sábado, 23 de agosto de 2014

Serras do Sul, dia 15: São José do Rio Preto a Brasília

O último dia guardava a promessa de boas estradas e muita fluidez. Isso nós tivemos, mas uma vez mais nosso inimigo comum foi o vento. Esse danado tornou a viagem extremamente cansativa. Graças às grandes retas da BR 153, que já mostra sinais de sua privatização, foi possível descansar a mão direita. Este acessório, emprestado pelo Cesinha, foi um grande alívio, ainda que seja meio chatinho de usar às vezes:
Ele é preso à manopla de acelerador e, ao se atingir a velocidade desejada, é girado com o indicador até que repouse sobre o manete de freio, travando o acelerador. O ajuste fino é difícil de ser conseguido, mas é suficiente para descansar a mão direita.

Acima, a parada no Jerivolta - Jerivá que fica no sentido Goiânia-Brasília. Primeira para comer no dia e última da viagem.
Chegando no DF, na divisa com Goiás, na BR 060, um atropelamento com morte causou um engarrafamento. O desvio era feito por cerca de 30 metros, em pista de terra (de novo). Quase de volta ao asfalto, vislumbrei a chance de contornar uma perua e um caminhão pela direita. As ondulações fizeram com que a já bem frouxa corrente, escapasse. Meu medo na hora foi de que ela tivesse arrebentado. Fiz sinal para o Cesinha e tentei colocá-la de volta. Consegui na segunda tentativa. Seguimos mais lentamente, o que atrasou nossa volta para casa. Cesinha me escoltou até a entrada da minha quadra. A true gentleman.
Muito cansado, eu só pensava em abraçar minha adorada Bia e tomar um longo e quente banho.
Um pequeno resumo, em números desta longa, cansativa, mas fantástica viagem foi publicado no VW-Borges.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Serras do Sul, dia 14: Ponta Grossa a São José do Rio Preto

Com a promessa de estradas melhores, começamos o dia com sono, mas com gás.
Entra para aqui e vai para ali e desembocamos na BR153, a Transbrasiliana. Está boa em alguns trechos, mais ou menos em outros. O duro foram certos pedágios: R$ 4,10 e R$ 6 no Paraná. Em SP caiu para R$ 1,75, mas achamos o fim da picada cobrar de motos, que pouco ou nenhum dano causam às vias. À medida que subíamos, aumentava o calor. Chegamos a Rio Preto com um calorão fenomenal. Cesar foi providenciar a troca de óleo da Transalp.
Saímos à noite com um amigo para umas cervejinhas e uns objetos. O bairro de Santa Cruz em Rio Preto está se tornando uma Vila Madalena. Fomos a um local chamado Confraria do Espeto, que recomendo fortemente.
Foto by Garçon
Amanhã etapa final, pela BR153 e depois pela 060. Inté.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Serras do Sul, dia 13: Gramado a Ponta Grossa

Nada de espetacular para relatar sobre o dia de hoje. Saímos de Gramado (quase) à hora marcada.
Odômetro à saída de Gramado, RS



Foto by Marília

Foto by Marília

Foto by Marília
Enfiamos a cara e a mão na BR 116, mas o diacho do dia não rendeu. As estradas estavam boas, mas serra atrás de serra e o cansaço foi inevitável e pesado. Chegamos a Ponta Grossa já à noitinha. Demos uma volta tentando achar um lugar legal para comer e acabamos num restaurante bem na frente do hotel - que precisa desesperadamente de uma modernização. Dois chopes Eisenban e um hambúrguer horroroso depois, cama. As fritas salvaram a noite. 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Serras do Sul, dia 12: Canela, de leve

Aliviado por ter resolvido os problemas com a moto ontem, acordei mais tarde.
Só que me toquei de que não aproveitei para trocar - não me lembrei, mais precisamente - o óleo da Branca, que já completara 5.000 quilômetros. Sem problemas. No dia em que cheguei, Michel, recepcionista do Hotel Sky e motociclista, indicou uma oficina aqui em Gramado. Fui até lá e rapidamente a rapaziada trocou o óleo da Branca a R$ 23,00/litro. Agora sim, pronta para a viagem.
Saímos em direção a Canela. Fomos passear no teleférico que tem próximo ao Parque do Caracol, uma enorme e linda cascata. O teleférico permite visualizar a cascata, o vale e as montanhas a partir de três mirantes diferentes. Muito bacana e o passeio custa R$ 32,00.






Making of da foto seguinte
Foto by Clau

Almoçamos, batemos um pouco mais de perna por Canela.
O Castelinho













À noite, depois do jantar nos reencontramos, eu, Cesar e Marília no pub irlandês Santa Brígida, bem em frente ao meu hotel, mas que só hoje fui conhecer.


Foto by Marilia

Foto by Marilia

Foto by Marilia

Foto by Marilia

Foto by Marília
Lugarzinho muito bacana, cujos donos são profundos conhecedores do riscado, além de serem extremamente simpáticos. Recomendo. Tomei duas stout americanas ao som de Rush e de Rolling Stones. Cesinha ainda tomou uma quadruppel belga, a Goud Draaak 9000.
Agora é terminar de arrumar as malas, que amanhã tem muita estrada. Inté.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Serras do Sul, dia 11: Bento Gonçalves e o rescaldo do rali

O rali de Cambará deixou marcas. Na Branca. Retentor da bengala esquerda estourado e parafuso da capa de corrente perdido. Ontem, na filial da concessionária em Canela só foi possível fazer a regulagem da corrente. O pessoal foi muito prestativo, no entanto, e me ajudou a localizar a peça para troca. A revenda Motolak Yamaha, de Bento Gonçalves tinha uma única unidade do retentor. Assim, às sete e meia, parti para lá. O caminho passa por Nova Petrópolis, Caxias e  Farroupilha.
A nota tétrica do dia ficou por conta de um acidente com a morte de um motociclista. Não deu para entender o que aconteceu, mas preferi não descobrir.
Achar a concessionária foi fácil. O pessoal de lá, a quem quero agradecer: Leonardo, Luís e o mecânico cujo nome começa com J, mas que não me lembro. Vocês são nota 10. Fizeram o trabalho e cuidaram da Branca com o maior carinho, inclusive lavando a bichinha na faixa.
Valeu mesmo, galera. E ainda por cima aceitaram regular e lubrificar correntes da Transalp e da F 800GS.
Foto by Marília
Coisa que eu deveria ter comprado aqui antes de sair, foram estes protetores de mãos, conhecido na região de Bento Gonçalves como "charutos". Usei pouco, mas quebrou um galhão.
As piadinhas com referência ao Mickey Mouse ainda ecoam...
Depois de um tempão, acabamos nos abalando, depois de almoçar, para o Vale dos Vinhedos para umas degustações. Antes disso, percorremos o Caminhos de Pedra, um roteiro muito bonito e bacana, no qual as atrações são identificadas por placas com números e que aparecem também num grande mapa no início do trajeto.
Casa da Ovelha
 
Na Casa da Ovelha comprei mais um item para meu arsenal chapelório. Não é feito localmente. Mais tarde, no hotel, descobri que é feito pela tradicional Cury, conhecida por ser a fabricante dos chapéus utilizados pelo personagem Indiana Jones no cinema. 


Tem que dar a volta, viu? É pra lá.

Ameixeiras em flor

Casa da Erva-Mate

Os Quatro Cavaleiros

Foto by Clau
Foto by Marília
Vale dos Vinhedos:
Foto by Marília

Foto by Marília

Casa Valduga. Foto by Marília

Garibaldi. Foto by Marília
Foto by Marília

Casa Valduga. Foto by Marília.
Miolo

Spa do Vinho




O que não consegui fazer neste dia - e que era a parte mais importante - foi visitar minhas queridíssimas Lori e Jeane, mãe e irmã de meu saudoso amigo Jean. Aproveitaria também para conhecer o marido de Jeane, Raymundo. Mas não foi desta vez. Quando finalmente terminamos já era tarde para passar por Caxias. Sairíamos de lá muito tarde, com o frio aumentando e provavelmente encararíamos a serra à noite.
Foto by...hã, o guia da vinícola
Tem uns detratores por aí que insistem em dizer que o Clau não bebe. Temos vários registros fotográficos do cara fazendo fundo seco, como este.

Terminamos a noite com um jantar. Comi javali.

Não me lembro o que o Clau comeu. Frango? Foto by Marília.

Foto by Marília.

Javali. Foto by Marília.

Foto by garçon
Branca está nova em folha e pronta para a viagem de volta.