desses, ou uma ferramenta, é também uma mostra de que você entende alguma coisa. Vejam o exemplo desta lanterna aí embaixo, uma Led Lenser V2. Vi um anúncio numa revista num voo da Lufthansa e pensei: putz, tenho várias lanternas mas nenhuma realmente decente. As Maglite que tenho ainda são de lâmpadas incandescentes, fracas. Na passagem pelo duty free, impulso e lá fui eu.
Construída em alumínio, tem potência de 95 lumens. Isso é muito, acredite. O LED de alta potência aliado ao facho bem definido torna esta lanterna um grande brinquedo. Eu a utilizo quando saio à noite para passear com a Becky, nossa ensandecida Jack Russel, e assim consigo ver o que a bichinha está cheirando ou tentando comer no gramado escuro. Resolvi trazê-la nesta viagem, mas porque ela é compacta e cabe em qualquer lugar. Havana é muito mal iluminada e o hotel segue a mesma cartilha. O resultado é que a lanterna acabou sendo incrivelmente útil. Ponto para o brinquedinho. Além do mais, é muito resistente e seu facho cega por instantes se direcionado para os olhos. Há um alerta para não fazê-lo, semelhante aos encontrados em emissores de laser.
Este acessório aí é um Spudz. Muito conhecido de fotógrafos, trata-se de um paninho de microfibra ideal para a limpeza de lentes, pois não risca e não solta fiapos, guardadinho dentro de sua bolsa de neoprene. basta enrolá-lo e prendê-lo num gancho interno que qualquer mochila tem. Está sempre à mão e é fácil de lavar.
O camarada aí de cima foi adquirido na última viagem, quando passei pelo Panamá. A Victorinox tem uma excelente linha de produtos para viagem. O guarda-chuva tem peças reforçadas com titânio, abre por completo automaticamente e fecha-se automaticamente (com o apertar de um botão), parcialmente. Com pouco menos de dois palmos de comprimento, só cobre uma pessoa bem, mas é leve, a empunhadura é confortável e é cool pra caramba, convenhamos.
Tek-Towel é uma toalha da Sea to Summit. É de microfibra, ultra absorvente, além de secar muito rápido. Levei-a na minha viagem a Rio das Ostras no ano passado e foi extremamente útil no segundo dia, quando caiu um dilúvio. Esta tem o tamanho de uma toalha de rosto e está sempre na mochila.
Disco rígido externo. Tenha sempre um né? Este é Western Digital, de 320Gb e contém fotos, música, filmes e outros arquivos úteis. O estojo é da Case Logic.
Este que vos escreve gosta mesmo de escrever. E não só no computador. Sempre tenho à mão um bloco de notas, ou mais de um. Nem sempre do mesmo tamanho, eles estão sempre à mão, caso a inspiração surja do nada. Este é um Moleskine original. Na viagem a Rio das Ostras um bloco desses foi meu diário. No café da manhã eu escrevia o que seria o post do dia anterior. Quando voltei para casa, só foi só sentar e organizar os posts, transcrevendo-os. Gosto de fazer isso no fim do dia, quando as lembranças de passeios ainda estão frescas.
Comprei esse canivete na minha primeira viagem ao exterior, para o Panamá, em 1995. Ele sempre viaja comigo. Não é Victorinox, mas Wenger. Menos famoso, mas não de menor qualidade, já me salvou em várias ocasiões. Já me feri algumas vezes com ele, pois sempre mantenho a lâmina bem afiada. De que adiantaria ter o canivete com a lâmina cega, certo?
Outro acessório de fotógrafos, o kit acima foi adquirido em Portugal pela minha querida amiga Márcia "Marcita" Gonçalves. Chama-se LensPen. Uma ponta é uma escova retrátil, macia, para retirada de poeira de partes delicadas de câmeras. A outra ponta é uma esponjinha grafitada para limpeza de lentes. Por mais cuidado que se tenha, a gente acaba sempre tacando o dedo na lente e depois não sabe porque as fotos estão um horror. A tampa grafitada pode ser trocada e, ao se colocar a tampa, basta girá-la suavemente para renová-la.
Finalmente, uma ferramenta multiuso. Este tipo foi inventado por um sujeito chamado Tim Leatherman e segue o mesmo princípio do canivete suíço.
 Bem, dá para ver que a minha não é Leatherman. A minha foi roubada pelo pessoal que fazia nossa mudança em Roterdã, infelizmente. Era uma Leatherman legítima e acabou substituída por uma Stanley, de boa qualidade, mas longe da Leatherman original. Extremamente útil, está sempre comigo. A peça que está apontada para baixo é uma chave philips.





terça-feira, 17 de setembro de 2013

Cuba: day 12

Por descuido publiquei no blog errado. Clique aqui, pois não vou escrever tudo novamente nem subir todas as fotos.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cuba: dia 9

Pouca novidade e muito, muito mais trabalho.
No dia do meu 44º aniversário recebi muitas mensagens via Facebook. Tentei respondê-las todas, mas não foi fácil, dado o volume de trabalho que tínhamos.
Passei o dia bem low-profile quanto à data, só revelei à noite, pouco antes de sairmos para jantar. Não queria o auê todo que rola.
Fomos a um lugar chamado La Esperanza, que funciona numa casa de família. O lugar é interessante, aconchegante, parou no tempo nos anos 40/50. O menu oferece excelentes opções. O mojito estava ótimo, apesar de mais fraquinho do que manda a receita. Pedi lagosta com camarões salteados em alho com legumes. Ótima escolha.
Preferia estar celebrando com a Bia, lógico. A saudade foi aplacada com um telefonema um pouco mais cedo,
Fim de noite e cama.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

Cuba: Day 7 - Domingo finalmente

O dia começou sonolento com o telefone tocando e o colega chamando para um banho de mar matinal. Demorei um pöuco para "pegar"mas finalmente o encontrei no "piscinão" do hotel.
Esse piscinão é de água salgada e tem comunicação constante com o mar, assim que pode-se ver peixinhos, ouriços do mar e a água não é estagnada. O fundo é natural.
Aproveitei a deixa para testar a câmera nova.


Depois disso, café da manhã e rua.
Tomamos um desses ônibus turísticos do tipo "hop-on hop-off", em direção à cidade velha.O trajeto do ônibus é interessante.
Serpenteia por entre bairros mais novos e antigos, passa por locais de interesse como o Cemitério de Colón, a Universidade e a Praça da Revolução, com seu horroroso monumento que, pasmem, não pode ser visitado.
 


Neste passeio resolvi levar a 400D, só para descobrir mais tarde que ela me deixaria na mão. O ônibus cruza a parte velha da cidade e retorna na direção do Malecón. Descemos no Castillo de la Real Fuerza e a "poderosa" a esta altura já dava sinais de que ia pifar de vez. Vou explicar o problema num post no Lightscribblers.

O Castillo de la Real Fuerza, uma antiga fortaleza, é hoje um belo museu. Nele pode-se ver objetos como jóias, pedaços de discos e de lingotes de ouro e prata - uma bela quantidade deles - recuperados de navios naufragados nas águas do Atlântico.
 
Pode-se ver também peças de navios e de armamentos, maquetes detalhadíssimas de navios de todo tipo, construídos entre os séculos XVI e XIX. Andar pelos ambientes da fortaleza, no calor que fazia, era uma bênção, pois sua posição favorece correntes de vento.
Ao sair do museu resolvemos fazer o primeiro pit-stop do dia, num bar próximo. Somo atendidos e, logo em seguida, abordados por um camarada simpático e falador que puxa assuntos como música e futebol. Era um maestro, descobrimos depois. Maestro no sentido de professor mesmo, professor de harmonia. Não perdeu tempo e chamou o quarteto que aguardava por ali, para tocar. Eles se chamam Cuarteto Serenata: o compositor, cantor e multiinstrumentista, Oscar Roberto, um percussionista e pianista, Oscar Javier, uma cantora, Clara Lidia - que inicou-se com óperas - que também tocava violão e uma bela jovem flautista e percussionista, Danay, muito talentosos, todos. O maestro fazia a linha de frente, mas depois descobrimos que ele é o tal professor de harmonia de todos os músicos do quarteto. Findo o pequeno concerto, compramos o CD do grupo, que foram autografados pelos cinco e seguimos nossa exploração da Habana Vieja.

Chega a hora de comer e, na ânsia de fugir daquele povo que fica nas ruas "catando" clientes, acabamos por escolher o principal estabelecimento na Praça da Catedral. Péssima decisão.

Mais tarde passamos por uma praça onde estão expostos veículos e aviões que tiveram algum papel na revolução, com destaque para o barco Granma, com o qual Fidel e Che e seus principais oficiais fizeram a travessia a partir do México. Depois de um curto passeio, parada obrigatória no La Floridita para dois daiquiris e a seguir a volta ao hotel, em estado de total cozimento.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...