sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Letra Traduzida

The Wheel
(Edie Brickell & The New Bohemians)
A Roda


Somewhere there´s somebody who looks just like you do
Em algum lugar tem alguém que se parece com você
Acts just like you, too, feels the same way
Age como você, também, sente da mesma forma
Somewhere there´s a person in a faraway place
Em algum lugar há uma pessoa num lugar distante
With a different name and a face that looks like you
Com um nome diferente e um rosto que parece com o seu

Do you think about who it might be?
Você pensa sobre quem poderia ser?
Do you wonder where you are?
Você se pergunta onde você está?
In a distant foreign country
Num país estrangeiro distante
Riding ´round in another car
Andando por aí num carro diferente

Where the wheels keep on turning and turning and turning and
Onde as rodas vão girando e girando e girando e
Nothing´s disturbing the way they go around
Nada atrapalha o jeito em que elas giram
The wheel keep on turning and turning and turning and
A roda vai girando e girando e girando e
Nothing´s disturbing the way it goes around
Nada atrapalha o jeito em que ela gira

All your thoughts are in another head
Todos os seus pensamentos estão em outra cabeça
Your dreams are sleepin´ in a different bed
Seus sonhos dormem em uma cama diferente
The force that moves you is a circular breath
A força que move você é um sopro circular
Of life and death going round and round and round
De vida e morte girando e girando e girando

Chorus
Refrão

Maybe you ride a different wave
Talvez você surfe numa onda diferente
Maybe you catch a another ray of the sun
Talvez você pegue um outro raio do sol
That I´ve begun to feel
Que eu acabei de começar a sentir
Back and forth and back and forth and back and forth around again
Para trás e para adiante e para trás e para adiante e para trás e para adiante e de volta de novo
Again and again and again
De novo e de novo e de novo

Chorus
Refrão

Back and forth and back and forth and back and forth around again.
Para trás e para adiante e para trás e para adiante e para trás e para adiante e de volta de novo

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Do profano ao sagrado
E de volta
Do ótimo ao péssimo
E de volta
Do justo ao corrupto
E de volta
Do intragável ao saboroso
E de volta
Do novo ao antigo
E de volta
Do começo ao fim
E de volta
Do ébrio ao são
E de volta
Do são ao enfermo
E de volta
Do amor ao ódio
E de volta
Do lento ao célere
E de volta
Do rico ao pobre
E de volta
Do sábio ao ignaro
E de volta
Do inconsequente ao responsável
E de volta
Da volta à ida
E de volta.

Vinil é bom e eu gosto

Tenho amigos que concordam comigo, amigos que discordam e amigos que não se pronunciam.
Eu gosto de vinil. Sempre gostei, desde que o mais próximo que tínhamos de aparelho de som era uma radiola. A radiola era um aparelho que tinha rádio e toca-discos junto. O toca-discos era basculante e o braço da agulha tinha que ficar travado. O toca-discos tinha molas que serviam para eliminar balanços, muito útil em casas antigas com piso de assoalho. A nossa era portátil, mais acessível que aqueles modelos maiores, que eram verdadeiros aparadores - e muita gente os usava com esse fim também.
A grana era curta então não era sempre que rolava comprar disco novo. Era sempre no aniversário, durante muitos anos, que eu "ganhava" um disco. Os primeiros? Bill Haley & The Comets, The Beatles In The Beginning, Isto É Hollywood e os Video/Flipper Hits da vida.
Minha mãe tinha um do Elvis, duplo e um do Simon & Garfunkel. Apesar da "proibição" de ficar ouvindo esses dois, chegamos a furá-los de tanto ouvir.
Nas duas últimas semanas digitalizei alguns discos, fitas e fitas de vídeo (só o áudio) com o auxílio de um conversor.
O aparelho é de fácil utilização e até alguns CDs acabei digitalizando com ele, por causa desse controle de volume de gravação. Muito útil, pois alguns LPs e fitas tem o som muito baixo. Meu toca-fitas (Yamaha) ajuda, pois tem um controle que ajusta a cabeça de reprodução, melhorando o som. Esse aparelho capta as músicas com opção de criação automática de faixas (nem sempre funciona) ou manual. Discos ao vivo, por exemplo, tem que ter as faixas criadas manualmente. 
A interface é o iTunes, numa versão antiga. O que tenho feito é copiar a biblioteca do iTunes, após a captação das músicas, e adicionado os arquivos usando uma versão atualizada, em outro computador. Tocando as músicas no iPod quase não dá para dizer de onde elas saíram.
Assista o mini-documentário abaixo.
Nem precisa dizer mais. O vinil tem essa coisa da experiência tátil e até olfativa. O cheiro do disco novo, o cuidado com o plástico (quando vinha com ele), o cuidado com o próprio disco e a audição ad infinitum. Como não era todo dia que tinha disco novo, a capa era diligentemente estudada e decorada. Era assim que eu identificava, em discos diferentes, um mesmo estúdio, um mesmo músico convidado, o produtor, etc. Me frustrava quando queria muito um disco e ele não vinha com encarte. Achava uma economia tosca. Decorava tudo na capa e se tivesse letras, em uma semana já tinha decorado essas também. O CD trouxe um encantamento diferente. A qualidade do som, a possibilidade de tocar uma certa faixa direto, sem ter que levantar agulha e tal. Gravar fitas era uma baba. Bastava programar as músicas e ajustar o tempo à duração das fitas. Às vezes era necessário fazer um ajuste no final, uma edição, usando o controle de gravação, para não ficar aquele corte brusco. Bacana era quando a gravação ficava justinha. As fitas? Quando tinha grana sobrando, fitas cromo, cujo som era muito melhor. Eram reservadas para as melhores seleções. Fazer a capa também exigia cuidado.
Voltando ao CD, era um passo em direção ao século XXI. Nosso primeiro CD player veio em 92, se não me falha a memória. Era um carrossel Sony que foi acoplado a um aparelho de som da Gradiente, um Roxy II.

O nosso aparelho era igual, as caixas não. Ele vinha ainda com um rack próprio e toca-discos.
Os botões do toca-fitas não eram mecânicos, mas elétricos, mais suaves, davam menos aquele ruído "click" quando se acionava o gravador. Atenuávamos isso com o útil controle de volume de gravação.
Tudo isso fazia parte do ritual que era ouvir música em tempos analógicos. Um disco era rapidamente copiado para os amigos. As tardes eram preenchidas com sessões de gravação sempre que alguém aparecia com um disco que valia a pena ter. Como as fitas eram mais baratas, copiávamos.
Mais trabalhoso, mas não menos divertido, era fazer as famosas "mix tapes". Combinar músicas era uma arte. Dependia de para quem seria feita a fita e que "mensagem" queríamos passar. Quase sempre as fitas era para uso pessoal mesmo. Eu fazia seleções - que mais tarde virariam meus CDs "Road Music" - nas quais combinava as músicas em estilo. Para festas era mais divertido também, pois não precisava ficar trocando o disco a cada 20/30 minutos.
A decisão sobre qual disco comprar com a grana que tinha era frequentemente dolorosa. Muitas vezes eu sabia exatamente o que queria e ia direto. Outras vezes, passava e repassava os discos separando mentalmente os candidatos. Me lembro da época do lançamento do "Afterburner" do ZZ Top, lá nos idos de 1985, se não me falha a memória. Era a primeira vez, que eu me lembre, que eu conseguia encontrar discos do ZZ Top lá no interior. Me frustrei porque não vinha com encarte, mas comprei com certeza, sem a mais vaga sombra de dúvida. 
Esse processo de digitalização acabou por trazer certas dessas experiências de volta. Cabos para lá e para cá, gravações que não dão certo e tem que ser refeitas - e acabamos tendo que ouvir a mesma música várias vezes. Por que estou digitalizando? Porque quero ter a possibilidade de ouvir a música de alguns LPs em qualquer lugar. Porque quero "poupar" meus discos de manuseio exagerado. E...por que não?



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Primeirão

Começou. 2014 já foi tarde. Êta anozinho marrento. A Copa encheu o saco. Foi bacaninha, mas encheu o saco. Eleições encheram muito o saco. Repito: ANULEI MEU VOTO PARA PRESIDENTE. Digam o que quiserem, porque "my dear, I couldn´t care less".
Dinheiro público rolando a rodo em certos lugares, em outros penúria total. O ano na minha divisão não fechou direito.
Resoluções de ano novo? Para quê? Sério, para no fim das contas nada dar certo e eu ficar com o sentimento de frustração e fracasso? No, thank you. Tem um monte de coisas e coisinhas que quero realizar este ano, mas vou dar conta de uma de cada vez e, quando terminar, comento. Ou não.
Fiz uma tatuagem. Estava adiando há quase dois anos. Fiz.
Quer saber? Não é nada de mais. Não estou com aquele peso de "oh, isso vai ficar na minha pele pro resto da vida". Ficou bonita, é algo que tem a ver comigo. Não rolaria fazer uma tribal ou algo polinésio/zen ou qualquer outra figura. Achei que o galo do zodíaco chinês comprometia menos. E esse desenho que achei na internet era bem o que eu queria.
Andei mexendo no quarto de som/hóspedes também. Quero me livrar de uma TV velha, de um Playstation 2 e seus controles, de duas mesas de apoio e do móvel que costumava abrigar o aparelho de som, que agora fica sobre o gaveteiro de CDs. As caixas de som desceram dele e agora ficam no chão. Ficou bom. Quando a tralha sair do quarto, vou bolar um novo esquema para abrigar os LPs.
Falando neles, comprei um "aparêio" que digitaliza a partir de fontes analógicas. Fazendo testes ao longo do fim de semana, baixei som de discos, fitas e de VHS.
Aquela caixinha quadradinha ali é o conversor, aqui conectado ao toca-discos.
 
 Já enchi a orelha de uma amiga dizendo que este ano vou me livrar de um monte de coisas. Sim, já mencionei que tenho tralha demais em casa. Vai desde pequenos objetos a uma mesa de jantar que se mostra gigantesca desde que voltamos para o Brasil. Vai dançar. DVDs, fitas de vídeo, tudo vai ter um fim. Projetor de slides alemão. Está interessado? Fala comigo, pois vou vender.
Não, não são resoluções de ano novo, são só planos que vem sendo maquinados há algum tempo.
Fica ligado que vou informando. Bom ano novo para todos e toda aquela coisa de começo de ano.