quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Letrinha

WHAT MAKES YOU CRY
(The Proclaimers)



Now I've got a question baby
Eu gostaria de saber, meu bem
What makes you cry?
O que faz você chorar?
'Cos I haven't seen any water
Pois eu não vi uma aguinha sequer
In the corners of your eyes
Nos cantos dos seus olhos
For a day, or a week
Já faz um dia, uma semana
Or a month, or a year
Um mês ou um ano
Haven't seen much of you
Não tenho visto muito você
Since you left me my dear
Desde que me deixou, querida

Can't you see that I'm hurting
Dá para ver que estou magoado
How I'm falling apart
E como estou um caco
Don't you care about my drinking
Você não liga para minha bebedeira
Or my poor lonely heart
Ou para o meu pobre e solitário coração
I thought you liked football
Eu achei que você gostasse de futebol
You didn't mind those videos
Você não ligava para aqueles vídeos
And my dog didn't mean
E meu cachorro não tinha intenção
To ruin your clothes (he can't help it)
De arruinar suas roupas (ele não consegue evitar)

Now you won't take my phone calls
Agora você não atende o telefone
You sent my letters back
E mandou de volta minhas cartas
You're paying for a lawyer
Está pagando um advogado
To stab me in the back
Para me apunhalar pelas costas
Then I saw you on the street
Então eu vi você na rua
You looked happy, that's a fact
Você parecia feliz, é verdade
I'm impressed - it's a hell of an act
Estou impressionado - é uma bela atuação

Angel - admit it, admit it
Anjo - admita, admita
Darlin' - admit it, admit it
Querida - admita, admita
Your love for me didn't die
Seu amor por mim não morreu
It's just sleepin'
Só está adormecido
And it wakes every night 
E ele desperta toda noite
To your weepin'
Com seu choro

Now I hope you can hear me
Eu espero que você consiga me ouvir
Wherever you are
Onde quer que você esteja
In a cheap hotel room
Num quarto de hotel barato
Or the back seat of a car
Ou no banco de trás de um carro
I make up those situations
Eu invento essas situações
I don't know if they're true
Não sei se são verdade
But I'll tell you, for now, they'll do
Mas eu digo que, por ora, elas servem

Angel - admit it, admit it
Darlin' - admit it, admit it
Your love for me didn't die
It's just sleepin'
And it wakes every night
To your weepin´

Now I've got a question bady
What makes you cry?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Aliviando o clima

Você há de concordar comigo que tem muita porcaria "musical" por aí. Felizmente, nem só de porcarias vive o mercado de música. Se falarmos de mainstream, então...
Mas, vamos ao que interessa. Depois de quatro anos longe dos estúdios, eis que o Pearl Jam volta com disco novo, "Lightning Bolt". Na linha dos últimos trabalhos, LB é coerente, forte quando precisa ser, harmônico e suave quando necessário. Nunca fui muito fã dos grupos de Seattle, exceto o Pearl Jam. Para mim, "Ten" é um dos melhores discos da década de 90, disparado. Ao longo da carreira, o PJ alternou entre punk, grunge e momentos mais...suaves. Sempre há um equilíbrio entre virulência/barulho e suavidade. Ainda ser versão nacional, o cd pode ser encontrado por cerca de R$ 42,00.
Outro bom disco - espero - está para ser lançado e este vem da Irlanda. Imelda May está começando a divulgar seu novo trabalho, "Tribal". As novas canções tem sido apresentadas em aparições ao vivo. Recentemente Imelda apresentou "Oh, My God", do novo trabalho, no programa de Jay Leno.
Sua música continua a mistura de rockabilly, surf guitars e até blues que foi um sopro de ar fresco num estilo que peca por ser excessivamente repetitivo. Imelda sabe, no entanto, que só isso não basta. Sua música precisa do elemento plástico para emoldurar o som da bateria básica, do baixo acústico e da guitarra eletroacústica e das letras que, felizmente, não se limitam a carrões, rapazes e garotas. Sua bela e elegante figura, sempre embalada em vestidos justos e estilosos, o cabelo negro com uma mecha loura no meio sempre preso em coques ou rabos-de-cavalho, já lhe renderam um sem número de aparições em capas de revistas e até um convite para tocar numa festa do estilista Roberto Cavalli. Compositora talentosa, dona de forte presença, de voz potente e marcante, Imelda encanta à primeira vista e audição e não necessariamente nessa ordem. Tão logo eu ponha minhas mãos no disco novo, tentarei resenhá-lo aqui.
Aqui em terras tupiniquins o pessoal da Nação Zumbi anda sumido, imersos em projetos paralelos, como o do Los Sebosos Postizos. Trabalho do vocalista Jorge du Peixe, traz versões muito bacanas para músicas do Jorge Ben Jor. Comprei em vinil, como tem de ser.
O Pato Fu também anda sumido. No site da banda, a última postagem no blog é de setembro e trata do lançamento do segundo disco solo do baixista Ricardo Koctus. No ano passado tivemos o lançamento do disco da Fernanda Takai com o Andy Summers, ex-Police. Conhecendo o histórico do PF não será de espantar se eles aparecerem de uma hora para outra com material novo e bacana. O premiado "Música de Brinquedo" foi um projeto original, muito bem executado, daqueles que somente o Pato Fu poderia por nas ruas. Seguiram o sucesso com o disco ao vivo, mas espero sinceramente que pare por aí.
De resto, o mainstream vai mal. Capital Inicial insiste no sonzinho deles, que não empolga mais. Os Paralamas são incrivelmente talentosos, mas Herbert ainda tem uma ferida muito profunda para curar. Discos inteiros com letras de amor e homenagens à mulher amada são tocantes, mas nada empolgantes. O Skank enveredou por esse lado também, apesar de o último disco do grupo ser bom, foi menos do que eles podem fazer e acima da média do que eles vinham fazendo.
Por fora do circuitão ainda tem gente muito boa fazendo ótimos trabalhos. Mas isso fica para um outro post.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Velho ranzinza

Estou precisando desopilar. Acho meio chato ficar reclamando de tudo no facebook, afinal, ouvido de ninguém é penico. Juro que faço o máximo que posso para não deixar bobagens do dia a dia me afetar. No entanto, o sentimento de impotência - trazido à tona pelas questões máximas "como eu resolvo isso?", "com quem eu reclamo?", "quem é o responsável por isso?" e outras - faz ferver o sangue e aumentar o batimento cardíaco.
Já falei sobre isto aqui e o assunto continua a me aborrecer. Faixas de propaganda espalhadas por toda parte. Vejam, eu me controlo para não ficar fazendo comparações entre o Brasil e outros países que conheci, mas às vezes é difícil. Porque não é difícil coibir esse tipo de desmando, de "eu faço porque eu posso e porque ninguém fiscaliza", basta disposição e um tiquinho de organização. Aqui, todo e qualquer lugar é lugar para meter uma faixa, colar cartazes, etc. Não sou contra a divulgação de serviços nos semáforos por pessoas contratadas para distribuir panfletos. Essas, pelo menos, estão trabalhando e não de forma preguiçosa. Quem pendura faixa não está querendo gastar com esse tipo de propaganda ou com anúncios em classificados. E isso porque já existem classificados gratuitos e não é de hoje.
Serviços e obras em áreas urbanas são outra fonte quase inesgotável de aborrecimento e acho que não estou sozinho nesta. Eu trabalho numa área em que fiscalização de contratos públicos é essencial e seguida à risca. Assim como sei que a base para um bom contrato é uma licitação bem feita. É impressionante como no Brasil o dinheiro público é mal gasto. Não se licita direito e pior, não se fiscaliza direito. Fico boquiaberto com o descaso em obras de recuperação asfáltica, por exemplo. Algumas ruas de Brasília foram "recuperadas" com uma camada mal distribuída de lama asfáltica. Deve ter outro nome, mas é tão vagabunda que só posso chamá-la assim. O pavimento ficou estriado, cheio de irregularidades e sequer foi usado um rolo compressor no fim do trabalho. A pintura de faixas leva semanas após a conclusão dos serviços. Será tão difícil assim pintar faixas logo após a conclusão dos trabalhos e só entregar as vias quando elas tiverem realmente condições de receber tráfego? Em outras áreas o problema é com tampas de bueiros de bocas-de-lobo. Como na maior parte dos locais a camada anterior não foi removida, o correto seria nivelar as tampas de bueiros imediatamente após a  colocação da nova camada de pavimentação, já que eles liberam a pista tão logo esteja seca. Se o problema é grande para carros imagina para as sempre esquecidas motocicletas? E aí eu pergunto de novo: é tão difícil assim se organizar e fazer o serviço todo de uma vez? Em tempo, nunca vi um engenheiro acompanhado as obras.
Esse assunto traz outro a reboque, que é o despreparo dos motoristas com o mais corriqueiro dos trânsitos. Ruas sem faixas deixam motoristas perdidos. É. Vi cada barbaridade nas ruas de Brasília nestas últimas semanas que me deixaram sem palavras. Sério mesmo que você precisa de faixa para se posicionar direito numa rua que você usa TODO SANTO DIA???
Vamos fechar a bagaça com um resumo rápido: Justin Bieber pichando muro no Rio e um carro da polícia fotografado do lado dele. Girafas e o rei dos camarotes no facebook. Aliás, gente que só sabe compartilhar coisas bestas nas redes sociais (vocês que nada tem a dizer deveriam ser proibidos de ter perfil nessas redes), gente que mora fora do Brasil e só sabe falar mal e criticar tudo o que tem a ver com o país. Aliás, este último ponto requer uma pequena explicação: tenho muitos amigos que vivem fora, em sua grande maioria por opção e são pessoas maravilhosas de quem muito me orgulho de ser amigo. Mas me emputece quando o (a) sujeito (a) aparece nas redes sociais criticando tudo o que tem a ver com o Brasil. Desculpe-me, mas quem está fora do país e não vota, não cobra, não paga imposto e não vive o dia-a-dia não tem muito direito de dar pitaco. Comente, mas não se indigne porque você nada faz para mudar. Eu estou aqui, votando em deputado e senador, governador e presidente, eu fiscalizo e cobro, eu pago (muitos) impostos, eu rebolo para dar conta do cotidiano. Sujeitinho vem dizer que "é por isso que eu não volto para o Brasil". Não, amigão, não é por isso, você não volta porque não quer, porque sua vida está feita no exterior. Motivos existem vários. Não querer voltar por isso só ilustra sua falta de comprometimento com seu país. Falei.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...