quarta-feira, 3 de junho de 2015

Marombeiro. #SQN

Estou frequentando academia. E estou gostando. Nunca pensei que fosse dizer isso um dia. Mas, vamos devagar, só estou nessa há duas semanas.
Em fevereiro deste ano comecei a fazer exames, à guisa de check-up. Primeiro, o cardiologista. Nada de errado, tudo joinha, hemograma completo revelou algumas coisinhas fora do recomendável. Nada sério. Mas, como não poderia deixar de ser, o médico indicou que algumas mudanças deveriam ser consideradas, mais exercícios, atenção à alimentação, e tal.
Não me considero sedentário, mas não sou atleta. Não faço atividades físicas com regularidade e mudar isso, desta vez, trouxe um peso diferente. Com 45 anos, meu corpo não responde da mesma forma que respondia há alguns anos. Veio a constatação de que eu precisaria de regularidade, de comprometimento desta vez, não bastaria caminhar ao redor da quadra nos fins de tarde, ou a pedalada no parque uma vez ou outra. Assim, tomei a decisão de dar uma chance à academia. Não gosto talvez porque minha única experiência até hoje, em Rotterdam, não tenha sido muito incentivadora. De certa forma, fico sempre com a impressão de que, se não me dispuser aos programas massacrantes e musculantes dos professores, meu caso não vai ser interessante para eles, e assim serei mais um cliente. E só. E não tem nada pior do que você ser completamente ignorado numa academia, justamente quando o que você mais precisa é atenção no acompanhamento. Assim, fui fazer uma avaliação e até aí, tudo bem. Essa avaliação revelou alguns acúmulos de gordura que deverão ser eliminados, mas uma boa condição física, com percentual de gordura baixo para quem não se cuidava lá muito bem. Abramos parênteses aqui: minha alimentação é boa, não abuso de açúcares, não sou avesso a verduras e legumes. Há talvez cafeína e álcool demais mas, no geral acredito que minha alimentação seja boa. Com a boa avaliação, joguei limpo com o professor e disse que não tenho grande paixão por academias. Acho que é importante salientar isso, de outra forma, meu treinamento vai ser uma tortura para mim e uma frustração para ele. No fim, comprometi-me com um treinamento básico inicial, para ir adquirindo resistência e ritmo. Como ainda trato uma tendinite no braço direito, musculação nos membros superiores ainda está fora de cogitação. Sigo o programa completo três vezes por semana: 20 minutos de esteira rápida, depois uma série de cinco máquinas e abdominais para fechar. Nos demais dias, faço só esteira por enquanto, cerca de 45-60 minutos de caminhada acelerada.
A obrigação de ir à academia já está moldando minha rotina. Não tenho desculpas, tenho que ir  pois estou pagando. E saio de lá pouco suado, mas me sentindo bem. Acho que isso é o que importa. Não vou me martirizar se a meta estabelecida para mim não for cumprida. Meta que, aliás, é de ganhar 1,6kg em massa muscular e perder 400g de gordura em três meses. Não parece muito difícil.
Acho que o que desanima muita gente em academias é a sensação de competição. Algumas vezes me surpreendi pensando no que os outros estariam pensando de mim, caminhando por 60 minutos ali na esteira, admirando o Lago Paranoá – para minha sorte, a academia que frequento fica bem de frente para ele. E assim que me dou conta desses pensamentos, tiro-os da cabeça pois estou ali para cuidar de mim, não para ficar me comparando com os "profissas".

Então vou continuar curtindo essa nova rotina, sem paranoias. O próximo passo é mudar outras coisas como alguns hábitos alimentares, mas isso logo vai acontecer.

IBILCE: 60 anos da minha Alma Mater

Escrevi a crônica abaixo, a pedido da amiga Nilce, atual editora da revista Notícias Ibilce, por ocasião dos 60 anos do nosso querido In...