terça-feira, 29 de julho de 2014

Serras do Sul

Está chegando, finalmente, o grande dia. O roteiro será o seguinte:
Brasília - Ribeirão Preto - Curitiba (2 noites) - Pomerode - Urubici (2 noites) - Cambará do Sul - São Joaquim - Gramado (4 noites) - Ponta Grossa - São José do Rio Preto - Brasília.
A saída será na manhã do dia 9 de agosto, com retorno no dia 23. Há coisas interessantes para ver e fazer, principalmente nas regiões de Urubici e de Cambará. Na primeira, o Morro da Pedra Furada, a Cachoeira Véu de Noiva e a Serra do Corvo Branco. Na segunda, no Parque Nacional de Aparados da Serra, os cânions do Itaimbezinho e de Fortaleza.
Como já mencionei a Estrada da Graciosa está fechada ainda e esse trecho do roteiro foi limado. O planejamento da bagagem já começou, pensando no frio intenso que ainda está fazendo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Acredito ter tudo o que preciso para uma viagem confortável.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

The Scaffolder´s Wife

THE SCAFFOLDER´S WIFE
A Mulher do Andaimista
(Mark Knopfler)

The scaffolder´s wife
A mulher do andaimista
Driving out of the yard
Sai da garagem
With a face that´s as hard
Com um rosto tão duro
As a scaffolder´s bar
Quanto uma barra de andaime
When she goes into town
Quando vai para a cidade
She might take the top down
Ela pensa em baixar a capota
On the car
Do carro

The quick little steps
Os pequenos e rápidos passos
In the stiletto boots
Nas botas de salto agulha
And the hair with the roots.
E as raízes dos cabelos.
She comes in as a rule
Ela vai com frequência
To get the nails done
Fazer as unhas
And the tan for the sun
E se bronzear para os dias de sol
When the kids are in school
Quando as crianças estão na escola

Chorus
Refrão
Don´t begrudge her the Merc
Não inveje sua Mercedes
It´s been nothing but work
Tem sido só trabalho
And a hard life.
E uma vida dura.
Losing her looks
Perdendo a beleza
Over company books
Sobre os livros da firma
The scaffolder´s wife
A mulher do andaimista

In the wicked old days
Nos difíceis dias de outrora
When they went it alone
Quando sozinhos
Kept the company going
Mantinham a empresa funcionando
On a wing and a prayer.
Com pouco ou quase nada.
They don´t pay what they owe
Não pagam o que devem
When they have the cash flow
Quando o dinheiro entra
They don´t care.
Eles não ligam.


Chorus
Refrão

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Copa das Copas: que sobreviva o futebol

Não entendo de futebol. Assisto pouco, normalmente jogos do meu querido Verdão e da Seleção. Mas, não entendo patavina. Não é raro eu chegar em algum lugar, um boteco quase sempre, e comentar que jogador A jogou bem, para ser refutado por meia dúzia de amigos que realmente entendem de futebol.
Mas não é preciso ser expert para perceber que o futebol brasileiro passa por um momento crucial. O problema não é novo, mas precisou uma derrota acachapante para que muita gente, entre leigos e entendidos, desse vazão ao que não se tinha coragem sequer de pensar: o futebol brasileiro precisa de um choque de realidade. Na minha opinião, na minha leiga opinião, o maior legado da Copa será uma séria discussão, a ser seguida por ações concretas e urgentes, sobre a estrutura do futebol tupiniquim e os rumos - e remédios amargos - que deverá tomar a partir de agora.
Nossos superfaturados estádios expuseram uma faceta do esporte que encanta milhões e exporta craques: somos incrivelmente amadores. Compare hoje estádios como o Morumbi e Pacaembu com os novos Arena Corinthians e Allianz Parque. Os dois primeiros ficaram com cara de estádios de interiorzão. Não se pode esperar profissionalismo quando jogamos em estádios construídos há 40, 50 anos, cujas estruturas passaram por poucas - se passaram - reformas ao longo dos anos. Ao mesmo tempo que frequentamos esses locais, sonhamos admirados com os estádios europeus e suas estruturas modernas, confortáveis, seguras e bem equipadas. E ainda tem gente que defende a volta das gerais. O problema não é o fim da geral, mas do aumento abusivo nos preços dos ingressos, com a desculpa do volume de investimento feito. Esse aumento sim, espantou o torcedor comum dos estádios. A volta da geral significaria a manutenção do status amadorístico do nosso futebol, situação essa que só interessa à cartolagem inescrupulosa.
Alguém que já tenha morado no exterior tente me explicar o seguinte: por que o nosso futebol e os nossos craques são renomados e admirados, mas ninguém compra a transmissão do nosso Brasileirão? Foram raríssimas as vezes que vi, na televisão europeia, futebol brasileiro sendo mostrado e ainda assim em rápidos "melhores momentos". Nós, por outro lado, compramos e assistimos a tudo quanto é campeonato. Até o grego. Isso é sinal de alguma coisa, não? E não nos vangloriemos da invenção do sprayzinho de espuma de barba. É legal, mas é muito pouco.
A exportação de profissionais é boa para o esporte. Mas não basta. Muitos desses profissionais não voltam para cá a não ser em fim de carreira, ou para jogar na seleção, de vez em quando. Precisamos deixar o orgulho de lado e importar também técnicos. A CBF quebra a cabeça para substituir Mano Menezes, Dunga e Felipão. Ora, que tal fazer uma oferta ao Guardiola, ao Mourinho, ao Klinsmann ou algum outro desse calibre? É tão herética assim a ideia de técnico estrangeiro dirigindo a seleção? Ou em clubes, que seja? Até quando vamos ficar nessa de país do futebol, de estádios ruins e futebol - me desculpem os entendidos - pra lá de feio e ineficiente? Se nosso futebol é tão fantástico, por que o sonho de 11 em cada 10 jogadores é ir para a Europa?
Recapitulando: os novos  - vá lá, superfaturados - estádios, ou Arenas, como preferir, expuseram a falta de conforto e de segurança dos velhos estádios. Quem viu o documentário sobre a demolição da Fonte Nova, deve ter ficado, como eu fiquei, horrorizado com as cenas de concreto se desfazendo nas mãos dos engenheiros. E não era a área das cativas não, mas a da geral, que estava caindo aos pedaços. Que mais clubes e cidades sigam o exemplo e passem a adotar o novo padrão de estádio. E não precisa superfaturar, apenas fechar um bom contrato. Como Palmeirense, cito novamente o Allianz Parque, que ficará pronto por cerca de R$ 500 milhões. A cessão dos direitos do nome rendeu ao clube cerca de R$ 300 milhões. É essencial que se mude a maneira como o futebol é encarado por aqui.
Faz-se necessária uma urgente reestruturação dos órgãos digo, entidades, que comandam o esporte. Saem cartolas e entram gestores e administradores. A criação de uma liga, nos moldes das ligas norte-americanas pode não ser a solução, mas são uma alternativa interessante, como sugeriu um amigo.
Mas tenho dúvidas se a vexatória derrota para a Alemanha vai ser suficiente para deflagrar essa discussão e promover a mais que necessária mudança na montanha que é a CBF. Meu medo é que semana que vem tudo terá sido esquecido e continuaremos com nosso Brasileirão como sempre foi e com técnicos mais ou menos bons, tentando montar uma seleção só com "estrelas" sem a preocupação com a base, já que esta, como está, só quer chegar a times de primeira divisão para usá-los como trampolim para o exterior e quem sabe ser escalado para uma próxima campanha mais ou menos da Seleção.
Quem viver, verá.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Test-ride de ciclovia

Na manhã de ontem resolvi espantar a preguiça e saí para experimentar alguns dos muitos quilômetros de ciclovias entregues pelo GDF desde o ano passado.
Sem compromisso com exercício, passei a câmera em torno do pescoço e me mandei, saindo da 308 norte. Peguei a ciclovia na 708 Norte em frente ao CEUB. Pedacinho difícil pois a ciclovia aqui é interrompida pelas várias entradas e saídas da universidade, além dos bolsões de estacionamento. Mas era domingo de manhã, o dia estava bonito e tranquilo. Fui seguindo pela via, construída no canteiro central da W4. A primeira interrupção mais séria fica lá no começo, depois do Colégio Militar. No balão, o ciclista tem que, ou atravessar pela esquerda e contornar ou pela direita, pedalar uns 15 metros pela rua e só então retomar a ciclovia. Nada grave, mas há que se buscar uma solução. Alguns experts já fizeram análises das ciclovias brasilienses. A cidade foi meio que pensada para carros, com deslocamentos a pé dificultados pela constante interrupção de vias de acesso, tesourinhas, viadutos, etc. Assim, as ciclovias sofrem do mesmo mal. Em alguns pontos não há solução possível, a não ser fazer grandes desvios, aumentando a distância a ser percorrida.
Aqui já bem próximo da zona central da cidade, a ciclovia bifurca-se, com uma pista indo em direção ao complexo do estádio Mané Garrincha/Autódromo Nelson Piquet.
O concreto é irregular, na melhor das hipóteses. Em alguns pontos é perfeito, em outros nem tanto. Há muitos pontos onde o descuido e a falta de um acompanhamento técnico criaram bizarrices como curvas desnecessárias, falta de meio-fio para conter terra, enxurradas, etc., além de concreto mal alisado e cheio de imperfeições. Na 108 norte, um veículo pequeno que trabalhava nas obras foi o responsável pelo afundamento e rachaduras do trecho recém-construído.
Acessar o trecho central, construído no canteiro do Eixo Monumental, também não é coisa simples. Há que se atravessar pelas travessias dos semáforos, mas em alguns trechos, chegar a essas travessias requer o cruzamento de vias sem semáforo e sem faixas de pedestre.
Outro problema das novas ciclovias, facilmente observável à noite, é a falta de iluminação. Não passou pela cabeça dos planejadores que elas poderiam ser utilizadas à noite. Se o problema é sério nas quadras residenciais, aqui no Eixo Monumental oeste é ainda pior, pois ela cruza longos trechos nos quais a única iluminação vem dos postes do lado oposto da faixa de circulação de veículos, insuficiente para clarear a escuridão do canteiro central, objeto de post anterior.
De dia é muito bacana pedalar por aqui, entre espécies nativas do cerrado. Quando os ipês e barrigudas (paineiras) estão em flor então, nem se fala.
Fui até o Monumento a JK e voltei. A ciclovia segue ainda mais um bom pedaço, na direção do Setor Militar Urbano. Aos domingos e feriados é ativada a ciclofaixa, entre 7 e 16 horas. Desnecessária, a meu ver.
Se as ciclovias em Brasília ainda não são perfeitas, a mesma coisa pode-se dizer dos ciclistas. Muitos, muitos deles ainda preferem ignorar sua existência e trafegar nas vias junto com os carros. É grande o número de ciclistas que trafegam sem qualquer sinalização - inclusive à noite - seja do tipo pisca-pisca, refletivos, faróis, etc. Dentro desta categoria encaixam-se muitos indivíduos que deveriam fazer a coisa certa, pois são as maiores vítimas do trânsito: os que estão sempre "em treinamento". Para estes, parece que as ciclovias não servem, pois raramente as usam.
Voltando às áreas escuras, a ciclovia atravessa esta plantação de mangueiras na área defronte à Câmara Distrital, Palácio do Buriti e em torno do Museu do Índio. Linda e agradável de dia, um breu à noite.

Aqui, entre o Monumento a JK e a Torre de TV encontramos os trechos com o concreto mais bem feito de todo o percurso. Lisinho e sem ondulações, contrastam fortemente com o concreto encontrado nas áreas residenciais.
Há boa sinalização na área central. Inexistente nas áreas mais distantes.
Por falar em sinalização, aliás, os mais observadores devem ter notado os novos picolés instalados nas áreas residenciais.
Bilíngues, eles indicam a posição da superquadra num mapa da cidade, a posição dos blocos (prédios de apartamentos para quem não é de Brasília) na Superquadra, além de informações sobre pontos de ônibus e passagens subterrâneas. O material parece bem resistente, mas isso só o tempo - e os vândalos - dirão.
Atravessar a região da rodoviária do Plano Piloto é tarefa mais difícil. A ciclovia termina na pista de retorno, em ambos os lados, leste e oeste, e o ciclista se vê tendo que negociar a via com ônibus, táxis e outros veículos. Temerário.


Houve plantio de árvores típicas do cerrado, ladeando a ciclovia, na região da Esplanada dos Ministérios. Essa atitude, muito bem vinda a meu ver, foi criticada pela filha de Lúcio Costa, pois segundo ela o plano original não previa árvores a fim de deixar a vista totalmente livre. Bobagem a meu ver. A sombra, neste descampado, será uma bênção.
Depois deste trecho, retornei para casa pelo Eixão. Pelo pouco que vi, aprovei. As ciclovias no DF ainda precisam de algumas soluções, como a iluminação, para torná-las mais utilizáveis, além de melhores acessos em certos pontos, como a área central. Bicicletários seguros também seriam muito bem vindos.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...