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Mostrando postagens de 2014

Arrumações

Você já deve ter sido tomado, em algum momento de sua vida, por uma necessidade de renovação, de fuga da rotina, de mudança. É um momento em que nada parece certo, no lugar. Dá vontade de imprimir uma reviravolta completa, de jogar tudo para o alto, de começar de novo. Até que a razão entra em cena, claro.
Às vezes o remédio é simples, ainda que por vezes temporário. Basta uma rearrumada em alguma coisa, uma simples limpeza de escritório, ou da despensa. Decisões de vida são mais complexas, mais difíceis de serem postas em prática. Se você é como eu terá uma resistência natural a coisas arriscadas, a grandes decisões e mudanças radicais.  "Garrei" a pensar nisso conversando com uma amiga que parou com tudo e foi estudar ioga. E está feliz e contente da vida.
Não estou pronto para grandes mudanças na minha vida. Tenho pequenos planos que em algum momento vão ser postos em prática. Por outro lado, tem outras coisas que me incomodam, mais mundanas, mais cá à terra.
Temos muita…

Letra traduzida

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Faz tempo desde a última do gênero que postei. E, dando continuidade à onda inspiratória gerada pela leitura - ainda não terminei - do livro "Ghost Rider - Estrada Para a Cura", do Neil Peart, vai aqui a letra de "Ghost Rider", com o vídeo da música gravado ao vivo. Adquiri ontem o álbum "Vapor Trails", de 2002, que contém essa faixa e que foi o primeiro disco gravado depois do período de "fuga" descrito pelo músico no livro.
Vamos lá:

GHOST RIDER
Motoqueiro Fantasma
(Lee, Lifeson, Peart)


Pack up all those phantoms
Junte todos aqueles fantasmas
Shoulder that invisible load
Carregue aquele peso invisível
Keep on riding north and west
Siga rodando para o norte e para oeste
Haunting that wilderness road
Assombrando aquela estrada selvagem
Like a ghost rider
Como um motoqueiro fantasma

Carry all those phantoms
Carregue todos aqueles fantasmas
Through bitter wind and stormy skies
Através do vento amargo e céus tempestuosos
From the desert to the mountain
Do…

Cartas

Estou lendo o livro "Ghost Rider - Estrada para a Cura" do Neil Peart, baterista do grupo canadense Rush. No livro ele conta tudo o que ele vivenciou durante o processo de reconstrução pessoal ou, como ele mesmo colocou "de juntar os cacos de minha vida despedaçada", após a perda de sua filha num acidente e de sua esposa, mais tarde, para um câncer. Peart conta que o melhor que podia fazer para não ser esmagado pelas dolorosas lembranças era ficar sempre em movimento. Assim, decidiu pegar sua moto e cair na estrada sem destino e sem muito planejamento.
Nessas viagens ele se dedicou ainda mais à leitura - o livro é um excelente guia nesse sentido - à observação de pássaros, hobby que desenvolvera durante a estadia em Barbados, pouco antes do falecimento de Jackie, sua esposa e à observação da flora pelos lugares por onde passou. Isso tudo aconteceu entre 1997 e 1999, principalmente.
Outra "ocupação" a que ele se dedicou foi escrever cartas e cartões posta…

Preto ou branco

Odeio polarização. Odeio radicalização.
Nas últimas semanas recebemos doses exageradas disso. Sim, estou falando de eleições e da imbecilização disfarçada de politização espalhada aos quatro ventos e em todos os bits e bytes da internet. Chegou um ponto em que ficar em dúvida não é permitido. Não, você tem que escolher: bom ou mau. Bem ou mal. Vermelho ou azul. Situação ou oposição. Preto ou branco. Vai ou fica. Não, mas..."Não tem mas, você tem que se posicionar!", esbravejam uns e outros.
É, democracia virou um palavrão. E os que o preferem com mais frequência e intensidade se esquecem de que, se vivêssemos mesmo em uma democracia, não teríamos que escolher entre A ou B. Teríamos liberdade para escolher entre escolher ou não. Assim eu não seria obrigado a votar em branco ou anular meu voto. Essa área que considero cinza, para muitos é sinônimo de covardia. Não vejo o voto branco como interessante. Nunca votei em branco. Mas já anulei. Na minha opinião o voto nulo não sign…

Jesus te ama

Ele vinha a duas dezenas de metros de uma faixa de pedestres. Notou o carro parado e imediatamente freou forte, parando bem ao lado do carro, antes da faixa, enquanto os olhos treinados escaneavam a faixa e a calçada. Um rapaz atravessava a faixa e outro preparava-se para fazê-lo, vindo da direita. Quando o segundo rapaz terminava de atravessar, ouviu o motorista do carro dizer-lhe algo. Com as viseiras do capacete fechadas e seu rosto parcialmente coberto, fez um gesto de "o quê?" com a cabeça e o motorista repetiu: "Jesus te ama", com uma expressão serena no rosto. O motociclista meneou a cabeça ligeiramente, "ok".
E assim partiram, quase juntos. A minivan na frente, com seus adesivos de frases religiosas. Logo atrás o motociclista, ainda sem entender o porquê daquela frase, no início da manhã. Será que o motorista diz isso para alguém todos os dias? Será que ele disse aquilo porque o motociclista respeitou a faixa? Ou disse porque o motociclista...bem…
Relutei muito para escrever sobre eleições. E a razão para isso é simples: não me acho capacitado para emitir opiniões e sou péssimo em debates e confrontações. Não seria um bom político ou um advogado. Admito que minha primeira reação é sempre acreditar no que leio por aí. E quando começo a ler opiniões refutando esta ou aquela posição, instala-se a dúvida. Quanto às "provas" apresentadas pelo defensores deste ou daquele candidato, elas mais atrapalham que ajudam. Pode ser um pouco de preguiça da minha parte - e provavelmente é - mas isso é outra história.
Olhando as coisas que são publicadas no Facebook, por exemplo, tenho amigos (ou contatos no FB) que defendem Dilma e o PT com a faca entre os dentes e sangue nos olhos. Lançam mão de gráficos, números, relatórios, pesquisas e opiniões "ilibadas" e ainda atacam sem dó os outros candidatos. Este é o ponto que me chama atenção: se seus números são irrefutáveis e as pesquisas tem pouca margem de erro, não bastaria …

Serras do Sul, dia 15: São José do Rio Preto a Brasília

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O último dia guardava a promessa de boas estradas e muita fluidez. Isso nós tivemos, mas uma vez mais nosso inimigo comum foi o vento. Esse danado tornou a viagem extremamente cansativa. Graças às grandes retas da BR 153, que já mostra sinais de sua privatização, foi possível descansar a mão direita. Este acessório, emprestado pelo Cesinha, foi um grande alívio, ainda que seja meio chatinho de usar às vezes:
Ele é preso à manopla de acelerador e, ao se atingir a velocidade desejada, é girado com o indicador até que repouse sobre o manete de freio, travando o acelerador. O ajuste fino é difícil de ser conseguido, mas é suficiente para descansar a mão direita.

Acima, a parada no Jerivolta - Jerivá que fica no sentido Goiânia-Brasília. Primeira para comer no dia e última da viagem.
Chegando no DF, na divisa com Goiás, na BR 060, um atropelamento com morte causou um engarrafamento. O desvio era feito por cerca de 30 metros, em pista de terra (de novo). Quase de volta ao asfalto, vislumbr…

Serras do Sul, dia 14: Ponta Grossa a São José do Rio Preto

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Com a promessa de estradas melhores, começamos o dia com sono, mas com gás.
Entra para aqui e vai para ali e desembocamos na BR153, a Transbrasiliana. Está boa em alguns trechos, mais ou menos em outros. O duro foram certos pedágios: R$ 4,10 e R$ 6 no Paraná. Em SP caiu para R$ 1,75, mas achamos o fim da picada cobrar de motos, que pouco ou nenhum dano causam às vias. À medida que subíamos, aumentava o calor. Chegamos a Rio Preto com um calorão fenomenal. Cesar foi providenciar a troca de óleo da Transalp.
Saímos à noite com um amigo para umas cervejinhas e uns objetos. O bairro de Santa Cruz em Rio Preto está se tornando uma Vila Madalena. Fomos a um local chamado Confraria do Espeto, que recomendo fortemente.
Amanhã etapa final, pela BR153 e depois pela 060. Inté.

Serras do Sul, dia 13: Gramado a Ponta Grossa

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Nada de espetacular para relatar sobre o dia de hoje. Saímos de Gramado (quase) à hora marcada.





Enfiamos a cara e a mão na BR 116, mas o diacho do dia não rendeu. As estradas estavam boas, mas serra atrás de serra e o cansaço foi inevitável e pesado. Chegamos a Ponta Grossa já à noitinha. Demos uma volta tentando achar um lugar legal para comer e acabamos num restaurante bem na frente do hotel - que precisa desesperadamente de uma modernização. Dois chopes Eisenban e um hambúrguer horroroso depois, cama. As fritas salvaram a noite.

Serras do Sul, dia 12: Canela, de leve

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Aliviado por ter resolvido os problemas com a moto ontem, acordei mais tarde.
Só que me toquei de que não aproveitei para trocar - não me lembrei, mais precisamente - o óleo da Branca, que já completara 5.000 quilômetros. Sem problemas. No dia em que cheguei, Michel, recepcionista do Hotel Sky e motociclista, indicou uma oficina aqui em Gramado. Fui até lá e rapidamente a rapaziada trocou o óleo da Branca a R$ 23,00/litro. Agora sim, pronta para a viagem.
Saímos em direção a Canela. Fomos passear no teleférico que tem próximo ao Parque do Caracol, uma enorme e linda cascata. O teleférico permite visualizar a cascata, o vale e as montanhas a partir de três mirantes diferentes. Muito bacana e o passeio custa R$ 32,00.







Almoçamos, batemos um pouco mais de perna por Canela.













À noite, depois do jantar nos reencontramos, e

Serras do Sul, dia 11: Bento Gonçalves e o rescaldo do rali

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O rali de Cambará deixou marcas. Na Branca. Retentor da bengala esquerda estourado e parafuso da capa de corrente perdido. Ontem, na filial da concessionária em Canela só foi possível fazer a regulagem da corrente. O pessoal foi muito prestativo, no entanto, e me ajudou a localizar a peça para troca. A revenda Motolak Yamaha, de Bento Gonçalves tinha uma única unidade do retentor. Assim, às sete e meia, parti para lá. O caminho passa por Nova Petrópolis, Caxias e  Farroupilha.
A nota tétrica do dia ficou por conta de um acidente com a morte de um motociclista. Não deu para entender o que aconteceu, mas preferi não descobrir.
Achar a concessionária foi fácil. O pessoal de lá, a quem quero agradecer: Leonardo, Luís e o mecânico cujo nome começa com J, mas que não me lembro. Vocês são nota 10. Fizeram o trabalho e cuidaram da Branca com o maior carinho, inclusive lavando a bichinha na faixa.
Valeu mesmo, galera. E ainda por cima aceitaram regular e lubrificar correntes da Transalp e da …