domingo, 22 de setembro de 2013

Cuba: day 21

Right. Domingão de novo. O mar hoje parecia uma piscina, de tão calmo e límpido. Desandei a experimentar a função de foto panorâmica da Lumix e olha que é impressionante. Ainda preciso apurar seu uso, para evitar umas manchas que ela produz, mas as fotos ficam bacanas.
Esta foto abaixo fez sucesso assim que a postei no Facebook. O mar estava uma delícia. Depois dele, demos uma passadinha pela piscina e logo saímos para a cidade, para mais uma rodada.
Este é o Hotel Nacional, o preferido dos mafiosos americanos nos idos dos anos 30-40. Ainda é muito imponente, por dentro e por fora, mas há relatos de que a falta de manutenção e atualização faz-se sentir pelos quartos.
Pelas fotos abaixo pode-se ver a opulência que um dia atraiu os ricos e famosos. E os poderosos. Nos jardins há túneis e remanescentes de baterias instaladas ali durante a crise dos mísseis, nos anos 60.
O Salón 1930 era a sala de concertos preferida de Maximo Francisco Repilado Muñoz, a.k.a., Compay Segundo. Aqui, a homenagem ao artista, na porta principal do Salón.
Depois do Hotel Nacional, atravessamos o túnel submerso para chegar ao Parque Histórico-Militar Morro Cabaña. Aqui encontram-se várias instalações militares, entre elas o Castillo de Los Tres Santos Reyes Magnos del Morro (1589-1830), a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, o Museo de Fortificaciones y Armas e o Museu de Comandancia del Che, que se vê na foto abaixo, à direita.

Aqui também há a estátua do Cristo e a vista é das melhores. Pode-se ver toda a Habana Vieja, o porto e boa parte do Malecón.

Abaixo, a Casa de Che.


Acima e abaixo, o forte visto do Farol.



O restante do dia foi gasto com um almoço excelente. Comi ropa vieja de Camagüey. Ropa vieja é um prato típico, que nada mais é que carne cozida e desfiada. Deliciosa. A versão de Camagüey é feita com carne de cordeiro. Passeamos um tiquinho mais pela cidade e, após uma bela chuva que caiu pela tarde e após mais uns drinques (vários), em diferentes bares, inclusive o clássico e recentemente reaberto Sloppy Joe's.
E mais um dia chegou ao fim. Cansados e cozidos pelo calor, nos retiramos. Inté.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Toys or tools?

Homem é chegado num brinquedinho. Homem gosta de ter coisas que satisfaçam seu lado "macho", talvez por isso homens gostem de ferramentas. Mesmo que não as usem. Mesmo que não saibam como usá-las. Mesmo que não queiram usá-las. Este post é sobre alguns desses brinquedinhos que possuo, mas que são ou pouco mais que brinquedos. São boas e úteis ferramentas. Mas são coisas que comprei mais pela qualidade do produto. Não basta para mim comprar uma multi-ferramenta lá na feira do Paraguai. Essa ferramenta tem que pelo menos ter qualidade. E se for de marca conhecida, tanto melhor. Há bons genéricos chineses, não me entenda mal, mas mostrar um brinquedo desses, ou uma ferramenta, é também uma mostra de que você entende alguma coisa. Vejam o exemplo desta lanterna aí embaixo, uma Led Lenser V2. Vi um anúncio numa revista num voo da Lufthansa e pensei: putz, tenho várias lanternas mas nenhuma realmente decente. As Maglite que tenho ainda são de lâmpadas incandescentes, fracas. Na passagem pelo duty free, impulso e lá fui eu.
Construída em alumínio, tem potência de 95 lumens. Isso é muito, acredite. O LED de alta potência aliado ao facho bem definido torna esta lanterna um grande brinquedo. Eu a utilizo quando saio à noite para passear com a Becky, nossa ensandecida Jack Russel, e assim consigo ver o que a bichinha está cheirando ou tentando comer no gramado escuro. Resolvi trazê-la nesta viagem, mas porque ela é compacta e cabe em qualquer lugar. Havana é muito mal iluminada e o hotel segue a mesma cartilha. O resultado é que a lanterna acabou sendo incrivelmente útil. Ponto para o brinquedinho. Além do mais, é muito resistente e seu facho cega por instantes se direcionado para os olhos. Há um alerta para não fazê-lo, semelhante aos encontrados em emissores de laser.
Este acessório aí é um Spudz. Muito conhecido de fotógrafos, trata-se de um paninho de microfibra ideal para a limpeza de lentes, pois não risca e não solta fiapos, guardadinho dentro de sua bolsa de neoprene. basta enrolá-lo e prendê-lo num gancho interno que qualquer mochila tem. Está sempre à mão e é fácil de lavar.
O camarada aí de cima foi adquirido na última viagem, quando passei pelo Panamá. A Victorinox tem uma excelente linha de produtos para viagem. O guarda-chuva tem peças reforçadas com titânio, abre por completo automaticamente e fecha-se automaticamente (com o apertar de um botão), parcialmente. Com pouco menos de dois palmos de comprimento, só cobre uma pessoa bem, mas é leve, a empunhadura é confortável e é cool pra caramba, convenhamos.
Tek-Towel é uma toalha da Sea to Summit. É de microfibra, ultra absorvente, além de secar muito rápido. Levei-a na minha viagem a Rio das Ostras no ano passado e foi extremamente útil no segundo dia, quando caiu um dilúvio. Esta tem o tamanho de uma toalha de rosto e está sempre na mochila.
Disco rígido externo. Tenha sempre um né? Este é Western Digital, de 320Gb e contém fotos, música, filmes e outros arquivos úteis. O estojo é da Case Logic.
Este que vos escreve gosta mesmo de escrever. E não só no computador. Sempre tenho à mão um bloco de notas, ou mais de um. Nem sempre do mesmo tamanho, eles estão sempre à mão, caso a inspiração surja do nada. Este é um Moleskine original. Na viagem a Rio das Ostras um bloco desses foi meu diário. No café da manhã eu escrevia o que seria o post do dia anterior. Quando voltei para casa, só foi só sentar e organizar os posts, transcrevendo-os. Gosto de fazer isso no fim do dia, quando as lembranças de passeios ainda estão frescas.
Comprei esse canivete na minha primeira viagem ao exterior, para o Panamá, em 1995. Ele sempre viaja comigo. Não é Victorinox, mas Wenger. Menos famoso, mas não de menor qualidade, já me salvou em várias ocasiões. Já me feri algumas vezes com ele, pois sempre mantenho a lâmina bem afiada. De que adiantaria ter o canivete com a lâmina cega, certo?
Outro acessório de fotógrafos, o kit acima foi adquirido em Portugal pela minha querida amiga Márcia "Marcita" Gonçalves. Chama-se LensPen. Uma ponta é uma escova retrátil, macia, para retirada de poeira de partes delicadas de câmeras. A outra ponta é uma esponjinha grafitada para limpeza de lentes. Por mais cuidado que se tenha, a gente acaba sempre tacando o dedo na lente e depois não sabe porque as fotos estão um horror. A tampa grafitada pode ser trocada e, ao se colocar a tampa, basta girá-la suavemente para renová-la.
Finalmente, uma ferramenta multiuso. Este tipo foi inventado por um sujeito chamado Tim Leatherman e segue o mesmo princípio do canivete suíço.
 Bem, dá para ver que a minha não é Leatherman. A minha foi roubada pelo pessoal que fazia nossa mudança em Roterdã, infelizmente. Era uma Leatherman legítima e acabou substituída por uma Stanley, de boa qualidade, mas longe da Leatherman original. Extremamente útil, está sempre comigo. A peça que está apontada para baixo é uma chave philips.





terça-feira, 17 de setembro de 2013

Cuba: day 12

Por descuido publiquei no blog errado. Clique aqui, pois não vou escrever tudo novamente nem subir todas as fotos.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Cuba: dia 9

Pouca novidade e muito, muito mais trabalho.
No dia do meu 44º aniversário recebi muitas mensagens via Facebook. Tentei respondê-las todas, mas não foi fácil, dado o volume de trabalho que tínhamos.
Passei o dia bem low-profile quanto à data, só revelei à noite, pouco antes de sairmos para jantar. Não queria o auê todo que rola.
Fomos a um lugar chamado La Esperanza, que funciona numa casa de família. O lugar é interessante, aconchegante, parou no tempo nos anos 40/50. O menu oferece excelentes opções. O mojito estava ótimo, apesar de mais fraquinho do que manda a receita. Pedi lagosta com camarões salteados em alho com legumes. Ótima escolha.
Preferia estar celebrando com a Bia, lógico. A saudade foi aplacada com um telefonema um pouco mais cedo,
Fim de noite e cama.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

Cuba: Day 7 - Domingo finalmente

O dia começou sonolento com o telefone tocando e o colega chamando para um banho de mar matinal. Demorei um pöuco para "pegar"mas finalmente o encontrei no "piscinão" do hotel.
Esse piscinão é de água salgada e tem comunicação constante com o mar, assim que pode-se ver peixinhos, ouriços do mar e a água não é estagnada. O fundo é natural.
Aproveitei a deixa para testar a câmera nova.


Depois disso, café da manhã e rua.
Tomamos um desses ônibus turísticos do tipo "hop-on hop-off", em direção à cidade velha.O trajeto do ônibus é interessante.
Serpenteia por entre bairros mais novos e antigos, passa por locais de interesse como o Cemitério de Colón, a Universidade e a Praça da Revolução, com seu horroroso monumento que, pasmem, não pode ser visitado.
 


Neste passeio resolvi levar a 400D, só para descobrir mais tarde que ela me deixaria na mão. O ônibus cruza a parte velha da cidade e retorna na direção do Malecón. Descemos no Castillo de la Real Fuerza e a "poderosa" a esta altura já dava sinais de que ia pifar de vez. Vou explicar o problema num post no Lightscribblers.

O Castillo de la Real Fuerza, uma antiga fortaleza, é hoje um belo museu. Nele pode-se ver objetos como jóias, pedaços de discos e de lingotes de ouro e prata - uma bela quantidade deles - recuperados de navios naufragados nas águas do Atlântico.
 
Pode-se ver também peças de navios e de armamentos, maquetes detalhadíssimas de navios de todo tipo, construídos entre os séculos XVI e XIX. Andar pelos ambientes da fortaleza, no calor que fazia, era uma bênção, pois sua posição favorece correntes de vento.
Ao sair do museu resolvemos fazer o primeiro pit-stop do dia, num bar próximo. Somo atendidos e, logo em seguida, abordados por um camarada simpático e falador que puxa assuntos como música e futebol. Era um maestro, descobrimos depois. Maestro no sentido de professor mesmo, professor de harmonia. Não perdeu tempo e chamou o quarteto que aguardava por ali, para tocar. Eles se chamam Cuarteto Serenata: o compositor, cantor e multiinstrumentista, Oscar Roberto, um percussionista e pianista, Oscar Javier, uma cantora, Clara Lidia - que inicou-se com óperas - que também tocava violão e uma bela jovem flautista e percussionista, Danay, muito talentosos, todos. O maestro fazia a linha de frente, mas depois descobrimos que ele é o tal professor de harmonia de todos os músicos do quarteto. Findo o pequeno concerto, compramos o CD do grupo, que foram autografados pelos cinco e seguimos nossa exploração da Habana Vieja.

Chega a hora de comer e, na ânsia de fugir daquele povo que fica nas ruas "catando" clientes, acabamos por escolher o principal estabelecimento na Praça da Catedral. Péssima decisão.

Mais tarde passamos por uma praça onde estão expostos veículos e aviões que tiveram algum papel na revolução, com destaque para o barco Granma, com o qual Fidel e Che e seus principais oficiais fizeram a travessia a partir do México. Depois de um curto passeio, parada obrigatória no La Floridita para dois daiquiris e a seguir a volta ao hotel, em estado de total cozimento.

Cuba: Days 4,5 and 6

Nada. Trabalho e trabalho.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cuba: day 3

Os mojitos de ontem não caíram bem. Aliás, caíram muito mal e foram só dois. Enfim, com tudo desregulado e me sentindo "do avesso" começamos mais um dia. Praticamente sem pausa.
Meu almoço foram uns pedaços de pizza do jantar de ontem. A chuva veio mais tarde e interrompeu os trabalhos por cerca de uma hora.

Ao cabo e ao fim, fomos jantar. Resolvemos experimentar o Rastaurante Gourmet do Meliá Habana, cujo cardápio é de comida oriental. Meu colega pediu arroz frito e eu um chow-mei.
De entrada comemos frango empanado com gergelim, frito e servido com molho de mostarda e mel, primorosamente delicioso.
O simpático serviço é uma constante e, pelo fato de não ter área externa, nada de música ao vivo. Thank God!
Vamos que amanhã tem mais.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Cuba: day 2

Tempestades diárias. Chuvas fortes que alagam tudo. O segundo dia de trabalho foi bem mais...trabalhoso. E a chuva atrapalhou.
Às duas da tarde saímos para o almoço.
Schnitzel gigante e spaghetti bem ruinzinho
 Na volta precisei passar num estúdio para tirar fotos para uma identidade. A chuva começou a cair enquanto ainda estávamos lá.
E dá-lhe água. Vimos que o H2O celeste não daria trégua e resolvemos voltar para a embaixada assim mesmo. Chegamos ensopados de água e suor. Sim, mesmo com chuva o calor não dá trégua.
Ao chegarmos, descobrimos que não tínhamos mais internet. Esperamos ainda até as seis da tarde, mas nada de internet, que é via satélite aliás.
Nada mais a fazer, fizemos uma parada para mojitos a caminho do hotel. Mais tarde, banho de piscina e pizza de janta. Vambora que depois tem mais.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cuba: chegada

Pois cá estou. Viagem tranquila e sem sobressaltos. Chegada igualmente tranquila exceto a exagerada demora na liberação da bagagem. Não, não é igual ao Brasil, demorou meeeeesmo.
Após um almoço com colegas da embaixada, ataquei as malas esperando, terminada a tarefa, dar um mergulho no mar. Uma pesada trovoada, como há muito eu não via, caiu sobre a cidade, com chuva e raios. Nada restou a não ser deitar para um cochilo. Das 4 da tarde às 10 da noite. Acordei meio desorientado. A chuva havia passado, mas não deu coragem para fazer outra coisa que não tomar um banho e voltar para a cama. Algumas páginas das Aventuras de Sherlock Holmes e fui tragado pelo sono novamente, mas a noite foi longa porque o sono foi interrompido. Nada demais, pois a temperatura estava muito agradável e o colchão que parecia muito desconfortável, não chegou a atrapalhar.
O hotel é antigo e necessita de uma renovação urgente. Nota-se que é feito o possível para manter tudo funcionando, mas as marcas do tempo e da falta de material são explícitas. De interessante há uma piscina que serpenteia por entre os bangalôs, que é onde estamos, eu e meus colegas, hospedados. Há um pouco daquela vibe de hotel em país tropical, com bar junto à piscina e tal.
Como não há internet wifi - e eu só trouxe iPod e tablet - desconecto-me do mundo ao sair do trabalho. É ruim? Não, só muito simples e precisando de reformas. É, certamente, um bocado diferente do Meliá.
Acho que vai ser um exercício interessante ficar desconectado por mais tempo. É impressionante como ficamos dependentes da tecnologia e dessa necessidade de saber de tudo o tempo todo e na mesma hora.
Hoje almoçamos em um restaurante estatal, próximo à Embaixada. Nada de opções: arroz e carne moída refogada e rodelas de pepino à guisa de salada. Barato e razoável. Aliás, pelo preço, é bom. Acompanha um copo de Tucola, uma coca-cola local. O preço? CUC 1,50. Pouco mais de R$ 1,00.
Estamos passando por uma fase de calmaria, pois a partir de amanhã esperamos que o movimento aumente vertiginosamente. Hoje processamos alguns documentos, mas teremos cerca de 4.000 até o fim do mês.
A aquisição de uma nova câmera, à prova d'água, vai render algumas fotos interessantes, espero. Mais sobre isso, em breve, no Lightscribblers.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...