quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fazendo malas...de novo.

Aqui vamos nós de novo. Hora de fazer as malas para mais uma viagem a trabalho. Lá em 2011 fui para Roterdã por 45 dias. Desta vez, Cuba, mais precisamente Havana, por 30 dias. Já disse antes que sou um bicho caseiro, às vezes acho que até caseiro demais. Mas quando se está lotado no Brasil, é interessante fazer uma viagem dessas de vez em quando, principalmente se der para economizar uns tostões.
O ponto positivo é já ter uma noção do que se vai encontrar. E neste caso já tenho, então acho que terei poucos sobressaltos. Muito trabalho me espera e os 30 dias vão passar voando.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cuba

No início de agosto fiz uma viagem de uma semana a trabalho, para Cuba e México. O objetivo era instalar equipamentos e engatilhar um plano de centralização de emissão de vistos, mas não vou entrar em detalhes aborrecidos.
A primeira impressão de Cuba não é das melhores. O aeroporto se parece com alguma rodoviária do interior do Brasil, de alguma cidade cujo prefeito não está nem aí. É feinho, feinho.
Até aqui aquela imagem de país decrépito foi-se confirmando.
Embarcamos no veículo da embaixada e lá fomos nós, em direção a Havana. Surpresa: boas e belas estradas. Claro, normalmente as estradas que levam do aeroporto para a cidade são bem cuidadas. Não estou falando de São Paulo...
No caminho, passamos por bairros de periferia que lembram e muito alguns lugares do Brasil, periferias de grandes e pequenas cidades brasileiras. Há uma familiaridade no ar.
Algumas surpresas do caminho: semáforos mais modernos do que os encontrados em muitas cidades brasileiras, incluindo nossa querida capital federal. Com lâmpadas led e contadores de tempo, encontráveis por aqui somente em alguns lugares, são um indício de que o governo local consegue algumas coisas, apesar do famigerado embargo.
O hotel em que nos hospedaríamos, assim como a Embaixada, ficam no bairro Miramar, mais novo e com melhor infraestrutura, e bem distante da Havana Vieja.
O grupo espanhol Meliá tem vários hotéis e resorts no país. Ficamos no Meliá Habana, praticamente localizado defronte ao prédio onde está instalada a Embaixada. Nossa representação não está mal instalada, mas outras embaixadas preferiram casarões antigos - e belíssimos -  numa avenida próxima.
Como chegamos no domingo, um colega da embaixada gentilmente nos levou para um almoço e um passeio pela cidade. Já conhecia o potencial turístico, mas não fazia ideia do que iria encontrar. Começamos com um belíssimo almoço num restaurante meio escondido da rua, e com uma varanda de frente para um canal ou braço do mar, não sei dizer.
Excelente comida, ótima cerveja local (Bucanero) e preços arrasadores.
Lagosta a 60 pilas o prato? Yes, please.
De bucho mais cheio, fomos para o centro histórico de Havana. Aqui, novas surpresas, pois boa parte dos prédios estão muito bem conservados e/ou restaurados. Muitos outros em processo de restauração. Mas ainda outros tantos (muitos) em acentuado estado de degradação. Alguns não escondem o charme do passado, com belíssimos arcos, pórticos e azulejos decorados.
Por todos os lados lojinhas, bares e muitos, muitos turistas. O preço baixo combinado com a "curiosidade" em torno do país, levam hordas de viajantes para o país caribenho.
Os clássicos carrões americanos enchem as ruas. Alguns ainda funcionando como que por milagre, outros impecavelmente mantidos (sabe-se lá como) e/ou restaurados (idem). Em meio a eles, muitos carros russos, chineses, japoneses.


Comenta-se que é muito caro manter um veículo em Cuba. Não há manutenção, pois não há peças (o embargo de novo). Entre resquícios de outros, e áureos tempos, murais e monumentos em homenagem à revolução e seus heróis. Tudo bem que o povo cubano subsista com uma ração minguada e salários miseráveis. O governo controla praticamente todos os negócios e os empregos.

Há negócios particulares, mas ainda são poucos e tem uma dificuldade monstro de se manter devido ao controle aduaneiro que dificulta a importação e, quando ela acontece, dificulta sua liberação.
Fim de tarde no Malecón
A cidade de Havana está muito bem cuidada, em vários aspectos. Percebe-se que, apesar dos preços baixos, há uma boa receita aqui advinda do turismo.

Não deixamos de passar por locais famosos como La Bodeguita del Medio e o bar La Floridita, berço do daiquiri, que provamos de pé no balcão, próximos da estátua em homenagem a Ernest Hemingway. Faltou dar uma passadinha no recém-reaberto Sloppy Joe´s. Fica para setembro.
Ernie dá as boas vindas no balcão do La Floridita, o berço do Daiquiri.
Almoçamos e jantamos em outros bons restaurantes, inclusive o do hotel Meliá.



Os dias de trabalho foram intensos e longos, sem direito a parada para almoço. A internet, mesmo por satélite, é de baixa qualidade, o que tornou nossos trabalhos mais complicados. No fim, deu tudo certo e seguimos aliviados para a Cidade do México, onde teríamos dois dias intensos de trabalho e nada de passeios, a não ser um passeio curto no último dia, para comprar uns souvenires.
A Cidade do México lembra muito a capital paulista. Frio de manhã, chuva intensa à tarde, engarrafamentos a qualquer hora. Ótima infraestrutura e serviços baratos a diferenciam, entretanto, de São Paulo.
A volta, como a ida, teve conexão na Cidade do Panamá. O ótimo duty free alivia e distrai. Com boas lojas e bons preços é quase irresistível. Voltei com um Galaxy Tab 3.
Em setembro, um mês de Havana. Até lá.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...