terça-feira, 23 de abril de 2013

Confusamente frustrado

Tem coisas modernas que são irritantes. Tem sempre alguém bolando algo novo ou uma variação de algo já existente (e que funciona).
Ontem no supermercado a mera escolha de um xampu me deu nos nervos. Há não muito tempo você encontrava xampu para cabelos secos, normais ou oleosos. No máximo, havia a variação anti-caspa. Aí, alguém bolou o 2 em 1. Para os homens foi uma grande ideia. E eis que, recentemente, esses 2 em 1 começaram a sumir das prateleiras, porque quem manda nesse mercado são as mulheres e elas voltaram a usar xampu e condicionados separadamente, pois começaram a pipocar mais opções de um e de outro produto. Comprar xampu agora pode ser uma tarefa complicada, pois acabou a simplicidade do normal, secos e oleosos. Agora tem hidratante, fortificante, corretor de pontas (?) e o diabo a quatro. Numa pequena seção no supermercado (menor que a seção de anti-caspa que, surpreendentemente, tem infinitas variações) há uma pequena área para produtos de linha masculina. CADÊ O XAMPU PARA CABELOS NORMAIS??!?!?!?!? Tem para oleosos - que agora se chamam de "controle de oleosidade e fortificação" - secos, caspentos mas nada de cabelos normais. Mas vi um ali no cantinho e, feliz, catei dois e fui para o caixa. Só para descobrir que o que eu tinha em mãos eram condicionadores e não xampu. Diz a mocinha do supermercado: "é, desse ainda não chegou o xampu". Legal. O dono de cabelos normais não tem com que lavá-los, mas pode passar creme rinse. Ah, desculpe, não é mais creme rinse, é condicionador.
Isso me fez lembrar de um lance que aconteceu em Los Angeles, em 2009. Fomos a um supermercado para comprar uns víveres (gostaram?) para consumo ao longo da semana que passaríamos lá. Chego na seção de águas minerais. O que temos em nossos supermercados, a título de ilustração, são gôndolas dedicadas a bebidas em geral, nas quais você vai encontrar cerveja, refrigerantes e água, certo? Lá tinha uma gôndola inteira - estamos falando nuns 40 metros de gôndola, pelo menos - só de água. Até aí tudo bem. Comecei a procurar algo que não fosse fortificado, vitaminado, eletrolizado, das geleiras do Himalaia, de marte...Nada. Ao perceber minha confusão, um funcionário do mercado me pergunta se podia ajudar. Digo ao jovem que procuro água comum. Responde ele: "isso não existe mais, Senhor". 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

É aquela fase de novo. Falta de assunto.
Não falta assunto, para dizer a verdade. Falta inspiração. As infelizes das redes sociais são responsáveis hoje pela disseminação das notícias mais importantes do momento. O chato é que com ela vem as bobagens. Piadinhas, opiniões, discussões, debates e por aí afora. O que tem rolado? Feliciano, pastor e dublê de deputado, que não consegue fechar a matraca e parece só querer polemizar. Já deveria ter feito de conta que ia ao banheiro e saído da Comissão de Direitos Humanos. É triste que um sujeito como ele esteja ocupando um cargo de deputado. Infelizmente, ele foi eleito pelo voto direto. As igrejas elegem os seus, tem grana e influência e palanque permanente. Acho que deveria haver uma separação mais clara entre a ação parlamentar e a pregação religiosa. Os deputados-pastores misturam tudo e fazem campanha até mesmo quando a campanha ainda não foi liberada, afinal, segundo eles, não é campanha, é pregação.
Dando corda os detratores só fazem manter o elemento em evidência. Fico imaginando que num universo de quinhentos e tantos deputados que ainda há muitos Felicianos por aí, escondidinhos, aprontando das suas. Feliciano teve o azar de falar as bobagens que falou e ainda ser indicado para a CDH.
Antes disso teve a escolha do novo Papa, que na minha opinião foi uma boa escolha. Piadinhas com argentinos abundaram, críticas também e por aí afora.
Agora o assunto é o tomate. Ou melhor, o preço do tomate. Da última vez que comprei, confesso que não olhei o preço do quilo. Nunca olho. Não faço comida em casa todos os dias, portanto não temos a rotina da maioria dos brasileiros. Compro quando preciso ou quando quero fazer algo específico. Comprar ou não comprar tomate não vai mudar a minha vida. Não pesquiso preço para algo que não compro toda semana.
Meus molhos de tomate são feitos com tomate em lata, que são ótimos para esse fim e muito mais práticos.
Claro, fazer piada é algo inerente à índole do brasileiro. Fazemos piada até com o que não deveria ser feito. Isso quer dizer que não nos levamos muito a sério? Em parte. Fazemos piada com tudo e com isso corremos o sério risco de não levar a sério assuntos que mereceriam nossa atenção.O galhofeiro brasileiro acaba por não ser levado tanto a sério como gostaria. Só quem já viveu no exterior sabe do que estou falando.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Grumpy Old Man


Why is it that most of the streets I use every day are in dire need of new asphalt and they never get it?

Who signs off new seasons for BBB? I wanna punch him/her in the nose.

Won´t our politicians ever learn? I wanna kick them in the groin.

The worst songs ever are the most popular. Does Freud explain that? And they are played very loudly in horrible cars with very potent sound systems that probably cost more then the very cars they were installed in. I bet Freud can´t explain that. Those cars´owners should be banished to a distant land. Like mars.

What is wrong with people who go to the supermarket and keep remembering things they were supposed to buy as soon as they reach the cashier? And who do they think they are when they ask the cashier to wait a second with a huge line standing right there while they send the wife/husband to retrieve whatever they forgot?

Some drivers (and some motorcyclists) really should be shot in the head.

The same people who complain that the government doesn´t build overpasses in intense traffic areas are the same ones who don´t use them when they are there, get ran over and complain about it.

Oi, biker?! There´s a bike lane right over there! Why won´t you use it?