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Mostrando postagens de 2015

Pra fechar

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Acho que não escreverei mais este ano. Viajarei dia 25 e pretendo ficar longe de qualquer coisa que lembre computador ou tablet. Ok, não vou ficar longe do telefone, mas não escrevo posts com ele.
Assim, pra encerrar os trabalhos de 2015, uma coletânea de fotos tiradas durante minha estada em Porto Príncipe.
Feliz Natal e que 2016 seja, no mínimo, melhor que 2015. We deserve it.






'Nuff said

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Game of Thrones: a saga continua.

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Ok, vou "humour" uma amiga minha e tentar continuar a bagaça. Veremos se tenho mesmo talento.
Quer recapitular? Leia aqui. Onde estávamos mesmo? Rainhas, dragões, anões, lordes sem cabeça. Já disse que o reizinho filha-da-puta é um...bem, filha-da-puta, certo? E ele fica mais fdp ainda. Sabe a filhota do lorde sem cabeça? Pois é, a bichinha sofre que só na mão do sádico playboyzinho. A guerra come solta no norte.
O filho mais velho do lorde sem cabeça vira o Rei do Norte.
Olha só: tem o Reizinho que é oficialmente o Rei. Dos ândalos, dos primeiros homens, da puta que o pariu. Tem o "único rei de verdade" (é o que ele acha, vou fazer o quê?) que é irmão do Rei pai do Reizinho, e que bateu com as caçuletas. Nessa pegada o URdV deu um jeito de matar o outro irmão (que também se intitulava o URdV) com ajuda de uma bruxa - não, desculpe, sacerdotisa - muito gostosa e muito mazinha também. Como sempre alianças se desfazem com a mesma rapidez que gente morre. Morre gente…

Eleições 2015

Não, não estou ficando maluco. Eleições no Haiti. Neste fim-de-semana a loucura tomará conta do país. Haverá eleições para o congresso e para presidente. E, saca só: são 52 candidatos! Sim, cortaram dois. Acharam demais.
A coisa aqui é séria. Há um aumento vertiginoso na violência nos dias que antecedem as eleições e até depois de sair o resultado, já que serão 51 desgostosos e seus puxa-sacos. Na semana passada uma missionária norte-americana que vivia e trabalhava no Haiti há muitos anos, foi assassinada sem razão aparente. Uma cidadã francesa foi, segundo rumores, sequestrada e até agora não se tem notícias deles.
Não dá para saber exatamente por que eles se voltam contra estrangeiros. Provavelmente tem a ver com aquele ódio mal-disfarçado em relação a brancos que mencionei num post anterior. E branco aqui é quase sempre estrangeiro.
A recomendação é ficar quieto, low profile, só sair em grupos e se for estritamente necessário.
As ruas estão entupidas de cartazes. Dá para notar qu…

Alegrias e agruras de morar em hotel

Há algum tempo um conhecido disse que seu sonho de consumo era viver em hotel, sem as preocupações que normalmente acompanham os meros mortais que alugam ou são donos dos imóveis em que residem: IPTU, água, luz, manutenção em geral. Quebrados que éramos concordamos que de fato era um belo sonho,
Meu recorde é de 30 dias morando em hotel, recorde esse que será quebrado ao fim desta viagem, com 95 dias. Assim, acho que estou mais que capacitado para dar um, digamos, parecer sobre o assunto. E o papo é o seguinte: se você for abastado o suficiente para morar em um bom 5 estrelas, vai fundo. Se no máximo conseguir um bom 4 (são poucos. Essa estrela a menos faz uma diferença...), talvez a viagem não vá ser assim lá tão suave. E isso levando em consideração que você vai morar num lugar minimamente interessante.
As duas primeiras semanas são normais. Você vai estar se acostumando com a nova cidade/país de qualquer jeito, então alguma trepidação já é de se esperar. Quando digo trepidação que…

Posé, posé, bon bagai!

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Duas semanas, alguns desarranjos intestinais, uma gripe, muita tosse e dores-de-cabeça depois da última postagem. E muito trabalho também.
A última semana foi especialmente difícil por causa dessa gripe que me deu e de suas consequências que só agora logro mitigar. Quero ter algo parecido com uma rotina, mas enquanto o corpo não se entender com a água, comidas diferentes, horários desregulados, não vou conseguir. Como não tenho conseguido me exercitar com regularidade, o corpo também começa a sentir a falta da atividade física regular, e uma coisa puxa a outra e a vida segue difícil.
A frase que dá título a este post, aliás, quer dizer "beleza, gente boa!", em creole. "Posé" ouve-se o tempo todo. O povo e amigável, como já disse, mas há uma desconfiança generalizada em relação a brancos. E preconceito de negros e mulatos em relação a si mesmos, com os últimos se achando melhores que os primeiros e por aí vai. Nota-se pelas ruas que cidadãos de pele mais clara são …

Mais um país, mais uma missão

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Estou na estrada de novo, crianças. O trabalho me trouxe desta vez ao Haiti, pedaço de ilha no Caribe que já passou por poucas e boas, como ditaduras sangrentas e catástrofes naturais. Já esperava encontrar desorganização, miséria e confusão. Como qualquer país pobre, há um lado mais colorido na paisagem cinza. Estamos em Petion Ville, bairro mais abastado da capital Porto Príncipe. Aqui as ruas estão em melhor estado, há casas muito bonitas e grandes espalhadas pelos morros - e dividindo esses morros com favelas, isso lembra algo? - e muitos, muitos SUVs. A proporção é de um automóvel normal para uns cinquenta SUVs. A razão disso? Pode ser a geografia da região, pode ser o fato de as ruas estarem destruídas, ou simplesmente porque são veículos mais indicados para o local. Como em muitos países na mesma situação, há uma parcela da população que não parece passar pelos mesmos problemas, que ostentam seus carrões enormes e novinhos para lá e para cá, parecendo ignorar as massas de gent…

Perseverei

Sim. Mesmo no dia em que meu instrutor resolveu mudar a rotina, o que acabou por me deixar super-dolorido e sete dias afastado da academia.
Já não estou vendo academia como uma obrigação chata. Talvez isso tenha a ver com o bom trabalho e atenção dos instrutores. Não sei se estou próximo da meta estabelecida para mim, mas não estou preocupado. O que me importava, nesta fase de reintrodução à malhação, era não forçar e aumentar o ritmo aos poucos. Já sinto os (bons) efeitos do exercício regular. Ainda não tão regular como eu gostaria, mas vamos devagar com o andor. O sono melhorou, dores que eram constantes sumiram. Sinto que, mesmo muito devagar, minha forma física está melhorando.
Mas aí vem mais uma das minhas viagens a trabalho. E esta vai ser mais longa, 95 dias. O destino? Porto Príncipe, mes amis.
Em tempos de cortes orçamentários, o ministério está oferecendo poucas missões. Algumas interessantes. Outras, nem tanto. O esquema haitiano é parecido com o de Havana, de 2013. Vou p…

Marombeiro. #SQN

Estou frequentando academia. E estou gostando. Nunca pensei que fosse dizer isso um dia. Mas, vamos devagar, só estou nessa há duas semanas. Em fevereiro deste ano comecei a fazer exames, à guisa de check-up. Primeiro, o cardiologista. Nada de errado, tudo joinha, hemograma completo revelou algumas coisinhas fora do recomendável. Nada sério. Mas, como não poderia deixar de ser, o médico indicou que algumas mudanças deveriam ser consideradas, mais exercícios, atenção à alimentação, e tal. Não me considero sedentário, mas não sou atleta. Não faço atividades físicas com regularidade e mudar isso, desta vez, trouxe um peso diferente. Com 45 anos, meu corpo não responde da mesma forma que respondia há alguns anos. Veio a constatação de que eu precisaria de regularidade, de comprometimento desta vez, não bastaria caminhar ao redor da quadra nos fins de tarde, ou a pedalada no parque uma vez ou outra. Assim, tomei a decisão de dar uma chance à academia. Não gosto talvez porque minha única exp…
­Meu primeiro contato com a língua inglesa foi há 35 anos, se não me falha a memória. Na 5ª série passamos a ter aulas de inglês. A professora, infelizmente, ainda fazia um curso no Yázigi e pelo que me lembro não era boa aluna. Naquele ano, o livro-texto era bem básico, com pequenos textos bem acessíveis. Mas teve uma aula, que me lembro hoje com vergonha alheia, em que ela ensinou a pronunciar e a escrever as letras em inglês. Até aí tudo bem. Até que ela disse: "vamos escrever o nome de cada um em inglês (sic)". O meu, no espírito da aula, saiu assim: Dãbliu-i-él-él-ái-én-dgi-ti-ou-én.  (risos mal contidos). Sim, ela queria ensinar a soletrar, mas acabou nisso. No ano seguinte a coisa ficou pior, porque então a lógica já me indicava o caminho correto nas traduções dos textos dos livros. Assim, "There is a book", de acordo com a profe saía "Ali está um livro", enquanto que para mim já soava como "Há um livro". Bem, minha matéria preferida na …

Um relato e uma micro resenha

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Ando sumido, eu sei, mas acho que meus poucos leitores não se incomodam mais com isso. Tem pouco menos de um mês que postei um poeminha (veja logo aí abaixo), daqueles que aparecem do nada e, se não colocar no papel, desaparece sem deixar vestígios. Nesse meio tempo participei de uma greve de poucos dias. Negociações são sempre complicadas e, quando se tem um grupo heterogêneo como o nosso, com gente de diversas carreiras, gente no Brasil com certas necessidades e anseios, que são diferentes dos daqueles que estão no exterior, a coisa fica ainda mais difícil. Uma votação apertada cujo resultado teve apenas quatro votos de diferença, entre cerca de 400 votantes, foi o suficiente para uma explosão de discussões em uma rede social. Acusações de todos os lados, ofensas, xingamentos. Estou há quase três dias sem acessar minha conta no Facebook, justamente porque esse tipo de coisa me tira do sério e me entristece. Pela falta de união, pela falta de delicadeza, pela grosseria gratuita. No …

Sem medo

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Um texto muito antigo

A Epopéia do Rock Tupiniquim

O CAPITAL INICIAL foi disputado pela IRA! dos TITÃS e pelas pranchas dos ENGENHEIROS DO HAWAII, restos da batalha entre os 5 GENERAIS da LEGIÃO URBANA contra a PLEBE RUDE vinda do DETRITO FEDERAL.
Ah, se não fosse SEMPRE LIVRE a ESCOLA DE ESCÂNDALO, o BARÃO VERMELHO não teria dificuldade em dominar a FINIS AFRICAE. Mas vieram os PICASSOS FALSOS, vestindo um ULTRAJE A RIGOR e cometeram o CRIME do ano: assassinaram os HERÓIS DA RESISTÊNCIA com uma CAMISA DE VÊNUS, uma picada do KID ABELHA e duas ABÓBORAS SELVAGENS na cabeça.
Então, PREMEDITANDO O BREQUE e gritando SOSSEGA LEÃO, chega a LÍNGUA DE TRAPO num Carrão a Gás sem OS PARALAMAS DO SUCESSO e Tirando chinfra numa Lambreta.
Quando começou o Cinema Mudo, apareceu uma Mosca na Sopa do LOBÃO, que uivava numa Tarde de Domingo Sonhando em ter um Carro Conversível, mas vieram a Polícia e os ROBÔS EFÊMEROS fazendo uma BLITZ e raptaram a Menina Veneno jogando-a nas mãos de uma Chinesa Videomaker, filha de uma G…

Volta, 2014.

Sou só eu ou este início de ano está particularmente confuso? Ler jornal, assistir ao noticiário (ou ouvi-lo no rádio) parece só reforçar a impressão de que nada vai bem neste início de ano. E já estamos em março.
A economia vai mal e o governo diz que não é bem assim. Corrupção a torto e a direito e uns e outros dizendo que fulano também roubava. Favorecimentos de cá, rasteiras de lá e a vida segue. Aqui no mundo real tentamos ter um mínimo de esperança. Me lembrei de cena em um filme, ruim por sinal, que trata do julgamento final, em que Deus perdeu a esperança na humanidade e envia seus anjos para passar a régua no mundo. Na tal cena, o anjo Gabriel, a mando do Senhor, prepara-se para passar a régua em mais um humano, que ligara o gás e esperava pelo anjo com um isqueiro na mão. Gravado no tal objeto a palavra "hope", que significa esperança. E bum! Tudo pelos ares. Mas o anjo não foi destruído.
Bem isso né? Vontade de explodir tudo. Mas será que vai adiantar? Não coment…

Resenhando

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Faz um tempinho que não resenho (ah, ah, ah, ah) discos. Assim, lá vou eu tentar algo próximo disso. Por uma questão de bagunça mental não vou respeitar datas de lançamento e não falar somente sobre discos novos.
Vamos começar por este:
TheRemedy é a nova banda do meu grande amigo Ahmad Hakeem. Trata-se de um power trio multinacional complementado por Ehab Medhat e James Paul. O disco, integralmente gravado na Arábia Saudita, mixado em Los Angeles e masterizado em Nova York, traz 12 faixas em pouco menos de uma hora. Para quem conhece o Ahmad é fácil reconhecer as influências que permeiam o disco. O som é bem novo, muito diferente de tentativas anteriores solo ou mesmo com a também multinacional The Beagles. Há referências ao pop/rock dos anos 80 e 90 e até mais recentes. As guitarras permeiam lindamente as faixas - o próprio Ahmad me disse ter usado, para meu alívio, segundo ele, Fenders e Gibsons - e não tomam muito espaço. Há teclados econômicos e elementos percussivos que parecem…

Letra Traduzida

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The Wheel
(Edie Brickell & The New Bohemians)
A Roda


Somewhere there´s somebody who looks just like you do
Em algum lugar tem alguém que se parece com você
Acts just like you, too, feels the same way
Age como você, também, sente da mesma forma
Somewhere there´s a person in a faraway place
Em algum lugar há uma pessoa num lugar distante
With a different name and a face that looks like you
Com um nome diferente e um rosto que parece com o seu

Do you think about who it might be?
Você pensa sobre quem poderia ser?
Do you wonder where you are?
Você se pergunta onde você está?
In a distant foreign country
Num país estrangeiro distante
Riding ´round in another car
Andando por aí num carro diferente

Where the wheels keep on turning and turning and turning and
Onde as rodas vão girando e girando e girando e
Nothing´s disturbing the way they go around
Nada atrapalha o jeito em que elas giram
The wheel keep on turning and turning and turning and
A roda vai girando e girando e girando e
Nothing´s distur…
Do profano ao sagrado
E de volta
Do ótimo ao péssimo
E de volta
Do justo ao corrupto
E de volta
Do intragável ao saboroso
E de volta
Do novo ao antigo
E de volta
Do começo ao fim
E de volta
Do ébrio ao são
E de volta
Do são ao enfermo
E de volta
Do amor ao ódio
E de volta
Do lento ao célere
E de volta
Do rico ao pobre
E de volta
Do sábio ao ignaro
E de volta
Do inconsequente ao responsável
E de volta
Da volta à ida
E de volta.

Vinil é bom e eu gosto

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Tenho amigos que concordam comigo, amigos que discordam e amigos que não se pronunciam. Eu gosto de vinil. Sempre gostei, desde que o mais próximo que tínhamos de aparelho de som era uma radiola. A radiola era um aparelho que tinha rádio e toca-discos junto. O toca-discos era basculante e o braço da agulha tinha que ficar travado. O toca-discos tinha molas que serviam para eliminar balanços, muito útil em casas antigas com piso de assoalho. A nossa era portátil, mais acessível que aqueles modelos maiores, que eram verdadeiros aparadores - e muita gente os usava com esse fim também. A grana era curta então não era sempre que rolava comprar disco novo. Era sempre no aniversário, durante muitos anos, que eu "ganhava" um disco. Os primeiros? Bill Haley & The Comets, The Beatles In The Beginning, Isto É Hollywood e os Video/Flipper Hits da vida. Minha mãe tinha um do Elvis, duplo e um do Simon & Garfunkel. Apesar da "proibição" de ficar ouvindo esses dois, cheg…

Primeirão

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Começou. 2014 já foi tarde. Êta anozinho marrento. A Copa encheu o saco. Foi bacaninha, mas encheu o saco. Eleições encheram muito o saco. Repito: ANULEI MEU VOTO PARA PRESIDENTE. Digam o que quiserem, porque "my dear, I couldn´t care less".
Dinheiro público rolando a rodo em certos lugares, em outros penúria total. O ano na minha divisão não fechou direito.
Resoluções de ano novo? Para quê? Sério, para no fim das contas nada dar certo e eu ficar com o sentimento de frustração e fracasso? No, thank you. Tem um monte de coisas e coisinhas que quero realizar este ano, mas vou dar conta de uma de cada vez e, quando terminar, comento. Ou não.
Fiz uma tatuagem. Estava adiando há quase dois anos. Fiz.
Quer saber? Não é nada de mais. Não estou com aquele peso de "oh, isso vai ficar na minha pele pro resto da vida". Ficou bonita, é algo que tem a ver comigo. Não rolaria fazer uma tribal ou algo polinésio/zen ou qualquer outra figura. Achei que o galo do zodíaco chinês com…