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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Saudade x saudosismo

Há alguns dias uma amiga dos tempos do colégio postou numa rede social uma foto superdesfocada de uma moto e um grupo de pessoas. A moto em questão era a Yamaha RX80 Carona da família, à época sob os meus cuidados...por assim dizer.
Bem, aquela desfocada foto despertou um sentimento gozado. O primeiro conceito que me vem à cabeça é "nostalgia". Se nostalgia puder ser descrita como um misto de saudade e saudosismo, então é isso. Mas acho que não.
O saudosista tem algo de quem tem coisas mal resolvidas no passado, passa a noção de estar sempre querendo voltar e reviver o passado. Passado serve para ser lembrado, não revivido. Qualquer um que já tenha tentado fazê-lo percebeu que não só é impossível (e não estou falando de viagem no tempo), como é inútil e, convenhamos, uma ideia bem idiota. Ter saudades de tempos idos, de coisas vividas é uma coisa boa. Aquela foto meu despertou saudade daqueles tempos. Querer voltar no tempo, ou pior, viver no passado, não tem nada de bom. E…

A sujeira e a fiscalização

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Inteligência. A falta dela pode ser apontada como culpada por vários exemplos de má administração Brasil afora. Não é exclusividade nossa, mas vou-me ater à realidade que vivo.
Em Brasília, há algum tempo, nos tempos do pilantrão José Roberto Arruda, foi editada uma lei semelhante à Lei da Cidade Limpa, de São Paulo, embora não tão radical. Funcionou durante um tempo e atuou sobretudo com relação a faixas de propaganda afixadas em locais proibidos. Não durou.
O que se vê pela cidade hoje é a sujeira visual que toma conta de tudo, dos pontos de ônibus às rotatórias nas áreas comerciais. Vê-se de tudo: faixas que anunciam a venda de um apartamento, sushi, festas e shows, cartazes colados nas placas de trânsito, postes e paredes, caminhões-grua com faixas gigantescas que, se não são fixas, são do tamanho de um outdoor. Estes caminhões, aliás, ficam estacionados em qualquer lugar, inclusive sobre canteiros. E nada acontece.
Não faz muito tempo vi um rapaz pregando cartazes de uma cartoma…

Letra da Semana

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Depois de algumas semanas sem letras, voltemos com os mexicanos do Cafe Tacvba.


EL METRO
(Cafe Tacvba)

Me metí en un vagón del Metro
Me meti num vagão do metrô
Y no he podido salir de aqui
E não consegui sair daqui
Llevo más de tres o cuatro meses viviendo acá en el subsuelo
Já faz mais de três ou quatro que vivo aqui no subsolo
En el Metro
No metrô

Zocalo, Hidalgo, Chabacano he cruzado un millón de veces
Zocalo, Hidalgo, Chabacano já cruzei um milhão de vezes
He querido salir por la puerta
Quis sair pela porta
Pero siempre hay alguien que empuja (para adentro)
Mas sempre tem alguém que empurra (para dentro) 

Refrão
Y cuando en las noches penso yo en ti
E quando à noite eu penso em ti
Sé que tu te acuerdas de mi
Sei que tu te lembras de mim
Pero aqui atrapado en este vagón
Mas preso aqui neste vagão
No sé si volveré a salir
Não sei se voltarei a sair

Como pastillas, paletones, chocolates, chicles y salvavidas
Como pastilhas, pirulitos, chocolates, chicletes e salva-vidas (drops) 
Tengo ya seis j…

Buenos Aires, conclusão

First things first. Nós gostamos de Buenos Aires. A cidade é agradável, apesar do calor, fácil de andar pois é plana.
BsAs é hoje uma cidade cara. O câmbio oficial - e os índices de inflação - são mantidos artificialmente pelo governo de Cristina Kirchner, prática condenada pela comunidade mundial e que o país já foi instado a abandonar. A realidade das ruas é bem mais dura. Dólares, euros e reais são disputados ferrenhamente. O excesso de restrições às importações prejudica sobremaneira o comércio e a indústria locais. Uma refeição simples pode bater na casa de R$ 100,00 para duas pessoas. Facilmente batível em relação custo-benefício em qualquer lugar do Brasil. Mas e as compras? Não vimos grandes diferenças de preços em relação ao Brasil. Por outro lado não pesquisamos em áreas consideradas de comércio mais barato, nos ativemos apenas à Calle Florida e suas imediações. De qualquer forma, a viagem saiu muito mais cara do que havíamos planejado.
Os duty frees do país, entretanto, te…