quinta-feira, 27 de junho de 2013

De onde vem a podridão?


Minha teoria: acabe-se com a bandalheira que ocorre nos municípios que boa parte dos problemas políticos que afetam o país serão resolvidos. Alguém levantou essa bola em redes sociais esta semana.
Sei que é meio utópico e que corrupção não ocorre só em nível municipal, mas veja por este ângulo: a bandalheira e a corrupção galopam país afora principalmente porque José Povo não sabe o que é acompanhar e fiscalizar o trabalho dos homens públicos, aqueles eleitos pelo voto direto. Vejamos: em Birimboca do Oeste há vagas para 7 vereadores que ganham lá seus milinhos por mês, para se reunirem uma vez por semana para discutir assuntos de "interesse da cidade". Nenhum dos eleitos vive do cargo. Uns são empresários, outros servidores públicos, e por aí vai. Pois bem, Seu Zé Povo votou no Vereador 1 porque ele é seu vizinho. O primo do seu Zé votou no patrão. O amigo do seu Zé, por outro lado, votou no primo dele. Todos se elegeram. Qual o problema aqui? Seu Zé não vai cobrar do seu vereador, porque ele é seu vizinho, é "gente boa". O primo dele não vai cobrar do vereador porque ele é o patrão, "posso perder meu emprego", e o amigo do seu Zé não vai cobrar do seu vereador porque ele é seu primo, "da família não se cobra, é gente boa".
Se essas pessoas não cobram de seus vereadores, como podemos esperar que vão cobrar de seus deputados estaduais, federais e senadores? Temos um problema aqui que tem sua origem no nível mais inferior do poder legislativo. Certos de que não serão cobrados pelo que fazem e menos ainda pelo que não fazem, esses vereadores pouco ou nada fazem. Basta apresentar uns projetinhos no último ano e gastar alguns reais que a reeleição está garantida. Bem parecido com os níveis superiores do Legislativo, né não?
Virou baderna no momento em que decidiram que vereador tem direito a salário. Não deveria ter.
O trabalho de vereador tem que ser voluntário, e tem mais, tem que ser visto por esse voluntário como uma HONRA. Isso mesmo, representar o povo (como um todo e não para grupos) deveria ser visto como uma HONRA e não só por vereadores, deputados e senadores também. É vergonhoso um deputado federal ir à TV dizer que "é muito difícil viver com 18 mil reais". Ou vinte e quatro ou o que quer que seja, uma frase dessa mereceria resposta na forma de perda de mandato, pois trata-se de um desrespeito para com aqueles milhões que tem que viver, veja bem, TEM que viver com muito, muito menos que isso. Voltando aos vereadores, se fossem tirados os salários, só teríamos vereadores que realmente teriam interesse em trabalhar pela cidade e pelo seu povo. Na garupa dessa ideia poderia vir uma drástica redução dos salários de prefeitos e governadores, deputados e senadores. Eles todos já estão muitíssimo bem de vida, não estão? De mais a mais, recebem benefícios de toda ordem. Muitos quiseram parecer heróis quando deram fim aos 14º e 15º (!) salários. Olha só.
E esse é apenas uma das muitas mazelas brasileiras que fizeram o povaréu sair às ruas.

Manifestação sim, vandalismo não.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ANGEL MINE
Anjo Meu
(Cowboy Junkies)

 
                                           Vídeo com a participação de Jeanine Garofalo

He searched for those wings that he knew
Ele procurou pelas asas que sabia
That this angel should have at her back
Que este anjo deveria ter nas costas
And although he can´t find them he really don´t mind
E embora ele não as encontre ele não se importa
´Cause he knows they´ll grow back
Pois sabe que elas voltarão a crescer
And he reached for that halo that he knows
E buscou por aquele halo que sabe
That she had when she first caught his eye
Que ela tinha quando a viu pela primeira vez
Although his hand came back empty
E ainda que sua mão volte vazia
He´s really not worried ´cause he knows it still shines
Ele não se preocupa pois sabe que ele ainda brilha

Chorus
I can´t promise that I´ll grow those wings
Não posso prometer crescer aquelas asas
Or keep this tarnished halo shine
Ou manter o brilho deste halo manchado
But I´ll never betray your trust
Mas eu nunca vou trair sua confiança
Angel mine
Anjo meu


I searched all the time on the ground
Busquei o tempo todo pelo chão
For our shadows cast side by side
Por nossas sombras lado a lado
Just to remind me that I haven´t gone crazy
Só para me lembrar que não enlouqueci
That you exist and are mine
Que você existe e é minha
And I know that your skin is as warm and as real
E eu sei que sua pele é tão tépida e tão real
As the smile in your eyes
Quanto o sorriso nos seus olhos
But I have to keep touching, and smelling and tasting
Mas eu preciso continuar tocando, cheirando e provando
For fear it´s all lies
Por medo de que sejam mentira
Chorus

Last night I woke from the deepest of sleeps
A noite passada acordei do mais profundo dos sonos
With your voice in my head
Com sua voz na cabeça
And I can tell by your breathing that you are still sleeping
E posso ver pela sua respiração que você ainda dorme
I repeated the words you had said
Eu repeti as palavras que você disse

Chorus

terça-feira, 4 de junho de 2013

Rio

Diz a música do Planet Hemp: "Rio/Cidade desespero/A vida é boa/Mas só vive aqui quem não tem medo..." O Planet cantava isso nos anos 90, quando a violência imperava e corria solta na Cidade Maravilhosa.
Nossa rápida passagem por lá no começo deste mês serviu para várias coisas. Primeiro para entendermos de uma vez por todas a geografia confusa da cidade, ou pelo menos para ter uma ideia mais clara dela. Pode não ser confusa para quem está acostumado ao Rio, mas para aqueles "de fora", que só viram a cidade em fotos, entender o Rio é um bocado complicado. Meu irmão é ótimo para essas coisas. Tem excelente memória e descobre muita coisa escondida. Foi assim quando ele me explicou, nos idos de 1993, como funcionava Brasília. No Rio foi parecido. Depois das aulas de geografia e história, bastou subir o Corcovado e o Pão de Açúcar para entender definitivamente a matéria. Esses passeios são caros, mas são obrigatórios.
A viagem serviu também para desmistificar (um pouco) a ideia de cidade violenta. Bem verdade que ficamos só na Zona Sul e lá a vida é mesmo mais tranquila. A violência latente de cidade grande ainda existe, isso não tem como mudar, mas sente-se no ar que as pessoas se sentem mais seguras. Zona Norte, pelo que soube, é outro papo.
Nossa "base" era o Leblon, com suas ruas arborizadas, bom comércio, praia logo ali, Morro Dois Irmãos logo ali, Lagoa logo ali, botequins, delicatessens, restaurantes e teatros logo ali. Chinelão é quase uniforme.
Tivemos tempo bom todos os dias, mesmo no dia em que uma tempestade se abateu sobre a cidade de madrugada, deixando as calçadas cobertas de areia e vários bairros sem eletricidade.
E é como dizem: a cidade realmente é muito bonita. Cheia de curiosidades por todos os lados, botequins centenários (ou quase) cada um com sua especialidade.
Interior do famoso Chico e Alaíde, no Leblon
O Choquinho de camarão é um dos carros-chefes da casa
Fizemos alguns passeios básicos e obrigatórios: Corcovado, Pão de Açúcar e Jardim Botânico.
Arcos da Lapa
Nesses últimos dá para passar muuuuuito tempo. O Jardim Botânico é lindo e muito agradável. Lugar ideal para se ir com calma e tempo, andar bastante entre as árvores, respirar fundo o delicioso e refrescante ar, sentar-se por ali e calanguear um pouco.

















A vista do alto do Corcovado é também incrível. Chato são os pangarés fazendo pose com os braços abertos atrapalhando quem quer passar e fotografar também. Mas...isso tem em toda parte e não chega a estragar o passeio.

Eu e a melhor metade, de chapéu surrupiado
A subida, pelo antigo trenzinho, de cerca de 20 minutos só é atrapalhada, na minha opinião, pelos sambistas que sobem no trem quase lá em cima. A gringaiada acha o máximo, eu poderia passar sem e não é por não gostar de samba, gosto, mas porque a subida é tão bucólica que não mereceria ser atrapalhada pelo barulho. A subida custa R$ 42,00 e dura cerca de vinte minutos. Não faça a subida de carro. O trenzinho é divertido.
É braços para cima, braços para os lados
É difícil escolher para que lado olhar e o que fotografar primeiro. Tudo é muito bonito visto lá de cima.
O Pão-de-Açúcar e seu irmão, o morro da Urca, escondem trilhas e locais onde se pode sentar e passar horas agradabilíssimas sob a cobertura das árvores, apreciando a nada menos que fantástica vista. Vale todos os R$ 53,00 pedidos pela subida.
A primeira parada é o Morro da Urca.

O primeiro bondinho

O último antes do atual. Fred e Bia não escaparam.
Este aí acima é o bondinho que aparece no filme do...Bond. Sim, aquele em que ele luta, quase cai, faz todas as estripulias que já se espera do grande espião.
No Morro da Urca há casa de shows, restaurantes, cafés, lojas de souvenires e uma pequena galeria, onde se pode ver mais alguns componentes do maquinário que um dia trouxe e levou os bondinhos para cima e para baixo.



















Embarcando no segundo bondinho é que chega-se, finalmente, ao Pão de Açúcar.
O resto fica para outro post.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...